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RICKY BOBBY – A TODA VELOCIDADE
9 de março de 2010
O comediante americano Will Ferrell é um gosto adquirido. Seu tipo dehumor não é dos mais fáceis, apesar do sucesso tremendo que faz nos EUA desde
sua participação no célebre programa humorístico SATURDAY NIGHT LIVE. O mesmo
não se repete no resto do mundo, que tem maior dificuldade de entender as
referências do comediante, bem mais acessíveis ao público local. Isso explica o
fato deste RICKY BOBBY – A TODA VELOCIDADE (TALLADEGA NIGHTS – THE BALLAD OF RICKY BOBBY, EUA, 2006, Sony) sair diretamente em DVD no Brasil, mesmo após
arrecadar mais de 175 milhões de dólares no mercado americano. E ainda calha de
ser uma comédia divertidíssima.
Ferrell faz o
protótipo do americano médio, estúpido, ignorante e bem sucedido. Mais do que
isso até. É o grande campeão de stockcar (corrida com carros popular nos EUA),
com esposa gostosa e interesseira e dois filhos mal-criados. Ricky Bobby tem
como melhor amigo outro piloto, o simplório Cal Naughton Jr. (John C. Reilly), que se contenta
em ficar à sombra do companheiro famoso. Tudo parece ir bem até que surge uma
ameaça ao estilo de vida de Bobby: uma ameaça estrangeira em todos os sentidos:
o piloto Jean Girard. Francês, culto (Lê Camus enquanto pilota) e homossexual,
Girard (o cômico britânico Sasha Baron Cohen, o Borat) só tem em comum com Ricky Bobby o
talento na direção. Deste fiapo de trama, Ferrell e o diretor Adam McKay (ambos
também roteiristas) extraem momentos saborosos e comentários irônicos sobre o
estilo de vida americano. RICKY BOBBY representa também um salto qualitativo
na carreira de McKay, um veterano do SATURDAY NIGHT LIVE que estendeu sua
parceria com Ferrell no longa O ÂNCORA e QUASE IRMÃOS. Aqui, o diretor não tem apenas de
conduzir cenas de humor, mas também coordenar seqüências de ação (alguns dos
acidentes são impressionantes) e integrá-las à narrativa sem pesar a mão e o
tom.
protótipo do americano médio, estúpido, ignorante e bem sucedido. Mais do que
isso até. É o grande campeão de stockcar (corrida com carros popular nos EUA),
com esposa gostosa e interesseira e dois filhos mal-criados. Ricky Bobby tem
como melhor amigo outro piloto, o simplório Cal Naughton Jr. (John C. Reilly), que se contenta
em ficar à sombra do companheiro famoso. Tudo parece ir bem até que surge uma
ameaça ao estilo de vida de Bobby: uma ameaça estrangeira em todos os sentidos:
o piloto Jean Girard. Francês, culto (Lê Camus enquanto pilota) e homossexual,
Girard (o cômico britânico Sasha Baron Cohen, o Borat) só tem em comum com Ricky Bobby o
talento na direção. Deste fiapo de trama, Ferrell e o diretor Adam McKay (ambos
também roteiristas) extraem momentos saborosos e comentários irônicos sobre o
estilo de vida americano. RICKY BOBBY representa também um salto qualitativo
na carreira de McKay, um veterano do SATURDAY NIGHT LIVE que estendeu sua
parceria com Ferrell no longa O ÂNCORA e QUASE IRMÃOS. Aqui, o diretor não tem apenas de
conduzir cenas de humor, mas também coordenar seqüências de ação (alguns dos
acidentes são impressionantes) e integrá-las à narrativa sem pesar a mão e o
tom.
Ótima edição, com boa qualidade técnica e extras bem divertidos: diário em
vídeo do diretor, comentários em áudio
de McKay e de membros do elenco e equipe de produção, cenas excluídas e outros
atrativos. Todos legendados em português.
vídeo do diretor, comentários em áudio
de McKay e de membros do elenco e equipe de produção, cenas excluídas e outros
atrativos. Todos legendados em português.
Categorised under DVD - Resenhas