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OS INDICADOS AO INTERNATIONAL FILM...
8 de fevereiro de 2013
TRILHA MUSICAL DO ANO
- A VIAGEM (CLOUD ATLAS); Tom Tykwer, Johnny Klimek e Reinhold Heil
- O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA (THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY); Howard Shore
- O IMPOSSÍVEL (THE IMPOSSIBLE); Fernando Velázquez
- AS AVENTURAS DE PI (LIFE OF PI); Mychael Danna
- LINCOLN; John Williams
COMPOSITOR DO ANO
- MYCHAEL DANNA
- ALEXANDRE DESPLAT
- DANNY ELFMAN
- FERNANDO VELÁZQUEZ
- JOHN WILLIAMS
COMPOSITOR REVELAÇÃO DO ANO
- NATHAN JOHNSON
- ZELTIA MONTES
- NIC RAINE
- DAN ROMER & BENH ZEITLIN
- JOSEPH TRAPANESE
TRILHA SONORA – DRAMA
- ANNA KARENINA; Dario Marianelli
- O IMPOSSÍVEL; Fernando Velázquez
- AS AVENTURAS DE PI; Mychael Danna
- LINCOLN; John Williams
- SEGREDOS DA PAIXÃO (THERE BE DRAGONS); Robert Folk
TRILHA SONORA – COMÉDIA
- MOONRISE KINGDOM; Alexandre Desplat
- AMOR IMPOSSÍVEL (SALMON FISHING IN THE YEMEN); Dario Marianelli
- AS SESSÕES (THE SESSIONS); Marco Beltrami
- O LADO BOM DA VIDA (SILVER LININGS PLAYBOOK); Danny Elfman
- TED; Walter Murphy
TRILHA SONORA – AÇÃO/AVENTURA/THRILLER
- O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (THE AMAZING SPIDER-MAN); James Horner
- DENTRO DA CASA (DANS LA MAISON); Philippe Rombi
- BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (THE DARK KNIGHT RISES); Hans Zimmer
- 007 – OPERAÇÃO SKYFALL; Thomas Newman
- A HORA MAIS ESCURA (ZERO DARK THIRTY); Alexandre Desplat
TRILHA SONORA – FANTASIA/FICÇÃO CIENTÍFICA/HORROR
- A VIAGEM; Tom Tykwer, Johnny Klimek e Reinhold Heil
- O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA; Howard Shore
- JOHN CARTER; Michael Giacchino
- PROMETHEUS; Marc Streitenfeld, música adicional por Harry Gregson-Williams
- A ENTIDADE (SINISTER); Christopher Young
TRILHA SONORA – ANIMAÇÃO
- VALENTE (BRAVE); Patrick Doyle
- FRANKENWEENIE; Danny Elfman
- PARANORMAN; Jon Brion
- A ORIGEM DOS GUARDIÕES (RISE OF THE GUARDIANS); Alexandre Desplat
- TINKER BELL: O SEGREDO DAS FADAS (SECRET OF THE WINGS); Joel McNeely
TRILHA SONORA – DOCUMENTÁRIO
- KINGDOM OF PLANTS; Joel Douek, Freddy Sheinfeld e Elik Alvarez
- LOS MUNDOS SUTILES; Pascal Gaigne
- METSÄN TARINA; Panu Aaltio
- SAMSARA; Lisa Gerrard e Michael Stearns
- SHAKESPEARE & US; Miguel d’Oliveira
COMPOSIÇÃO MUSICAL DO ANO
- “The Cloud Atlas Sextet for Orchestra” de A VIAGEM; Tom Tykwer, Johnny Klimek e Reinhold Heil
- “The Impossible Main Title” de O IMPOSSÍVEL; Fernando Velázquez
- “John Carter of Mars” de JOHN CARTER; Michael Giacchino
- “Pi’s Lullaby” de AS VENTURAS DE PI; Mychael Danna e Bombay Jayashri
- “The Peterson House and Finale” de LINCOLN; John Williams
*Vencedores em negrito
0
08fev
BONANZA: VOL. 1
12 de setembro de 2012
O western, gênero americano por excelência que ajudou a fundar toda uma mitologia para uma nação relativamente jovem, chegou ao final dos anos 1950 dando indícios claros de perda de público. Dentre os gêneros que sofreram com as mudanças culturais ocorridas mundialmente a partir deste período, o western foi dos mais afetados. Para a geração que descobria o rock n’ roll, bangue-bangue era coisa de papai careta.Felizmente, os cowboys migraram com sucesso do já cinqüentão cinema para uma mídia que ainda engatinhava, a TV. As pradarias sofreram com o encolhimento da tela, mas os heróis do gatilho ganharam destaque nas várias séries que despontaram no período, como GUNSMOKE, MAVERICK, RAWHIDE (de onde saiu um jovem Clint Eastwood) e, principalmente, BONANZA. Afinal, os custos de uma produção do gênero eram relativamente baixos – todo estúdio já tinha à mão sua cidade cenográfica, com saloon e delegacia, e qualquer ponto nos arredores de Los Angeles servia para simular o Texas, Arizona ou mesmo Nevada, que é onde se passa a trama de BONANZA.
BONANZA entrou no ar na rede de TV NBC em 1959, e demorou um pouco para encontrar seu espaço e se tornar uma referência não só para o western como também para a dramaturgia televisiva. Foi a primeira série do gênero produzida em cores, numa parceria da NBC com a fabricante RCA, que encontrou na série uma forma de popularizar seus televisores coloridos.
Alguns episódios dentre os produzidos ao longo de quatorze anos já haviam sido disponibilizados no Brasil em cópias de origem suspeita, mas agora a Classicline promete relançar a coleção com o devido cuidado, e, julgando pelo primeiro volume lançado, os fãs deverão ficar satisfeitos. BONANZA também contava com um time de diretores de peso, vários deles cineastas como Jacques Tourneur, Robert Altman, Arthur Lubin e Lewis Allen (os dois últimos responsáveis por dois dos episódios presentes nesta primeira coletânea).
O DVD duplo, que vem numa bonita embalagem envolta por uma luva luxuosa, abriga quatro bons episódios da segunda temporada da série com boa qualidade técnica. A imagem tem boas cores e o áudio original reproduz bem os diálogos e a famosa música tema, composta por Jay Livingston e Ray Evans. Só é uma pena que a distribuidora tenha optado por agrupar os episódios fora da ordem de exibição, o que pode desagradar os completistas.
BONANZA conta a saga da família Cartwright, formada pelo patriarca Ben (Lorne Greene) e seus três filhos, o primogênito Adam (Pernell Roberts), o ingênuo Hoss (Dan Blocker) e o caçula impetuoso e mulherengo Joe (Michael Landon), cada qual filho de uma mãe diferente (todas falecidas), o que ajuda a explicar serem tão diferentes física e psicologicamente entre si. Proprietários de uma enorme fazenda próxima a Virginia City em meados dos anos 1850, os Cartwrights semana após semana alternavam aventuras leves com outras que abordavam temas mais sérios da construção do oeste americano, como o massacre dos índios, a ambição desmedida capitalista e até mesmo o meio ambiente. O tom consegue ser ao mesmo tempo leve e aventuresco, e sério e solene para com os ícones do velho oeste e da própria América mítica.
Resta torcer para que a empreitada da distribuidora dê frutos e esta continue lançando novas coletâneas de episódios não só desta como também de outras saudosas séries televisivas.
BONANZA – VOL. 1
EUA, 1960
IDIOMA: Inglês 2.0, Português 5.1
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Screen 1.33:1
Western – 2h30 – Cor – Classicline
Direção: James Neilson, Arthur Lubin, Johnny Florea, Lewis Allen
Com Lorne Greene, Pernell Roberts, Dan Blocker, Michael Landon
0
12set
SHERLOCK: 1ª TEMPORADA
16 de março de 2012
Presença constante no livro Guinness de recordes
como o personagem mais retratado no cinema e na TV, o detetive Sherlock Holmes
foi interpretado por cerca de 80 atores ao longo dos últimos 111 anos (sua
primeira aparição nas telas foi em SHERLOCK HOLMES BAFFLED, em 1900). Uma das
razões para tal popularidade está no fato de que hoje em dia tanto o personagem
quanto suas aventuras, criadas por Arthur Conan Doyle, já se encontram em
domínio público. Mas é inegável que o charme do maior detetive do mundo, criado
por Conan Doyle em 1887, continua intacto. Haja visto seu sucesso recente no
cinema, com os dois longas dirigidos por Guy Ritchie e estrelados por Robert Downey,
Jr..
Mas a melhor adaptação recente de Holmes para a
tela (no caso, a telinha) é a série da BBC SHERLOCK, criada por Steven Moffat
(que recentemente revitalizou outro bastião da TV inglesa, DR. WHO, e
co-escreveu o roteiro de AS AVENTURAS DE TINTIM para Spielberg e Peter
Jackson) e Mark Gatiss (também colaborador de séries britânicas como DR. WHO,
POIROT e A LIGA DOS CAVALHEIROS). A Log On disponibilizou no Brasil em
Blu-ray e DVD a primeira temporada da série, que compreende três aventuras em
longa-metragem (na Inglaterra este formato é bem comum, ao contrário dos EUA,
que optam por um número maior de episódios de cerca de 45 minutos).
O gancho de Moffat e Gatiss (que também atua na
série, no papel de irmão de Holmes, Mycroft) é simples: situar as aventuras do
detetive na Londres contemporânea. Segundo os criadores explicam no making of
que acompanha a edição, a idéia é passar para o público a mesma sensação que os
leitores da época original de publicação sentiam: a de que aquilo estava
ocorrendo naquele momento.
Esta iniciativa não é particularmente nova. Nos
anos 1940, SHRLOCK HOLMES CONTRA A ARMA SECRETA já colocava o detetive
(vivido por Basil Rathbone, o intérprete mais tradicional do personagem) contra
os nazistas. Mas, a despeito desta liberdade artística, SHERLOCK é das
adaptações mais fiéis do personagem, tanto para cinema quanto para TV. Os
realizadores se atentaram até mesmo aos pormenores da criação de Conan Doyle,
como o vício em drogas de Holmes e o fato do Dr. Watson ser um veterano de
guerra do Afeganistão (Kandahar, no original). Para os fãs, são delícias à
parte estas referências espalhadas tanto nos diálogos quanto na própria direção
de arte.
Com intérpretes como Rathbone, Downey Jr, John
Barrymore, Michael Caine, Charlton Heston, Christopher Plummer e Peter Cushing ajudando
a moldar a persona fílmica do herói, não é tarefa fácil incorporar os trejeitos
clássicos de Holmes e ao mesmo tempo introduzir um elemento único e marcante.
Mas é uma tarefa que Benedict Cumberbatch tira de letra. Com papéis pequenos em
produções como CAVALO DE GUERRA e O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS, Cumberbatch tem em Holmes o papel de sua vida, e está
realmente maravilhoso compondo um investigador genial, arrogante, misógino e
literalmente viciado no processo investigativo. No que é perfeitamente escudado
pelo igualmente talentoso Martin Freeman (de O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS e que em breve estrelará O HOBBIT para Peter Jackson) como Dr.
Watson. A química entre os dois é orgânica e o contraste entre personalidades
tão distintas quanto complementares é responsável por grande parte do humor da
série.
Que, aliás, equilibra muito bem os elementos de
mistério, ação e comédia. As soluções visuais para as deduções de Holmes (que
são mais criativas e eficientes que as que Guy Ritchie pratica nos seus longas
do herói) permitem com que o espectador compartilhe do processo investigativo
do protagonista, tornando cada um dos mistérios da série um jogo delicioso de
“quem é o culpado”.
SHERLOCK
Reino Unido, 2010
IDIOMA: Inglês 5.1
LEGENDAS: Português, Inglês
FORMATO DE TELA: Widescreen 1.78:1 1080i
Mistério policial / Aventura / Comédia – 270min – Cor – Log On
Criação: Steven Moffat e Mark Gatiss
Com Benedict Cumberbatch, Martin
Freeman, Uma Stubbs, Loo Brealey, Rupert Graves, Mark Gatiss, Zoe Telford,
Andrew Scott
Freeman, Uma Stubbs, Loo Brealey, Rupert Graves, Mark Gatiss, Zoe Telford,
Andrew Scott
FILME: ****
IMAGEM: ****
ÁUDIO: ***
EXTRAS: ***
0
16mar
BONITA COMO NUNCA
16 de março de 2012
Bobinho, mas delicioso, musical românticopassado numa Buenos Aires de estúdio, sobre milionário argentino (o sempre
eficiente Adolphe Menjou) que escreve cartas de amor para a própria filha (Rita
Hayworth) com o intuito de amolecer seu gelado coração, até que esta começa a
desconfiar que o autor das cartas é um sapateador novaiorquino viciado em
corrida de cavalos (Fred Astaire).
A típica comédia de erros alterna momentos
inspirados com outros nem tanto, mas é ajudado pelo ótimo casal central e por
uma subtrama que envolve o pai e a madrinha da protagonista.
inspirados com outros nem tanto, mas é ajudado pelo ótimo casal central e por
uma subtrama que envolve o pai e a madrinha da protagonista.
Indicado aos
Oscars de Trilha Sonora, Canção (“Dearly Beloved”) e Som.
Oscars de Trilha Sonora, Canção (“Dearly Beloved”) e Som.
Ótima cópia, sem
extras.
extras.
BONITA COMO NUNCA
You Were Never Lovelier, EUA, 1942
IDIOMA: Inglês 2.0, Português 5.1
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Screen 1.33:1
Comédia romântica musical – 1h37 – P&B – Classicline
Direção: William A. Seiter
Com Fred Astaire, Rita Hayworth,
Adolphe Menjou, Isobel Elsom, Leslie Brooks
FILME: ***
DVD: ***
0
FILMES VISTOS EM FEVEREIRO DE 2012
9 de março de 2012
(THE ACCUSED, 1988)
Jonathan Kaplan
Fraco
drama de tribunal que deu um indevido Oscar para Jodie Foster, que faz uma
garota de conduta imprópria que é estuprada por três sujeitos num bar
abarrotado de gente. Considere que Foster disputou a estatueta com Glenn Close
(por LIGAÇÕES PERIGOSAS) e Sigourney Weaver (por NAS MONTANHAS DOS GORILAS).
Mas a conservadora Academia se rendeu à coragem da ex-atriz mirim em encarnar
uma white trash vítima principalmente do preconceito.
drama de tribunal que deu um indevido Oscar para Jodie Foster, que faz uma
garota de conduta imprópria que é estuprada por três sujeitos num bar
abarrotado de gente. Considere que Foster disputou a estatueta com Glenn Close
(por LIGAÇÕES PERIGOSAS) e Sigourney Weaver (por NAS MONTANHAS DOS GORILAS).
Mas a conservadora Academia se rendeu à coragem da ex-atriz mirim em encarnar
uma white trash vítima principalmente do preconceito.
ALICE NÃO MORA MAIS AQUI ****
(ALICE DOESN'T LIVE HERE ANYMORE, 1974)
Martin Scorsese
Uma
das fundações do cinema independente contemporâneo, ou seja, de onde essas
dramédias familiares ditas independentes – estilo PEQUENA MISS SUNSHINE e
semelhantes – tiraram o molde. Só que não tem a força criativa de Scorsese.
Repare na sequência inicial, que emula o Technicolor de E O VENTO LEVOU e de
outros clássicos que fizeram a infância de Scorsese, e que faz interessante
constraste para a abordagem naturalista que se segue.
das fundações do cinema independente contemporâneo, ou seja, de onde essas
dramédias familiares ditas independentes – estilo PEQUENA MISS SUNSHINE e
semelhantes – tiraram o molde. Só que não tem a força criativa de Scorsese.
Repare na sequência inicial, que emula o Technicolor de E O VENTO LEVOU e de
outros clássicos que fizeram a infância de Scorsese, e que faz interessante
constraste para a abordagem naturalista que se segue.
ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO ****
(ALIEN, 1979)
Ridley Scott
Fico
imaginando como deve ter sido ver este filme no cinema na época, sem nenhum
prévio conhecimento do que estava por vir pela frente. Impressionante como a
concepção visual não envelheceu nada.
imaginando como deve ter sido ver este filme no cinema na época, sem nenhum
prévio conhecimento do que estava por vir pela frente. Impressionante como a
concepção visual não envelheceu nada.
ARTISTA, O ***
(THE ARTIST,
2011)
Michel Hazanavicius
Uma
homenagem curiosa ao cinema mudo, mas sem fazer muita força pra reproduzir os
códigos do mesmo. Fica mais no plano da memória do que seria aquele cinema. Rouba
descaradamente a trama de NASCE UMA ESTRELA (Dujardin até compõe uma cópia
divertida de Fredric March) e o tema romântico de UM CORPO QUE CAI para o
clímax, e ainda assim teve roteiro e trilha lembrados no Oscar, o que só mostra
que os acadêmicos tem memória fraca.
homenagem curiosa ao cinema mudo, mas sem fazer muita força pra reproduzir os
códigos do mesmo. Fica mais no plano da memória do que seria aquele cinema. Rouba
descaradamente a trama de NASCE UMA ESTRELA (Dujardin até compõe uma cópia
divertida de Fredric March) e o tema romântico de UM CORPO QUE CAI para o
clímax, e ainda assim teve roteiro e trilha lembrados no Oscar, o que só mostra
que os acadêmicos tem memória fraca.
ÁRVORE DA VIDA, A ****
(THE TREE OF LIFE, 2011)
Terrence Malick
Inspirado
na vida do próprio Malick, que também perdeu o irmão mais novo violonista, esta
é uma meditação visualmente deslumbrante sobre a dicotomia humana, o embate
cósmico entre a natureza e a graça divina. Douglas Trumbull é o consultor dos
belíssimos efeitos visuais.
na vida do próprio Malick, que também perdeu o irmão mais novo violonista, esta
é uma meditação visualmente deslumbrante sobre a dicotomia humana, o embate
cósmico entre a natureza e a graça divina. Douglas Trumbull é o consultor dos
belíssimos efeitos visuais.
ATÉ O LIMITE DA HONRA **
(G.I. JANE, 1997)
Ridley Scott
Tentativa
de Ridley Scott em emular o estilo de seu irmão caçula, Tony Scott. É, talvez
por isso, um dos filmes mais fracos do diretor, ainda que haja algum fascínio
na relação sadomasoquista entre Demi Moore e Viggo Mortensen.
de Ridley Scott em emular o estilo de seu irmão caçula, Tony Scott. É, talvez
por isso, um dos filmes mais fracos do diretor, ainda que haja algum fascínio
na relação sadomasoquista entre Demi Moore e Viggo Mortensen.
BAARÌA – A PORTA DO VENTO ***
(BAARÌA, 2009)
Giuseppe Tornatore
Quando é que vão
lançar UMA SIMPLES FORMALIDADE em BD? Dito isso, temos aqui Tornatore no modo
nostálgico de CINEMA PARADISO e MALENA. Gosto do humor italiano, e é mérito do
diretor que sua saga política pelo século XX seja impregnada deste humor.
Pisque e perca as pontas de Raoul Bova e Monica Bellucci.
lançar UMA SIMPLES FORMALIDADE em BD? Dito isso, temos aqui Tornatore no modo
nostálgico de CINEMA PARADISO e MALENA. Gosto do humor italiano, e é mérito do
diretor que sua saga política pelo século XX seja impregnada deste humor.
Pisque e perca as pontas de Raoul Bova e Monica Bellucci.
CAÇADOS ***
(PREY, 2007)
Darrell Roodt
Um
CUJO com leões, menos tenso do que poderia e deveria ser, com Bridget Monaghan tentando
sobreviver a ataques dos bichanos no meio da savana africana, enquanto o maridão
Peter Weller procura por ela e pelos dois filhos. Tem pouco do conteúdo
político que marcou os thrillers oitentistas do sul-africano Roodt.
CUJO com leões, menos tenso do que poderia e deveria ser, com Bridget Monaghan tentando
sobreviver a ataques dos bichanos no meio da savana africana, enquanto o maridão
Peter Weller procura por ela e pelos dois filhos. Tem pouco do conteúdo
político que marcou os thrillers oitentistas do sul-africano Roodt.
DESPERTAR, O
***
(THE AWAKENING,
2011)
Nick Murphy
Bons filmes de assombração
nunca saem de moda. Este não é assustador e bem construído como OS OUTROS e O
ORFANATO, e poderia passar sem o clímax mastigado. Mas é um exemplar digno de
gótico britânico.
nunca saem de moda. Este não é assustador e bem construído como OS OUTROS e O
ORFANATO, e poderia passar sem o clímax mastigado. Mas é um exemplar digno de
gótico britânico.
DIZEM POR AÍ… ***
(RUMOR HAS IT…, 2005)
Rob Reiner
Moça
descobre que sua família serviu de inspiração para A PRIMEIRA NOITE DE UM
HOMEM. A premissa deliciosa não encontra a sagacidade devida no roteiro, mas o
toque leve de Rob Reiner e o elenco talentoso não deixam a peteca cair.
descobre que sua família serviu de inspiração para A PRIMEIRA NOITE DE UM
HOMEM. A premissa deliciosa não encontra a sagacidade devida no roteiro, mas o
toque leve de Rob Reiner e o elenco talentoso não deixam a peteca cair.
FÚRIA DE TITÃS ***
(CLASH OF THE TITANS, 2010)
Louis Leterrier
Considerando
que o filme original, a despeito da esplêndida animação de Ray Harryhausen,
também tinha sua cota de problemas, até que Louis Leterrier não se saiu tão
mal. Ainda assim é imperdoável o que ele fez com a sequência da Medusa, que
ainda dá calafrios na versão de 1981 e que aqui fica parecendo fase
intermediária de algum game medíocre.
que o filme original, a despeito da esplêndida animação de Ray Harryhausen,
também tinha sua cota de problemas, até que Louis Leterrier não se saiu tão
mal. Ainda assim é imperdoável o que ele fez com a sequência da Medusa, que
ainda dá calafrios na versão de 1981 e que aqui fica parecendo fase
intermediária de algum game medíocre.
HEREMAKONO – ESPERANDO A FELICIDADE ***
(HEREMAKONO/EN ATTENDANT LE
BONHEUR, 2002)
Abderrahmane Sissako
Retrato
poético e com belas cenas de uma vila na costa da Mauritânia. Fiquei com muita
vontade de ver os outros filmes de Sissako, um cineasta mais conhecido na
Europa do que aqui.
poético e com belas cenas de uma vila na costa da Mauritânia. Fiquei com muita
vontade de ver os outros filmes de Sissako, um cineasta mais conhecido na
Europa do que aqui.
INVENÇÃO DE HUGO CABRET, A ****
(HUGO, 2011)
Martin Scorsese
Scorsese
em tom professoral, usando de boa didática para alertar as crianças sobre a
importância da memória cinematográfica, da qual o cineasta é dos nomes mais
proeminentes. Uso primoroso do 3D, que mostra que o cinema de camadas já estava
lá desde o ínicio.
em tom professoral, usando de boa didática para alertar as crianças sobre a
importância da memória cinematográfica, da qual o cineasta é dos nomes mais
proeminentes. Uso primoroso do 3D, que mostra que o cinema de camadas já estava
lá desde o ínicio.
(LA FINESTRA DI FRONTE, 2003)
Ferzan Ozpetek
Já
tinha ficado deslumbrado pela performance de Giovanna Mezzogiorno no VENCER de
Marco Bellocchio. Aqui, a bela e talentosa moça carrega nas costas o que é
basicamente um novelão, sem muitas surpresas.
tinha ficado deslumbrado pela performance de Giovanna Mezzogiorno no VENCER de
Marco Bellocchio. Aqui, a bela e talentosa moça carrega nas costas o que é
basicamente um novelão, sem muitas surpresas.
JORNADA NAS ESTRELAS V – A ÚLTIMA FRONTEIRA ***
(STAR TREK V – THE FINAL
FRONTIER, 1989)
William Shatner
Outro
que não merece tanto ódio. A produção é capenga, os efeitos visuais são de
lascar, o humor nem sempre funciona e Shatner deveria se contentar em comandar
espaçonaves, mas o tema é fascinante – a Enterprise encontra Deus –, o vilão (Lawrence
Luckinbill) é ótimo e a química entre o elenco é sempre cativante.
que não merece tanto ódio. A produção é capenga, os efeitos visuais são de
lascar, o humor nem sempre funciona e Shatner deveria se contentar em comandar
espaçonaves, mas o tema é fascinante – a Enterprise encontra Deus –, o vilão (Lawrence
Luckinbill) é ótimo e a química entre o elenco é sempre cativante.
MISSÃO: MADRINHA DE CASAMENTO **
(BRIDESMAIDS, 2011)
Paul Feig
Uma
espécie de EU TE AMO, CARA para meninas. Gera algumas risadas, mas nada que
justifique o sucesso e uma indicação ao Oscar de Roteiro Original.
espécie de EU TE AMO, CARA para meninas. Gera algumas risadas, mas nada que
justifique o sucesso e uma indicação ao Oscar de Roteiro Original.
MONKEYS ESTÃO À SOLTA, OS ***
(HEAD, 1968)
Bob Rafelson
Filme
de estréia de Rafelson, é inventiva paródia dos filmes dos Beatles realizados
por Richard Lester, recheado com alusões à Guerra do Vietnã e outras pretensões
à crítica política. É tudo que o filme das Spice Girls tentou ser e não
conseguiu.
de estréia de Rafelson, é inventiva paródia dos filmes dos Beatles realizados
por Richard Lester, recheado com alusões à Guerra do Vietnã e outras pretensões
à crítica política. É tudo que o filme das Spice Girls tentou ser e não
conseguiu.
MORRICONE POR MORRICONE – AO VIVO EM VENEZA ***
(ENNIO MORRICONE LIVE IN
VENICE – PEACE NOTES, 2007)
Giovanni Morricone
O
registro em si não foge do lugar comum, mas o que importa é a performance da
orquestra e os temas poderosos do maestro. De arrepiar.
registro em si não foge do lugar comum, mas o que importa é a performance da
orquestra e os temas poderosos do maestro. De arrepiar.
(IN 3 TAGEN BIST DU TOT, 2006)
Andreas Prochaska
Slasher movie com tempero austríaco.
Seus momentos interessantes geralmente acontecem entre as mortes. Até que, no
clímax, os personagens tomam uma daquelas decisões estúpidas que viraram
gozação pós-PÂNICO, e quase colocam tudo a perder. Chegou a gerar uma
sequência.
Seus momentos interessantes geralmente acontecem entre as mortes. Até que, no
clímax, os personagens tomam uma daquelas decisões estúpidas que viraram
gozação pós-PÂNICO, e quase colocam tudo a perder. Chegou a gerar uma
sequência.
PARIS **
(idem, 2007)
Cédric Klapisch
Kaplisch, que fez
sucesso com seu ALBERGUE ESPANHOL e a continuação (superior) AS BONECAS RUSSAS,
usa muito bem a cidade como moldura para seu drama coletivo. Pena que os
personagens que vivem nela estão longe de serem igualmente fascinantes.
sucesso com seu ALBERGUE ESPANHOL e a continuação (superior) AS BONECAS RUSSAS,
usa muito bem a cidade como moldura para seu drama coletivo. Pena que os
personagens que vivem nela estão longe de serem igualmente fascinantes.
RANGO **
(idem, 2011)
Gore Verbinski
Não
gosto de Gore Verbinski, que consegue ser pretencioso e bobo até quando faz
diversões passageiras como a série PIRATAS DO CARIBE. RANGO tem a mesma falta
de ritmo que vem condenando seus filmes desde sua estréia com o péssimo UM
RATINHO ENCRENQUEIRO. A Academia não concordou e transformou este no SHREK
deste ano.
gosto de Gore Verbinski, que consegue ser pretencioso e bobo até quando faz
diversões passageiras como a série PIRATAS DO CARIBE. RANGO tem a mesma falta
de ritmo que vem condenando seus filmes desde sua estréia com o péssimo UM
RATINHO ENCRENQUEIRO. A Academia não concordou e transformou este no SHREK
deste ano.
REIS E RATOS ●
(idem, 2012)
Mauro Lima
O
melhor que dá pra falar sobre esta bomba é que Selton Mello não é o pior do
elenco. Faz MEU NOME NÃO É JOHNNY, filme anterior do diretor, parecer uma
obra-prima.
melhor que dá pra falar sobre esta bomba é que Selton Mello não é o pior do
elenco. Faz MEU NOME NÃO É JOHNNY, filme anterior do diretor, parecer uma
obra-prima.
SEPARAÇÃO, A *****
(JODAEIYE NADER AZ SIMIN/A SEPARATION,
2011)
Asghar Farhadi
Um
roteiro brilhante, executado com precisão pelo diretor Farhadi e por um elenco
excepcional. Disseca a estrutura social, religiosa e política do Irã sem recorrer
ao miserabilismo e ao sentimentalismo exótico. Absolutamente imperdível. Desde
já, forte concorrente a filme do ano.
roteiro brilhante, executado com precisão pelo diretor Farhadi e por um elenco
excepcional. Disseca a estrutura social, religiosa e política do Irã sem recorrer
ao miserabilismo e ao sentimentalismo exótico. Absolutamente imperdível. Desde
já, forte concorrente a filme do ano.
TÃO FORTE E TÃO PERTO **
(EXTREMELY LOUD
& INCREDIBLY CLOSE, 2011)
Stephen Daldry
Daldry
é o maior pé quente do Oscar, mas a verdade é que ele faz o que a Academia
gosta: tramas auto-importantes e discurso medíocre. Este não é tão ofensivo
quanto O LEITOR, mas não carecia das cenas “emocionais” da conclusão.
é o maior pé quente do Oscar, mas a verdade é que ele faz o que a Academia
gosta: tramas auto-importantes e discurso medíocre. Este não é tão ofensivo
quanto O LEITOR, mas não carecia das cenas “emocionais” da conclusão.
VIGILANTE **
(idem, 1983)
William Lustig
Mais do que por seus
filmes, Lustig merece a consideração dos cinéfilos por ter fundado a
distribuidora Blue Underground, que sempre deu a atenção devida aos filmes de
gênero B ou europeus. Aqui o diretor de MANIAC COP (que, curiosamente, saiu por
outra distribuidora nos EUA) faz sua versão de DESEJO DE MATAR, com boas idéias
visuais, mas ritmo e elenco amador.
filmes, Lustig merece a consideração dos cinéfilos por ter fundado a
distribuidora Blue Underground, que sempre deu a atenção devida aos filmes de
gênero B ou europeus. Aqui o diretor de MANIAC COP (que, curiosamente, saiu por
outra distribuidora nos EUA) faz sua versão de DESEJO DE MATAR, com boas idéias
visuais, mas ritmo e elenco amador.
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09mar












