Por que o MinC está certo em autorizar Maria Bethânia a captar 1,3 milhão para seu blog

Se eu fosse um troll querendo irritar propositalmente meio mundo, este seria o título de um post dedicado a defender o deferimento do projeto de Maria Bethânia.

Mas não sou e este post não fará isso.

Porque não há como defender um absurdo como este. Sim, a Lei Rouanet é, hoje, um dos principais mecanismos fomentadores da cultura brasileira. É um sistema imperfeito, repleto de falhas, mas é o que temos – e, bem ou mal, tem conseguido viabilizar uma infinidade de projetos importantíssimos que, de outra maneira, jamais sairiam do papel e que, ao saírem, se revelaram contribuições importantíssimas para a história cultural de nosso país. No entanto, é preciso que haja bom senso na avaliação das rubricas aprovadas – e esta foi claramente a falha grosseira aqui cometida.

Em primeiro lugar, há que se observar uma perversão do sistema representada pelo modo de captação em si: dos 1,3 milhão de reais aprovados, nada menos do que 130 mil reais (ou 10%) ficarão com a empresa responsável pela captação. É um valor ofensivo quando consideramos que é um dinheiro saído do bolso do contribuinte para, a rigor, apoiar um projeto de cunho cultural – não para enriquecer uma empresa (ou, em muitos casos, laranjas) que fez a intermediação do negócio. A porcentagem da comissão deveria ser bem menor – e deveria, também, ter um limite quanto aos números absolutos relativos a cada projeto. 130 mil reais é um valor indecente. (Update: há um teto – ainda absurdo – de 100 mil reais por projeto.)

Dito isso, é importante avaliar o projeto de Bethânia. Esqueçamos, de cara, a interpretação ridícula da Foxlha, sempre disposta a criar factóides, de que o dinheiro tem como objetivo a criação de “um blog”. Colocado nestes termos, é claro que a revolta se torna maior, já que todos aqui sabem que o custo de criação de um blog – mesmo com software e layout proprietários – não chegaria a 5% do valor aprovado. Não, o projeto prevê a produção de 365 vídeos, o que é bastante diferente.

Ignoremos, por um momento, o valor de produção e manutenção do blog em si e consideremos que todo o dinheiro seria investido na produção das peças. R$ 1,17 milhão (já descontados os 10% dos captadores) dividido por 365 resultaria em um valor bruto de R$ 3.205 reais por vídeo – algo muito mais razoável de se aceitar, mesmo que o interesse despertado por um projeto como este junto à população seja mínimo (algo que não devemos jamais levar em consideração, posto que a lei não pode e nem deve tentar avaliar subjetivamente o alcance popular de uma iniciativa cultural, o que prejudicaria artistas dispostos ao choque e ao novo).

A pergunta, então, deveria ser: três mil reais por vídeo é um valor tão absurdo assim? Impulso inicial de quem sabe como é caro produzir audiovisual: não, não é. (Especialmente porque não estamos falando de um vlog produzido por um Felipe Neto da vida em seu quarto na casa da avó enquanto vomita obviedades, mas de algo protagonizado por uma das maiores representantes de nossa música e dirigido por um de nossos cineastas mais bem-sucedidos, Andrucha Waddington.)

Mas basta analisar a lógica por trás da produção para ver que, sim, o valor é absurdo. Porque, a rigor, não estamos tratando de 365 produções individuais que envolverão pré, filmagem e pós isoladas, mas de um grande projeto que envolverá estas três etapas em um momento único (e se não for assim, então os produtores são picaretas e desorganizados). Dita o bom senso que todos os vídeos provavelmente serão produzidos no espaço de um ou dois meses e que não terão, individualmente, mais do que 3-5 minutos cada – e a não ser que cada peça seja ambientada em um cenário absurdo como um dos braços do Cristo Redentor, uma base submarina e a Lua, é lógico supor que o grosso do trabalho será feito em estúdio.

Igualmente razoável é imaginar que a montagem dos vídeos não será uma destas loucuras experimentais que envolverão centenas de horas de pesquisas de imagens de arquivos, já que o projeto é centrado em Maria Bethânia e mantê-la fora de campo seria uma ofensa ao contribuinte.

Temos, então, uma ou duas semanas de diárias de estúdio, produção de figurinos, cenários (estou pensando grande), equipe de filmagem (reduzida,  já que não posso acreditar que Waddington vá investir em uma decupagem muito complexa para 365 vídeos de Internet) e as dezenas de horas de ilha de edição (e repito: estamos falando de vídeos de 3-5 minutos envolvendo Bethânia recitando poesias).

Um milhão, cento e setenta mil reais por isso?

Aí, sim, a palavra “absurdo” pode ser dita com propriedade. (E não como a Foxlha e tantos outros blogueiros apressados fizeram ao repetir uma acusação sem qualquer embasamento ou estudo mais detido da natureza da projeto.)

Claro que, para ser completamente justo, eu (na verdade, qualquer um) só poderia bater o martelo nesta acusação depois de estudar a planilha de custos apresentada pelos proponentes ao Ministério da Cultura. Mas ainda assim, considerando a logística da produção e uma experiência básica em audiovisual, a conta ainda soa exageradamente salgada e fora de propósito.

Especialmente quando consideramos que Bethânia já foi beneficiada pelo MinC há pouco tempo depois que uma comissão do ministério deu parecer negativo ao seu pedido de captação apenas para que Juca Ferreira ignorasse a opinião de seus próprios técnicos e concedesse à cantora a autorização para captar outra fortuna.

Bethânia é – e me perdoem o clichê faustosilvano – um monstro sagrado de nossa cultura. Mas isto não quer dizer que ela tenha o direito de enfiar as mãos em nossos bolsos desta maneira – especialmente por um projeto que qualquer produtor competente faria (e muito bem feito) por um terço do valor aprovado.

E a vocalista do Doces Bárbaros certamente concordaria comigo quanto a isso.

Update: Para ler o projeto aprovado, clique aqui (154,53 kb). (Obrigado ao Otávio Ugá por enviá-lo.)

Observação: 600 mil reais para a “diretora artística” (leia-se: Maria Bethânia). Inaceitável. (E observem que, sem este valor, o custo aproximado fica em torno do 1/3 que calculei em meu post.)

Update 2: O valor inicial do projeto era 1,8 milhão. O MinC aprovou “só” 1,3 milhão. Deveria ter cortado mais fundo; o projeto é bom, mas não a este preço.

Update 3: O leitor Narcélio Filho, nos comentários abaixo, aponta que o texto enviado pelos proponentes ao MinC inclui trechos retirados da Wikipédia sem citação da fonte. Esta história fica mais patética a cada minuto que passa.

Update 4: A cópia da Wikipedia é mais patética do que imaginei. Sabe aquele aluno que cola na hora da prova e, sem notar, escreve coisas como “Assim como vimos no capítulo 27″ ou “Vide apêndice 3″? Pois é, os proponentes do projeto fizeram coisa parecida no seguinte trecho:

“Entre os filmes estão o longa-metragem 2 filhos de Francisco, de Breno Silveira, que teve uma bilheteria de mais de 5,3 milhões de espectadores aos cinemas em 2005, maior público do cinema brasileiro nos últimos 25 anos.[carece de fontes?]“

“Carece de fontes”?

Update 5: Recebi de uma fonte que prefiro manter anônima, a fim de evitar problemas para a mesma, a planilha de custos readequada do projeto. Há várias modificações feitas em função do valor menor aprovado (cerca de 500 mil reais), mas o que mais me chamou a atenção é que o valor destinado à própria Maria Bethânia, inacreditáveis 600 mil reais, permaneceu inalterado. A justificativa apresentada no projeto que recebi:

“Segundo resposta à diligência: De forma a readequar o orçamento, propomos novos valores para a remuneração da artista Maria Bethânia (antes designadas somente como direção artística total R$ 600.000,00), da seguinte forma:
Direção artística: R$ 100.000,00
Seleção de textos e pesquisa: R$ 135.000,00
Atuação em vídeos (365 videos): R$ 365.000,00
(Total: R$ 600.000,00)”

Update 6: O cineasta Jorge Furtado, um de nossos melhores e mais subestimados, escreveu um post em seu blog defendendo o projeto. Acompanho o blog de Furtado desde o início e é a primeira vez que discordo dele – e é uma discordância das mais significativas e por vários motivos:

1) Furtado, como homem inteligente, comete uma falsidade que não faz jus ao seu próprio histórico político ao argumentar que o projeto não envolve dinheiro público, mas apenas o direito dos realizadores “se humilharem” diante dos empresários (pobrezinhos). Ora, ele sabe muito bem que a renúncia fiscal é, por definição, dinheiro público: em vez de ir para os cofres do Estado, parte do imposto vai para o projeto, permitindo que as empresas transformem tributos em verba publicitária, já que sua marca será associada a um projeto cultural.

(Pra esclarecer: não tenho absolutamente nada contra isso. Como falei lá em cima, a Rouanet é imperfeita, mas viabilizou uma infinidade de projetos maravilhosos. E se permitir que as empresas divulguem suas marcas é um incentivador para que isto ocorra, ótimo. Mas não vamos fingir que não se trata de dinheiro público.)

2) Furtado parece acreditar que devemos dinheiro a Bethânia por seu histórico como artista. Sugere até que, em circunstâncias ideais, o governo deveria dar o 1,3 milhão de reais para a cantora com um “buquê de rosas e um cartão, pedindo desculpas pela confusão”. Desculpe, Furtado, mas o único dinheiro que, como fã de Bethânia, devo a ela é aquele que já entrego ao comprar seus CDs. Seguindo esta lógica absurda, deveríamos depositar fortunas nas contas não só de Bethânia, mas de Fernanda Montenegro, João Gilberto e – por que pararmos por aí? – dos herdeiros de Graciliano Ramos, Jorge Amado, Noel Rosa e companhia.

3) A atitude lamentável de Furtado em colocar no mesmo balaio todos aqueles que criticaram o projeto. Aparentemente, eu, com meu histórico de defesa esquerdista, agora sou irmão de alma de serristas, da Foxlha, Veja e etc. Em vez deste reducionismo ofensivo, Furtado talvez devesse analisar o projeto em si – como fiz neste post – em vez de usar generalizações que tentam despistar a essência do problema (como os absurdos 600 mil reais previstos apenas para Bethânia).

4) Prefiro nem comentar a argumentação de que os protestos revelam “preconceito contra a Internet” (minha carreira foi construída aqui) e “contra baianos” – apenas porque uma meia dúzia de imbecis resolveu fazer piadas a respeito da naturalidade de Bethânia.

Lamentável. Esta defesa cega só pode ser fruto de um corporativismo, de um coleguismo incapaz de críticas. Porque Furtado é um homem inteligente demais, íntegro demais, sensato demais para aprontar uma dessas. Continuo fã, mas a admiração incondicional se quebrou um pouco.

Update 7: Uma outra revelação grave relacionada ao projeto original: o texto apresentado ao MinC pelos proponentes traz a seguinte passagem ao descrever a equipe envolvida:

Agência de conteúdo para celular: Aorta Entretenimento
Empresa de Belo Horizonte especializada em aplicativos e produção de conteúdos para novas mídias. Em
seu portfolio de clientes, estão grande empresas como Claro, Oi, Globosat, Ig, Skol e Vivo.”

Pois o coordenador do núcleo de webradio da Aorta, meu amigo Rodrigo James, respondendo a uma indagação minha via twitter, fez o seguinte (e surpreendente) comentário:

“E se eu te falar que a gente nem sabia que tava lá? Foi surpresa pra todo mundo”.

A coisa só piora.

Update 8: Jorge Furtado deixou um comentário abaixo esclarecendo suas posições questionadas aqui. Peço que leiam, por gentileza.

postado em by Pablo Villaça em Discussões, Política, Variados

204 Respostas para Por que o MinC está certo em autorizar Maria Bethânia a captar 1,3 milhão para seu blog

  1. Douglas

    R$ 3.205 reais por vídeo – algo muito mais razoável de se aceitar?
    Lamentável !

  2. Otavio

    Pablo, para captação há um teto de R$ 100 mil.

  3. Pablo

    Parabéns por ler o post até o fim antes de comentar, Douglas.

  4. Pablo

    Obrigado, Otávio. Fiz a correção no texto.

  5. Rafaela Cappai

    Perfeito Pablo! Colocado dessa forma o absurdo continua, mas deixa claro o que realmente está acontecendo… Só não gostei da brincadeira do título, uma vez que chama atenção para o post baseado numa premissa inexistente! Um abraço.

  6. Outro

    Que fosse 1 real, seria um abuso. A pessoa quer montar uma panificadora, tem que pagar tudo. Loja de 1.99, paga tudo. Ate centro de auxilio aos mendigos tem que pagar tudo do bolso. Só pessoal do cinema, tv, artes que acha que o mundo que tem que pagar por sua genialidade. No Brasil apenas, aliás. Os americanos que nao são bobos ao invés de agir feito mendigos ganham e milhões com o que aqui se perde. Por isso que este pais não vai em frente. Se quiserem discordar tudo bem pois aqui so tem cineasta ou quem quer ser mas é minha opinião que vou manter

  7. Maíra

    Pablo, não sei se é verdade ou não, mas parece que foi desmentido esse negócio das verbas públicas. Parece que o dinheiro vem da iniciativa privada. O Minc apenas autorizou Mas não sei se é verdade:

    http://extra.globo.com/tv-e-lazer/maria-bethania-nao-recebeu-dinheiro-do-ministerio-da-cultura-1329426.html

    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4996861-EI306,00-MinC+blog+de+Maria+Bethania+nao+tera+recursos+publicos.html

  8. gigopepo

    Até agora o melhor comentário sobre essa zona.
    Eu, pessoalmente, acho o MinC da Anna de Holanda péssimo. E acredito que a reformulação da lei de direitos autorais é muito mais importante do que a discução sobre o blog da Maria Betânia.

  9. Pablo

    Maíra,

    a "iniciativa privada" simplesmente pega o dinheiro que pagaria de impostos (ou 4%) e dá para o projeto.

    Ao autorizar isso, o governo ABRE MÃO do dinheiro.

    Ou seja: é verba pública, sim. É assim que a Rouanet funciona.

  10. Guilherme

    Há que se destacar ainda, o fato da enorme dificuldade de pessoas comuns conseguirem algum financiamento do governo para projetos também culturais e educacionais. E não estou falando nada na casa dos milhões, poucos milhares são negados para aprojetos tao interessantes quanto.

  11. Pablo

    "O Brasil não vai pra frente"???

    O Brasil JÁ FOI pra frente, Outro. Só pode falar uma besteira dessas que não acompanhou nossa trajetória política-econômica-social nos últimos oito anos.

  12. Felipe Pepe

    Concordo plenamente com o texto , inclusive trabalho a anos em produtoras como editor e tenho noção dos custos as vezes elevados, mas oq mais me irrita nessa história é outro aspecto: Quantos outros projetos mais interessantes não poderiam ter sido financiados com essa verba? Realmente é sensato e ético botar essa dinossaura da MPB na frente dos outros que também se inscreveram atrás de recursos?

  13. Douglas

    Pelo meu conhecimento, parece que a mesma Maria Bethânia teve o uma "ajuda" do Ministério da Educação para um turne de seus shows a alguns anos !

  14. Outro

    Estou falando no cinema. Se alguem tivesse tido a ideia do Senhor dos Aneis aqui não teria dado em nada até hoje pois ao inves de investir 300 milhões pra ganhar 2 BI-lhões estaria ate hoje mendingando dinheiro de algum fundo da cultura com algum vereador ou politico que tivesse influencia no MINC

  15. Outro

    Concordo muita gente se diz liberal do PT mas apoia bem os poderosos aqui. Tiozinho que toca violão no metro continua sem $300 pra comprar um novo e essa aí que cobra $200 por show (camarote mais caro ainda) ganha dinheiro pra dar e vender

  16. João Papa

    Pablo, os 100 mil pra empresa proponente é muito justo, na verdade.
    Lembre-se que o MiNC instaura tetos de captação total para cada empresa, e estabelece cotas de acordo com a quantidade de material já produzido. Ou seja, produtoras de cinema novas, por exemplo, que tem em seu currículo uma quantidade x máxima de obras, podem captar, anualmente, um máximo de 1 milhão de reais.
    Isso daria a essa produtora exatamente os 100 mil supracitados. 100 mil esses que seriam a renda bruta total, ANUAL, dessa produtora, o que dá menos de 10 mil reais por mês, que serão divididos entre os sócios, aluguel de espaço físico e salário de funcionários. Pondo no papel, o dinheiro é pouco.
    Na medida que a produtora cresce e ganha mais filmes no currículo, ganha também o direito de captar mais e, portanto, obter uma renda bruta maior. Mas para crescer é necessário aumentar infra estrutura, quantidade de funcionários, etc. E a tabela do minc vai crescendo de acordo com isso.
    O teto de captação anual é de algo em torno de 21 milhões de reais, se não me engano. O que gera uma renda bruta razoável, porém essencial para manter uma produtora de grande porte ativa.
    Não vamos nos esquecer que, em geral, todos os funcionários de uma produtora são altamente capacitados, em geral possuem ensino superior e muitas vezes investem em viagens e cursos que normalmente não são baratos.
    Para uma produtora de cinema bem sucedida ter sucesso, é essencial que prospecte trabalho em diversas cidades, países, participe de festivais e invista uma quantidade de dinheiro que não é pequena em aproximar clientes e pessoas que possam eventualmente pagar a captação.

    No mais, o maior problema da aprovação desse projeto é que todos os critérios são técnicos, o que significa que para aprovar um projeto no MiNC só é necessário possuir todos os documentos necessários. Acredito que em casos como esse, de obras culturais que não se enquadram nos parâmetros usuais (cinema, teatro, orquestras, etc), deveria ser criado algum mecanismo de avaliação de relevância, capacidade de angariação de público e/ou capacidade de formação de público.

    Quanto aos custos, não tenho razão nenhuma para discordar do que você falou. 1,3 milhão é um número fora da realidade. Assustadoramente fora da realidade.

  17. João Papa

    engano seu que isso só acontece no Brasil.
    E tolice sua acreditar que não é papel do governo financiar a produção artística e cultural, que são uma necessidade do povo.

    O dia que loja de 1,99 for necessidade…. bom… sei lá. nem consigo imaginar esse cenário.

  18. João Papa

    opa. relendo o post vi que a crítica não era a captação das empresas, e sim aos intermediadores da captação.

    perdoe-me, pai. eu não sei o que falo.

  19. Genaro

    Me encomoda o fato da Maria Bethânia buscar recursos do governo para bancar este ou qualquer outro projeto dela, porque acredito que ter a carreira que ela tem já deve facilitar muito para conseguir recursos privados, muitas empresas gostariam de ter seu nome ligados a ela, porque Maria Bethânia já é uma "marca" reconhecida, isso é uma vantagem que a grande maioria dos artistas não tem. Acho que estes recursos públicos deveriam ser para projetos que não conseguem financiamento de outras formas. E sobre a Ana de Holanda na reforma da lei de direitos autorais, ela está andando pra trás, ouvir só o Ecad nessa questão é muito perigoso.

  20. AHam

    Só o seu Brasil que JA FOI pra frente. O Brasil do resto do povo ta na miséria, sem saúde e procurando emprego. Sua casa parece bastante confortavel, sua realidade é outra.

  21. Francisco Boni Neto

    A lei é imperfeita, as condições em que o parecer técnico foi ignorado são suspeitas e a quantia é absurda. Apesar de ser imperfeita, a lei é muito boa sim. O problema é que ela está sendo aplicada de maneira ineficiente. Existem projetos culturais menores que poderiam ser financiados para ajudar na descentralizaçao dos financiamentos culturais. E Maria Bethania é rica e deveria deixar de vagabundagem pra dar chance para os pequenos. Já recebeu força do governo.

  22. Maíra

    Obrigada por esclarecer, Pablo. Isso tudo é um absurdo mesmo.

  23. Leandro moraes

    Artistas também viram políticos. Será que o próximo passo da Bethânia será o senado?

    Quando li "felipe neto" e a sua crítica aos envolvidos no projeto, eu já imaginei aquela velha frase que fazia suar meio mundo de adolescentes em Street Fighter:

    "Here comes a new challenger!"

  24. Raul

    Pablo,
    o dinheiro é verba pública, sim.
    Mas esse material que ela produz depois DEVERÁ, como manda a lei, ser distribuido em escolas em bibliotecas.
    O dinheiro – ao menos em teoria – acaba voltando para a educação.

    Forte abs,
    Raul

  25. Narcélio Filho

    O documento do projeto copiou texto da Wikipedia sem dar crédito. Que feio.

  26. Fabys

    Bethanea vai ler um poema por dia e teve a cara de pau de cobrar míseros 50.000 reais por mês por isso!! É muito dinheiro, Brasil.

  27. Diego

    Mas o brasil ja foi pra frente sim rapaz, estamos no G20 e gastando dinheiro com a maria betania pra fazer um blog :D

    Vai dizer que é ou não é atitude de país desenvolvido?

  28. João Vicente

    Deveríamos estar protestando pelo elevado valor tanto da produção como da distribuição de cultura no país e não somente por um caso mais estapafúrdio como esse =/

  29. Luan

    Você acha que 14 milhões de brasileiro saírem da miséria é algo insignificante? http://www3.fgv.br/ibrecps/RET3/Midia/jc892.pdf

  30. Fernando

    Muito boa análse, Pablo. Gostei que você nao fez uma análise maniqueísta do fato, como é a tendência de todos fazerem.

  31. Ricardo

    Ta aí, na minha opinião, um ministério que há muito tempo simplesmente não funciona direito no Brasil: o da Cultura. Com o montante de verbas destinado todo ano, daria para ele fazer muito mais e melhor, inclusive estimular à cultura o povo brasileiro.

  32. Gigopepo

    Eu acho que a Rouanet deveria contemplar APENAS artistas independentes, que são os que mais precisam (e mais bem utilizam) da grana do governo.

  33. diogo

    unica solução para este pais é terrorismo politico

  34. Felipe Dias

    Concordo.

  35. Clara

    Isso, porque a ideia de SdA veio dos EUA. Tá certinho. Vai que é sua, champs

  36. Clara

    Clara curtiu isso.

  37. Clara

    Quem tiver querendo eu leio DOIS poemas por dia por APENAS 500 reais. Pechincha, galera.

  38. Igor Ribeiro

    Concordo plenamente. Até o Cirque du Soleil, que tem um faturamento de mais de 600 milhões de dólares anuais, já conseguiu fundos da Rouanet para fazer turnês no Brasil… Why da hell eles precisam de incentivo? Enfim, é a tal da imperfeição na lei que o Pablo menciona…

  39. Leandro

    Curiosidade, o fato de um dos sócios da Conspiração ser o Lula Buarque, sobrinho da Ministra, não gera algum tipo de problema legal?

  40. Max Mallmann

    Diogo,

    Por favor, defina "terrorismo político".

  41. Thiago

    Opa Pablo, vamos fazer contas direito? Sem os 600 mil reais para a "diretora artística" o valor se aproxima muito mais de 2/3 do valor inicial do que o 1/3 do que você previu. Parece algo bobo, mas acredito que atrapalha seus argumentos. Parece que você está torcendo os números para provar um ponto, o que nunca é bom. Espero que reveja.

  42. sandra

    Raul, como o blog circula via internet, as escolas acessarão – ou não – sempre que quiserem, sem que haja necessidade de uma distribuição específica para isso. Assim, seu comentário, ainda que correto em fundo, não procede.

  43. MarceloMaia

    Outro disse:
    "Os americanos que nao são bobos"
    "Por isso que este pais não vai em frente"
    "Aqui so tem cineasta ou quem quer ser"

    Afff!!!
    Pilares valorativos e construções "lógicas" próprias de gente desinformada e sem-noção que quer posar de cidadão crítico…

    Iê, Iê!!!
    :(
    Esse tipo de postura podia, pelo menos, ser prejudicial somente para os próprios autores… Porém, é uma pena constatar que tais pensamentos e atitudes causam malefícios de uma magnitude que os responsáveis nem ousam conhecer…
    :( :(:(

  44. Rone F. Silva

    Pablo, existe algum tópico no projeto que prevê algum retorno financeiro (royalties) aos verdadeiros artistas e/ou famílias dos artistas que realmente proverão conteúdo ao "blog", que são os autores das poesias, como Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa, etc ou a utilização e divulgação dessas poesias são livres disso?

  45. Junior

    Agora pra filmar alguem lendo poema cobra-se esse absurdo
    Muito mais econômico investir a verba uma camera HD, um editor de imagem, e em pessoas que precisam(artistas novos) e que tem talento de sobra do que gastar esse tanto de dinheiro.

    Tem que contratar um cineasta pra filmar uma mulher lendo poemas???
    Que vergonha, se quiser eu empresto meu tripé.

  46. AHam

    Olha a merda que voces veneram. Ganhar R$126,00 já não é mais miserável. Um pais que ja andou pra frente nem deveria haver pessoas ganhando menos de R$800,00 por mês, que é o minimo pra alguem sobreviver. SOBREVIVER.

  47. brunofmpl

    Acho tudo muito esquisito.

    O MinC está num momento complicado e discordo da crítica que aponta o MinC como problemático desde sempre. Mas sim, momento complicado, porque no início da gestão Gil se realizou um grande esforço para democratizar o acesso a verba do ministério.

    Até me lembro do "problema" e críticas dos medalhões das verbas do Minc, como um amigo do Jabor (Gustavo alguma coisa…). O Caetano reclamou muito também. E vários artistas agradeceram a democratização da verba.

    Me lembro de uma entrevista do Matheus Natchergele (?) na qual ele confirma a melhoria do acesso e as regras mais claras que benefeciavam projetos menores e mais autorais.

    Contudo o ministério não conseguiu romper com os Medalhões e este rompimento, na minha opinião, se deu por dois motivos, que na verdade se derivam um do outro. São eles a lei roaunet e a danada falta de cultura pública no Brasil.

    A lei dá à empresa poder de decisão e claro esta empresa por visibilidade sempre preferirá o artista badalado. E a falta de esfera pública fica evidente na confusão entre público e privado no Brasil, onde o Estado (esfera pública) é constantemente apropriado e privatizado pela esfera privada.

    Inclusive, se me permitem, é por isso que é uma enorme besteira colocar a culpa do patrimonialismo e paternalismo estatal na conta do Estado, pois este Estado nada mais é do que uma extensão da esfera privada. E é por isso que no Brasil os programas de transferência de renda são demonizados de modo simplório em construções estúpidas do tipo: em vez de bolsa família deviam fazer estradas…

  48. Robert Blake

    Com menos de 0,01% dos R$1.300.000,00 que a mana do Caê quer captar, esse pessoal desse documentário faz muito mais pela cultura brasileira, toda semana:
    http://vimeo.com/21091707

  49. Lucas Paio

    Hahaha
    "Carece de fontes" é genial.
    Bota 5 mil prum revisor aí na verba, que tão precisando urgentemente.

  50. Tomas

    Tomás TAMBÉM curtiu isso.

  51. fernanda

    ela que pague do bolso dela essa bobeira! se fosse um vlog pra reproduzir peças de teatro, filmes, documentários tudo bem, mas poesia? ela tem muito dinheiro pra bancar essas idiotices. Artista metido a intelectual é um porre!

  52. Felipe Dias

    Eu leio três por 100!

  53. Felipe Dias

    Eu não pagaria nem 10 reais pra ver a Bethânia recitando… Haja saco…

    Isso daí extrapola o limite do absurdo mesmo.

  54. Rafael D. Mantega

    Rafael TAMBÉM curtiu isso [2]

  55. mazuca

    hãã nao li todos os coments…mas alguem ai pensou no seguinte…pra que comecar com 365 videos? geralamente comeca com poucos, ve se a ideia funciona e tal… é assim q funciona pra tudo….esse exagero é pra tentar justificar o valor alto e repassar pros envolvidos ficarem felizes….

  56. Joaquim

    "algo muito mais razoável de se aceitar, mesmo que o interesse despertado por um projeto como este junto à população seja mínimo (algo que não devemos jamais levar em consideração, posto que a lei não pode e nem deve tentar avaliar subjetivamente o alcance popular de uma iniciativa cultural, o que prejudicaria artistas dispostos ao choque e ao novo)."

    Discordo COMPLETAMENTE. Essa falta de crivo é que permite que cineastas picaretas, pseudo-poetas, preguiçosos e que se acham artistas de vanguarda façam filmes completamente irrelevantes, pseudo artísticos, feitos para clubinhos de amigos (sempre os mesmos, os MESMOS beneficiados por essas leis) e não tenham compromisso NENHUM em fazer uma obra que circule minimamente.

    Na teoria o discurdo do Pablo apoiaria vanguardas e cinema ousado, experimental e criativo, feito por gente nova e de todos os cantos do país, com idéias novas, originais.

    Na prática vemos filmes engessados, repetindo SEMPRE os mesmos temas, filmes que fazem denúncia de miséria social (Olá Waltinho Salles, DONO DE BANCO) ou filmes "artisticos" feitos com dinheiro público para promover a carreira pessoal de um realizador oportunista que faz uma fita que simplesmente só será apreciada e só interessa a uma dúzia de amigos, se torna curriculo desse cara e serve para que ele viaje pela Europa exibindo um filme que não passa de masturbação pretensiosa em festivais e comendo canapés em eventos internacionais.

    A prática, a VERDADE sobre quem recebe dinheiro do MINC e dessas leis de incentivo, é essa. Quem não precisa e quem quer fazer algo que interessa a uma parcela ÍNFIMA do público.

    O dinheiro público tem a responsabilidade de representar ao menos parte dos intereses do público SIM senhor. Eu estou pagando, e não vou pagar pra pseudo artista de classe média que se acha o novo Godard fazer seu curta e se promover com filme mal escrito e pedante.

  57. Joaquim

    Pablo (e outros) assistam isso aqui.

    E sintam A REAL:

    http://www.youtube.com/watch?v=H34mLyobstc

  58. Wanderley Neves

    E como definir juridicamente um artista independente? Pelo imposto de renda, pelo contrato com uma gravadora/produtora?

  59. Wanderley Neves

    Poesia é idiotice? Tá de parabéns!

  60. Doug

    Pq né? 1,63 milhão aprovado para a produção do DVD TCHAKABUM É PURA ENERGIA pode…

  61. suzy.q

    Eu leio quatro por 74,99! (quem dá menos??)

  62. Daniel

    É.

  63. Alexandre

    Fácil é ver o resultado devastador de sua opinião eu sua cultura, garota. "Mendingando"? Francamente!!!

  64. Mario Bethanio

    Na falta da poesia da Maria Bethania
    Fiquem com a poesia de Mário Bethânio
    http://www.youtube.com/watch?v=iCMt-xL28fc

  65. Thiago

    Indiretamente esse valor sairá dos cofres públicos sim, pois o governo deixa de arrecador com isso e esse valor vai para esse projeto quando poderia ser investido na educação ou infra.

  66. Thiago

    Oi Pablo,

    Parabéns pelo Post ponderado em meio ao linchamento público da cantora.

    O que mais me indigna é a lei Rouanet ficar financiando projetos facilmente viáveis economicamente. Se a Bethânia, com a mídia que tem, quiser levantar 1,3 ou 1,8 milhões, ela consegue esse retorno tranquilamente.

    Ela vai a todas as emissoras de TV, rádios, veículos de internet, divulga seu blog, ele bomba de acessos e ela vende banners. Perceba que essa seria a tática que qualquer cidadão logado à internet teria que usar, mesmo não tendo um centésimo da mídia que Bethânia tem.

    No entanto, existe na elite brasileira o costume de socializar o prejuízo e privatizar os lucros.

    A lei Rouanet, devería ser um estímulo para projetos culturais sem viabilidade comercial tão clara, pelo menos.

    Se o que a Bethânia e o MinC fizeram não é ilegal, certamente é imoral.

    No entanto, há de se ponderar que o linchamento a que Bethânia tem sido sujeita na internet é de uma desinformação grave.

    Que, pelo menos, esse episódio sirva de impulso para que a reforma da lei Rouanet seja encaminhada ao congresso, já que as últimas posições de Ana de Hollanda em relação a leis como a de Direitos Autorais, que diminuiriam a mamata da classe artística sobre verbas públicas, têm sido de manutenção das distorções, infelizmente.

  67. Maria

    "discução" foi duro.

  68. Mario

    Parei. 50 mil por mês pra Maria Bethânia( diz-se mercenária ) pra promover o "bem cultural"(diz-se ganhar dinheiro)… Não tinha como ser em outro país. Agora, protestemos. Trabalho e pago impostos e não quero que meu dinheiro vá para as mãos gananciosas da Maria Mercenária. Enfim, se estão, assim como eu, revoltos, façam todos os tipos de reclamação( senado federal, blog, vlog, twitter etc), pois só assim alguém nos ouvirá, ou não.

  69. Henrique Rodrigues

    O que me deixa mais constrangido ao ver tudo isso, é que [b]tenho certeza[/b] que, mesmo depois de ser financiado com dinheiro público, o "blog" irá ao ar [b]repleto de anúncios publicitários![/b]

    É o mesmo com o cinema. Financiam os projetos e nos cobram ingressos depois. Financiam o blog e ganham dinheiro com banners quando acessamos.
    A cultura no Brasil anda numa contra-mão inexplicável.

  70. Gabriel M.

    Ótimo post, Pablo.

    Minha dúvida é esse projeto que você postou. Me ficou a dúvida se é real ou montado por um internauta (com muito tempo e dedicação). Pegou trechos da wikipedia, o resumo do MinC do projeto… sua fonte é confiável (e recebeu o projeto direto da produção ou Ministério)? Só faço essas perguntas por que essa planilha é muito mais bombástica que a manchete do jornal paulista.

    Pessoalmente, condeno o projeto por outros pontos – um deles é que não paga nenhum direito autoral aos poetas citados. Se fosse pra estimular a POESIA, imaginaria dentro do site formas de promover a mesma – e esse ser o centro do blog. Colocar a Bethânia declamando como assunto, e promover só remixes disso, tira o alvo da poesia e coloca na artista. Vira uma auto-promoção a custos altos. Se o assunto fosse POESIA, aí concordo com a massa: uma câmera, um computador, um microfone e uma boa declamação bastam.

    Abraço!

  71. Bruno Vieira

    Update 6: Brazilian Figures Out How to Make a Million with Poetry Blog
    http://blogs.forbes.com/kenrapoza/2011/03/16/brazilian-figures-out-how-to-make-a-million-with-poetry-blog/

    Boa colocação, Pablo. No calor do momento é culpa nossa ficar analisando os fatos superficialmente.

    A Lei Rouanet, infelizmente, passa por essas peripécias – vide o episódio Bradesco/Cirque du Soleil: a vinda deles foi com recurso de lei e o ingresso custava míseros 300 reais. Baratim, não? E foi o que disse o Thiago: A Bethânia não precisa desse mecanismo para conseguir recurso; sendo ela um "monstro sagrado" da MPB, o próprio nome dela seria o suficiente para conseguir patrocínio direto.

  72. Bruno Vieira
  73. Bruno Vieira

    Bruno curtiu o comentário de Maria.

  74. Pandu Giha

    Caramba, pra quem acha caro produzir um video com R$3250, sinto informar que não manja nada de produção audiovisual. Afinal quanto voces queriam que fosse pago? Duas coxinhas + o busão? São comentários como estes que desvalorizam a economia em torno da cultura e seus profissionais.
    Agora se o debate for em torno do funcionamento da lei rouanet, todos sabemos que ela tem problemas, mas, infelizmente, só reclama quem não tá dentro do esquema, depois que se enquadra fica pianinho.
    fui

  75. Antonio

    Realmente é lamentável!!!

  76. Antonio

    Realmente é lamentável!!!

  77. Kiko

    Bethania! Devolve o meu dinheiro!!!

  78. Gabriel PR

    O fato é: o problema é da lei, não da Bethânia.

    Enquanto esses absurdos aconteciam apenas com o Cirque du Soleil e filmes como "Se Eu Fosee Você", ninguém nunca falou nada.

    Quando é com a Bethânia, que está longe de ser unanimidade na cheia de cultura população brasileira, dá nisso.

    Eu não acho os valores nada absurdos, nem mesmo a verba da própria cantora, que receberá mil reais por vídeo.

    Quanto à qualidade, duração e complexidade de produção dos filmes, ninguém pode afirmar ao certo. Estão reclamando por antecipação, e podem queimar a língua.

    Agora… eu prefiro que uma empresa banque produções culturais do que pague impostos para um governo corrupto.

    Aliás, dos que estão aqui, quantos não ficam o ano todo reclamando da quantidade de impostos que pagamos, e não temos retorno nenhum?

    Isso sim é um absurdo!

  79. Henrique Rodrigues

    Pandu,
    Pode falar que estou errado e espero que eu esteja.
    Como no próprio post do Pablo, que diretor em sã consciência produzirá 365 vídeos em separado?
    Bethânia vai recitar poemas. A produção audiovisual é mais simples que um curta-metragem. E os 365 vídeos dá pra fazer em algumas semanas de gravação. Pode olhar o cronograma no projeto.
    Todo mundo tá fazendo a conta errada. Não são 3250,00 reais por vídeo. São (agora, seriam) 1,3 milhão de reais por algumas 50h de gravação.

    Apenas o "diretor artístico" do projeto receberia míseros 50.000 reais por mês, ou 600.000 reais. Bethania [b]PRECISA[/b] mesmo receber [b]46%[/b] do valor do projeto?
    O simples fato de ela receber um salário mensal menor reduziria o valor por vídeo para 2 mil reais…

  80. Pablo

    A fonte é confiável, Gabriel. Se não fosse, eu não publicaria.

  81. Jorge Furtado

    Alô Pablo

    Algumas correções ao seu texto:

    1)Você diz que eu cometi uma falsidade ao argumentar que o projeto não envolve "dinheiro público", não sei de onde você tirou estas aspas, nunca disse nem escrevi isso. O que disse é que os argumentos dos que agridem a Bethânia a partir do comentário da Mônica Bérgamo pensam que ela está recebendo este dinheiro do governo, foi o que escrevi. Nada garante que Bethânia vai ganhar um centavo de patrocínio pela lei Rouanet. A produção recebeu autorização para captar até este teto, apenas isso. Nunca fiz filmes usando a lei Rouanet, mas sei que muitos projetos (acho que a grande maioria) não atingem o teto de captação.

    2) Nunca disse que devemos dinheiro à Bethânia, nem que devemos depositar dinheiro na conta de qualquer artista. A produtora apresentou um projeto de realização de um site, com centenas de vídeos. Lógica absurda é a sua.

    3) Nunca disse que "todos aqueles que criticaram o projeto" são direitistas, eu escrevi "quase todas" as críticas, leia com atenção meu texto.

    4) Muitos, bem mais de meia dúzia, incluindo Lobão, criticaram os baianos.

    No mais, obrigado pelas referências ao meu trabalho e ao meu blog.

    Um abraço

    Jorge Furtado

  82. Bruno Vieira

    Nananinanão. Discordo.

    "Agora… eu prefiro que uma empresa banque produções culturais do que pague impostos para um governo corrupto." Eu prefiro que uma empresa banque [b]mil projetos culturais de menor porte e maior abrangência[/b] do que um projeto afortunado. Isso sim tem mais relevância e impacto.

  83. Daniela

    Pablo! Adorei seu post!
    Me diz uma coisa… No projeto original tem a seguinte passagem: "Haverá apenas poemas escritos em língua portuguesa, de autores brasileiros, portugueses, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos etc. A editora Nova Fronteira se encaregará da liberação dos direitos dos poemas (ela já tem muitos poetas essenciais em seu vasto catálogo)" e depois, em "documentos anexados", tem sobre cessão dos direitos autorais. A este anexo, não temos acesso.
    Eu não entendi isso… Os escritores cederam seus direitos à editora Nova Fronteira? Eles não recebem ou deveriam receber, no caso, se seu poema for interpretado por Bethânia?

  84. george

    Um dos absurdos que vi foi o argumento que o 365 vídeos de 2 minutos seriam o mesmo trabalho de 5 longas metragens, e que ao se comparar com o orçamento dos longas metragens o custo é baixo. Bullshit!
    O projeto estava sendo não está orçado pra ser filmado em película cinematográfica, mas sim em Beta Analógica. E esse é um absurdo gigante, pois esse é um formato velho, ultrapassado até pelas câmeras de celulares, que já gravam em HD faz tempo. Porquê fazer os vídeos com câmera velha? Só nessas horas pensa-se em economizar?
    Ficou claro que o alto custo não é por conta da produção, que seria simples e barata, mas pela necessidade meia dúzia de pessoas ganharem um dinheirão em cachês.

  85. Pablo

    Jorge,

    1) Você tem razão. Removi as aspas.

    2) Seu texto abre, sim, margem para esta interpretação ao afirmar que as críticas partem de pessoas que parecem ignorar a história de Bethânia, como se isto fizesse qualquer diferença na discussão. Porque não faz.

    3) No seu texto, você ignora todas as críticas embasadas ao projeto, como se todas as discordâncias em relação à empreitada partissem da mesma falta de visão ou compreensão acerca da idéia e da artista. Releia seu post, por gentileza, e perceberá que não abre em momento algum a possibilidade para que críticas ponderadas/embasadas sejam consideradas.

    4)É claro que usei uma figura de linguagem ao falar sobre "meia dúzia de pessoas" – o que quis dizer é que proporcionalmente a discussão se mantém centrada no absurdo dos valores, não na naturalidade de Bethânia. Sempre haverá um grupo de preconceituosos e imbecis que tentarão usar toda oportunidade a fim de agredir não só nordestinos, mas esquerdistas e artistas. Faz parte da natureza destrutiva da Internet. Quanto a Lobão, ele há muito tempo virou uma caricatura de si mesmo, apelando para hipérboles a fim de se manter relevante. Triste, mas não surpreendente.

    Obrigado pelas considerações publicadas aqui. Fiz um update no post chamando a atenção dos leitores para suas considerações.

    Abraço,
    Pablo

  86. Doug

    Boa Jorge. Quem quer ter pena ágil deveria ter leitura mais acurada.

  87. Luan

    DEUSES, esse seu imediatismo é que corrompe e estagna o Brasil. Se acalma. Uma coisa de cada vez, nada muda de uma dia para o outro. E além do mais, a questão era se o Brasil ANDOU. E mostrei que sim. Centre no debate. Na fuja dele.

  88. Carlos

    E quem julga se a Maria Bethânia merece ser custeada pelo governo? Alguns aspectos da lei Rouanet fazem com que ela pareça uma forma de obter dinheiro fácil para o próprio sustento de alguns "artistas".

  89. gigopepo

    Pela própria concepção da palavra, "Independente" sem dependência. Essa separação já é muito bem difundida nos meios culturais.

  90. Webber Tavares de Carvalho

    Algumas considerações ao confrontar e analisar ambas opiniões: Pablo Villaça e Jorge Furtado

    1) Furtado diz em seu blog: "O fato é que a única coisa que os produtores do blog receberam do governo foi a autorização para se humilhar, pedindo a empresários, de porta em porta, que considerem a possibilidade de, ao invés de entregar parte de seus impostos ao governo, patrocinar, com a vantajosa exposição de suas marcas, um blog de uma extraordinária artista brasileira…".
    Lendo este trecho e analisando gramaticalmente, diz que os empresários podem considerar a possibilidade de ‘ao invés de’ entregar parte de seus impostos ao governo, patrocinar… a expressão ‘ao invés de’ nos dá ideia de contraposição, ou seja, o empresário deixaria de pagar o imposto para aplicar como patrocínio no projeto. Ao meu ver, isso corrobora com a colocação de Pablo, onde o governo deixaria de arrecadar tais impostos, ou seja, é o mesmo que dizer que o dinheiro saiu do Governo sim!

    2) O trecho: "Na minha opinião, o governo brasileiro deveria tirar do seu caixa o dinheiro (…) e entregar para a Maria Bethânia, junto com um buquê de rosas e um cartão, pedindo desculpas pela confusão", deixa claro sim que o autor acha que Bethânia deveria ser ‘indenizada’ pelo próprio governo, ou seja, as insinuações de Pablo são devidas e Furtado se contradiz ao responder que nunca disse que devemos dinheiro à Bethânia.

    Não entrarei em detalhes no restante da resposta de Furtado pois são discussões rasas entre este e Pablo quanto a conceitos de preconceito e mau-caratismo que não cabem a mim comentar…

    Obrigado

  91. Caco Portela

    E se eu disse que o responsável pelo domínio (URL) http://www.mariabethania.com.br é funcionário do Icatu?! Vocês se lembram do Icatu? E do escândalo que envollveu seu nome? Daniel Dantas? Lembram-se?! Duda Mendonça!? Não serão "farinha do mesmo saco?". Por que Maria Bethânia estaria envolvida com o Icatu?! Que interesses uma artista como ela teria em se juntar a uma instituição que tem vários escândalos? Sei lá. Onde há fumaça, há fogo!

    Se quiserem ver a prova do que digo, acessem: https://registro.br/cgi-bin/whois/?qr=mariabethania.com.br

    Vejam o nome do responsável/seu e.mail: Eduardo Ferreira / domain.admin@icatu.com.br

    d-.-b

  92. Yo

    A questão toda é direcionamento de dinheiro. Indagada em uma entrevista da Bravo!, Bethânia disse que sem a Rouanet seus projetos de shows, que segundo ela tem gastos de ópera, não seriam viáveis. Fico pensando que megalomania é essa. Fico pensando em Jorge Amado submetendo um projeto solicitando um supercomputador para redigir seus textos, superlançamentos internacionais. Ou ainda Dorival Caymmi solicitando um projeto de um violão usado por Sabicas ou um pedaço da praia de Itapoã para que ele pudesse fazer mais músicas. Faça-me o favor. Tudo tem limite. Antes de promover projetos/shows sem contrapartida social nenhuma (R$ 500 em um ingresso?) o dinheiro de cultura deveria ser gasto com projetos reais que promovossem a expansão da arte, que através dela tirasse gente da rua, que focasse crianças no lado bom da humanidade. Eu iria me sentir mal pensando que um projeto meu estivesse na faixa de milhões (seja show,blog, o que for) sendo que a mesma grana daria pra erguer escolas de arte, criar grupos de teatro de rua, aulas gratuitas de dança, circo, artesanato violão. Podem falar que é falácia, mas é mais de 1 milhão para um projeto de um único artista. No Brasil de hoje prefiro mais escolas de música, mais grupos de arte, em detrimmento de artistas que já estão consagrados, mas que já acham que seus umbigos valem milhões. Que raio de artistas são esses? Acham milhões de reais um gasto normal?

  93. Juju

    Na boa se a Bethania tá tao preocupada com a cultura no Brasil vai ler poesia em praça pública. é grátis! vai fazer trabalho voluntário, show gratuito para a população carente. artista fica nesse papo furado que se preocupa com a cultura mas não tira um tostã do próprio bolso pra nada.

  94. bdebigode

    Alguns comentários sobre comentários:

    O custo liberado parece alto, mas não é dinheiro, é autorização para conseguir dinheiro. Nada diz, e agora parece exatamente o oposto, que ela captará toda essa verba.

    Há um erro grotesco na sua crítica: empresa que faz captação presta um serviço e cobra uma comissão por esse serviço. Apesar da natureza do destino dessa captação, ela é, em si, uma venda. Vende-se os projetos para empresas que podem escolher ou não veicular a ele. E como vendedores do projeto, recebem comissão. Nada há de absurdo aí. Porque profissionais que fazem a captação deveriam receber uma comissão menor que um vendedor de tênis? Qual a lógica disso? Há ainda um teto, limitando o quanto essa comissão pode chegar, apesar do valor do projeto poder ir bem além disso.

    O coméntario do leitor sobre usar beta analógica para poupar dinheiro não tem sentido: tecnologias analógicas são mais caras que tecnologias digitais. Portanto a única resposta à escolha dessa tecnologia reside na escolha estética pelo seu uso.

    Acho interessante na verdade que esse projeto seja aprovado sem alguns elementos simples: Qual o roteiro e estrutura que justifique esses gastos? Como serão os vídeos? Como será esse blog? Não estou pedindo plataformas prontas, mas indicações. Vamos lá: se o vídeo for a cantora sentada num banco declamando poesias, custo elevado. Se parecer com um clipe do michael jackson, custo baixíssimo. Portanto como falar de valores sem esses indicativos tão simples?

    Enfim projeto aprovado por lobby, não por qualidade da proposta

  95. Rob

    Pablo, acho que você agora realmente pode compreender aqueles que te chamam de esquerdista radical. Muitos dos seus fãs, fãs de cinema, do blog, do CeC, fãs de suas críticas, da sua tragetória pessoal, das divertidas peripécias de seus filhos, e seus seguidores no twitter, acompanharam bestializados a loucura que você se enfiou durante a última campanha presidencial, quando você, contrariando todo o seu histórico de coerência, mergulhou de cabeça para apoiar a candidata do seu partido, de uma forma apelativamente passional e parcial.

    Assim como fez o Furtado, fez generalizações absurdas, e praticamente colocou os eleitores de Serra como inimigos do Brasil. Ignorou por completo todo o noticiário negativo sobre Dilma, colocando todos no mesmo saco ideológico (a "velha mídia"); acusava sempre a "foxlha", sua preferida, como se ela fosse partidária do Serra, ignorando por completo o noticiário negativo deste jornal também com o candidato paulista; perigosamente também relativizou a liberdade de expressão, no episódio da decisão do STF de proibir humorísticos de fazerem piadas sobre candidatos; enfim, fez pura e simplesmente propaganda petista, e se comportou agressivamente como um patrulhador da sua candidata, classificando qualquer crítica a Lula e ao PT como sintomas de mau-caratismo, da mesmíssima forma que fez o Furtado.

    Eu te acompanho, e sei que já fez críticas ao PT, principalmente por causa de suas alianças com velhos partidos. Mas até aí você já mostrou o mesmo sintoma de torcedor fanático, quando, num primeiro momento, você demonstrou preocupação com a aproximação do Brasil com o Irã, mas logo depois que aconteceu a pequena "vitória diplomática", e saiu o inédito acordo nuclear entre Brasil, Irã e Turquia (que foi sim uma vitória diplomática para Lula, mas não para o Brasil, que foi motivo de chacota internacional, e viu abalado para sempre sua postura não-intervencionista e pacifista, além de nos associar a um dos regimes mais odiáveis do mundo), você comemorou dizendo "nem a ONU conseguiu tal feito", numa análise superficial que só um marketeiro seria capaz de fazer.

    Enfim, creio que essa reflexão cabe.

  96. Guilherme

    600 mil? então, a Bethânia vai ganhar menos de 2 mil reais por vídeo. Isso em um projeto cuja projeção é diretamente ligada à relevância da artista??

    eu acho que está até barato…

    sobre o cara que disse que não paga nem 10 reais pra ver a Bethânia recitar poesias, é preciso avisá-lo que ele e milhares de pessoas poderão vê-la recitar gratuitamente.

  97. João Papa

    amiga, com o que você trabalha? Do que você tira seu sustento? O que paga as suas contas? Você tirar do próprio bolso para trabalhar?

    Claro que artista é preocupado com cultura. Todo profissional que se preza é preocupado com a sua área de atuação. E artista é isso mesmo: profissional. E por definição, profissional é remunerado.

    Quem declama poesia de graça faz por hobby, amadorismo. A Maria Bethânia vive de cultura e sua suposição de que artistas deveriam pagar para trabalhar é uma piada.

  98. Ivan Amaral

    É claro que Maria Bethânia é sim uma grande artista e merecedora de reconhecimento e verba para projetos. O que não faz sentido para mim é o projeto em si.Também discordo de Jorge Furtado. Não acho que seja preciso um buquê de flores nem de 600 mil para promover um reconhecimento cultural da artista… outro fato que me parece artisticamente estranho são os 365 vídeos. Não sei qual a linguagem pretendida, mas penso que a quantidade é exagero para quem quer produzir algo diferenciado, não? A Lei Rouanet, mesmo conhecidamente falha, deve ser, ou melhor, é para todos. E criticar o projeto (não Maria Bethania) faz sentido sim, pois é preciso um exercício democrático cada vez maior em tempos que me parecem prometer o contrário.

  99. Fernando

    No cinema nacional nao acontece por acaso a mesma coisa? Empresas privadas financiam os filmes, que todos sabem nao sao nada baratos, os cachês do diretores, produçao e elenco de primeiro escalao sao altos. Em troca podem abater do IR, e tem o nome e imagem de suas empresas divulgadas. No cinema nacional a gente vê na abertura dos filmes as empresas que os patrocinaram.
    Entao, posso raciocinar que eu estaria pagando do meu bolso pelos filmes da Xuxa e do Didi?

  100. Fernando

    A Folha nao é partidária, nao é acintosamente anti Petista? Acorda meu amigo, se vc nao percebe isso é porque nao quer ver simplesmente. Repare que a raiz desa discussao toda é a matéria que a Folha publica sugerindo fortemente que o governo do PT e sua ministra da cultura teriam dado um valor astronômico, dinheiro do Estado, para a Bethânia abrir um blog, o que é longe da verdade.
    E nao vejo a Folha fazendo crítica aberta nenhuma ao PSDB paulista.

  101. Alê Camargo

    Pablo,

    Há uma série de outros pontos estranhos nesse projeto. Por exemplo, salta aos olhos qualquer menção aos autores dos poemas a serem recitados. Também não citam quanto será pago de direitos autorais para esses autores (além de uma alusão vaga à editora Nova Fronteira, e que esta resolverá essas questões).

    Enfim, como já foi dito, renúncia fiscal é dinheiro público, sim. Não é errado alguém pleitear esse apoio do Ministério, mas é notável que um projeto tão mal explicado (e redigido) tenha sido aceito com tanta facilidade.

  102. Guilherme

    Ok, mas aí entramos em questões mais subjetivas. Se o projeto é válido ou não; se deveriam ser menos vídeos; etc

    do mesmo jeito que vc não vê muito sentido, outras pessoas podem achar bom…

    de qualquer jeito, bem longe do mar de críticas e ofensas à cantora que infestaram o twitter nos últimos dias.

    Discutir a lei tb cabe, mas quando se diz "a lei é pra todos" parece que o único projeto aprovado é o da Bethânia. Lógico que tudo sempre pode melhorar, mas até onde eu sei existem vários projetos, de vários artistas diferentes (grandes e pequenos) aprovados pela lei.

  103. Daniele Cristina

    É realmente um absurdo. Trabalho voluntariamente em um Centro Cultural, que nao tem ajuda nenhuma do governo, mantem-se apenas com alguns eventos e atraves da presidente do local, com muito sacrificio. Nao conseguimos ajuda nenhum, realizamos um trabalho sério e é esse soco na cara que nós e outros projetos recebemos do MinC.
    Qualquer um sabe que com um bom programa de ediçao e uma boa camera na mao, com a
    iluminaçao certa e em muitos lugares de graça, com fundos maravilhosos, se faz muita coisa. Exemplo disso sao muitos videos bons no vimeo e no youtube, de gente com pouco recurso e muita criatividade. Um abuso isso!

  104. Guilherme

    e vc se mantém como? Como vc paga as suas contas? Como vc paga sua moradia, comida etc?

  105. Marcos

    Uma das coisas que os defensores do projeto mais usam é alegar isso, o fato de que "qualquer pessoa" pode pleitear verba pra um projeto semelhante. Claro, vai o zé mané da esquina fazer um projeto pra ver se sai. Claro que não, mas os projetos feitos pelas panelinhas culturais brasileiras, são aprovados sem discussão.

  106. alex

    è se a qualidade do projeto escrito é essa , chupado da net , imagina os videos , Da série "Como jogar meu dinheiro fora"!!

  107. Marcos

    Esse "carece de fontes" é porque eles ainda não acharam as fontes de captação de recursos, por isso.

  108. Camila Kopcsa

    "Inclusive, se me permitem, é por isso que é uma enorme besteira colocar a culpa do patrimonialismo e paternalismo estatal na conta do Estado, pois este Estado nada mais é do que uma extensão da esfera privada. E é por isso que no Brasil os programas de transferência de renda são demonizados de modo simplório em construções estúpidas do tipo: em vez de bolsa família deviam fazer estradas…"

    Exatamente.

  109. Felipe Dias

    "Gratuitamente" né Guilherme? Afinal dinheiro público é a mesma coisa que dinheiro de ninguém.

  110. Pandu Giha

    OK Henrique,

    é legal colocar a conta com 50hs / 1,3MM, porque fica mais claro para analisar a produção, mas também acho que o quanto ela recebe não importa. Isso só saberemos, se é caro ou barato, com o resultado final da obra. Se pensarmos em 1,3MM de acessos, que não é difícil, dá R$1 por pessoa que teve acesso a este conteúdo e isso tembém é relativo. Quanto vale a experiência?
    Bom pra ela que a percepção de valor do seu trabalho é alta assim, afinal ela construiu isso em décadas de profissão, independente de gostos pessoais aprovarem ou não.
    Abaixo tem um comentário sobre formato que também é pertinente para o debate, assim como a licença de propriedade intelectual em que será disponibilizada, que não foi questionada.
    fui

  111. Rob

    Me refiro ao fato de que ela não se furtou de noticiar da mesma forma que os outros jornais, sobre o caso Paulo Preto, que foi o "escândalo tucano" do segundo turno.

  112. Felipe Dias

    E eu não pagaria mesmo 10 reais pra ver a Bethânia recitar. Ela é uma gigante da mpb e tem todo o meu respeito, mas não gosto dela como declamadora de poesia. Gosto pessoal meu, isso é algum problema?

    Cada uma…

  113. Ze Neto

    Pablo, certamente a maioria dos comentários que foram baseados na matéria da Folha vieram por impulso e sem um mínimo de reflexão. O que acontece é que depois de muito refletir, ainda acho um despropósito o valor e, ainda mais, a composição orçamentária do projeto. A grande "diva" Bethânia é bem conhecida pelo comportamento arrogante com as pessoas com quem trabalha, especialmente os músicos. Apesar disso, ela construiu uma carreira de enorme sucesso, tanto artístico quanto financeiro.
    O que revolta, pelo menos a mim, é alguém com esse "poder de fogo" querer ainda mais dinheiro, através de uma política pública que, ao meu ver, deveria servir para suprir as necessidades das instâncias mais básicas das artes. É certo que a lei lhe faculta o acesso ao dinheiro público, mas parece a história dos políticos que, ao serem confrontados com uma situação pouco ética, dizem: "não estamos fazendo nada ilegal"!
    Que a lei trata igualmente os desiguais não é novidade e é isso que causa revolta. Imagine, por exemplo, qualquer cidadão sem a "famosidade" da Bethânia tentar captar junto às empresas valores muito mais baixos que esse para desenvolverem os seus projetos. A chance desses conseguirem é infinitamente menor que a dela. Esse é mais um componente estranho, onde a cortesia é feita com o chapéu alheio.
    Enfim, não é papel do Minc negar-lhe o acesso, já que a lei atual assim permite, mas é nosso papel tratarmos de lutar, com as armas que temos, para que a lei seja alterada de forma a contemplar quem mais precisa dela para desenvolver seu trabalho artístico.
    Um abraço!

  114. Aline Oellers Ferreira

    Para distribuir cultura ao povo e ler poesia, não é preciso R$1,3 milhões. Existem plataformas prontas e gratuitas. Não é preciso nem uma câmera muito sofisticada. Um N95 ou um iphone básico dariam conta do recado. Youtube, Facebook e Twitter fazem o resto da mágica e derramam a cultura para os brasileiros.
    Aliás, levando em consideração que nem todos os brasileiros têm acesso à internet, me parece que é bastante relativa a ideia de disseminação cultural em que o projeto se baseia.
    Enfim, a segunda ou terceira intenção do projeto é levar cultura ao povo. A intenção primeira é faturar gordamente com o projeto.

  115. James

    Pablo só corrige lá que eu não sou um dos donos da Aorta. Sou coordenador do nucleo de webrádio.

  116. João Papa

    sim pode raciocinar isso.
    não, os cachês não são altos assim.
    schü

  117. Pablo

    Ops. Feito. ;)

  118. João Papa

    projeto não foi aprovado por lobby.
    aprovar projeto na reuanet é prática comum e relativamente simples. Só o que precisa é de toda a documentação pedida.
    São critérios técnicos, não políticos.

    Não sei onde foi dilvugado que isso seria captado em beta analógica.
    Até onde eu saiba o projeto previa 5D, que de beta e de analógica não tem nada.

  119. Paulo Rená da Silva Santarém

    Ao Jorge Furtado (de quem sigo fã), acho importantíssimo indicar a realização do projeto 365 Mashups pelo excelente artista João Brasil, um cara que hoje engrossa a verve tropicalista antropofágica no Brasil, mais até do que o Caetano atual.

    O endereço do projeto é http://365mashups.wordpress.com

    Nele, a cada dia o João Produziu e publicou uma recombinação de pelo menos duas outras obras audiovisuais, enriquecendo a cultura, valendo-se da Internet, mas sem ganhar dinheiro diretamente em troca. Eu aceitaria que ele tivesse um patrocínio, inclusive público. Mas se ele fez isso sem nada, o projeto da Bethânia, que tem no centro a leitura de textos, precisa mesmo de todos os R$ 1,8 milhões solicitados?

    Se é mesmo para democratizar a cultura, esse dinheiro deveria, por exemplo, se aplicado na ampliação da Banda Larga, em especial para pessoas mais pobres, para quem os custos de comunicação cairiam drasticamente.

  120. Raphael Tsavkko

    Há uma falta tremenda de responsabilidade (do ministério e da cantora) e de foco (do ministério) e demonstra a necessidade urgente de se reformar o arcabouço jurídico e de incentivos do MinC. Não nos esqueçamos, porém, que a ministra Ana de Hollanda jogou no lixo todos os anos de discussão, por exemplo, da Lei de Direitos Autorais, avisando que iria iniciar uma nova consulta que, sem dúvida, terá moldes muito menos participativos.

    O problema central, enfim, apesar de todas as falhas na legislação, é da facilidade com que uma artista consagrada – e que claramente não precisaria destes meios – consegue aprovar projetos e conseguir financiamentos nababescos, enquanto milhares de pequenos artistas ficam a ver navios, pois não são – teoricamente – tão atraentes como os da elite.

    Mesmo com todas estas distorções a ministra ainda quer apertar e dificultar a vida dos pontos de cultura que, com muito menos, realizam grandes projetos de inclusão. Como se vê, está tudo errado nesse ministério.

    Seria mais justo [o financiamento] para um poeta iniciante, com vontade e talento, querer patrocínio para fazer um trabalho colaborativo com algum cineasta na mesma situação e ter como, senão viver disso, ao menos não ter prejuízo e poder se dedicar e realizar um bom trabalho. Bethânia não precisa deste dinheiro, mas eu posso encontrar 100 blogueiros, músicos e artistas em geral que ficariam felizes em dividir esta bolada e promover verdadeiras revoluções culturais e estéticas.

    http://tsavkko.blogspot.com/2011/03/maria-bethania-falencia-do-minc-e.html

  121. Tiago

    Nao eh por nada nao, mas eu nao vi esses 14 milhoes sairem da miseria quando trabalhei no ultimo Censo…
    Pelo contrario, vi muita gente em pessimas condicoes de vida, sem acesso a direitos basicos como saneamento basico. E nao to falando de favela nao, to falando de bairros humildes.
    Eh uma situacao revoltante.

  122. Robert Blake

    GENTE, NINGUÉM ATENTOU AINDA PARA O FATO MAIS ESCANDALOSO DO CASO MINC / BETHANIA!

    Uma administração que se arvora a ‘paladina dos direitos do autor’ aprovou um projeto pela Lei Rouanet de R$1.300.000 dos quais exatamente R$ 0,00 (NADA, NIENTE, RIEN, PICAS) será destinado ao pagamento dos 365 pobres poetas que serão constrangidos por seus ‘donos’ a abrir mão de seus direitos para ter o ‘privilégio’ de ter seus poemas lidos pela mana do Caê.

    A única menção aos direitos dos poetas no projeto está nesta sentença:

    "A editora Nova Fronteira se encaregará da liberação dos direitos dos poemas (ela já tem muitos poetas essenciais em seu vasto catálogo)."

    Quais serão os tais ‘critérios técnicos e jurídicos’ MinC que deixam passar um projeto que não prevê no orçamento o pagamento de direitos autorais?

  123. Marfiza

    Projetos aprovados com cifras injustificáveis e imorais acontecem desde sempre não? A novidade pra mim desta vez, é que a informação veio a público e os interessados estão tomando a atitude de ‘ao menos’ repudiar e usar a internet pra o debate. Como cantora e produtora eu torço pra que essa mobilização implique em mudanças reais e não em ‘remendos’ apenas, como esse que foi proposto [ falo do [b]update 5[/b], citado no post…] que tenta nos passar atestado de burrice. Porquê a chama da minha fé, de que um artista com reconhecimento e importância política venha a levantar a voz em nome dos independentes já se apagou. O CNDA, 9órgão que fiscalizava o ECAD foi extinto no governo Collor e só agora, com a entrada da Ana de Holanda é que voltou-se a falar nisso: "http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/03/01/nova-titular-da-diretoria-de-direitos-intelectuais-diz-que-fiscalizar-ecad-seria-intervencao-do-estado-no-direito-autoral-923905952.aspu"… a OMB é uma lástima que prefiro nem comentar… (somos a única classe de trabalhadores obrigada a ter Ordem e Sindicato), enfim, voltando ao centro da questão aqui, repito: Desejo que a discussão represente mudanças, mas me sinto impotente!

  124. brunofmpl

    O mais foda é que quando sair o primeiro vídeo vai todo mundo babar. Vindo da Bethânia não espero nada além do sublime.

  125. Gabriel M.

    Opa, desculpa a dúvida. É que na hora que li o projeto com trecho copiado da wikipedia e verba de 600 mil pra Bethânia.. era tão absurda a realidade que imaginar algum detrator disposto a criar tudo isso e espalhar por aí parecia mais provável.

    Seu texto e o do Fernando Marés são os mais sóbrios e embasados sobre todo assunto, parabéns.

  126. Luan

    Sim, são dados do próprio IBGE, no qual você diz que trabalhou. Mas é claro que ainda existe pobreza e miséria. Se não houvesse, o lema do novo governo não seria "um pais rico é um pais sem pobreza". O fato é que 14 milhões é MUITA gente. No Brasil existem 180 milhões de pessoas. Agora mexa os pauzinhos. É uma marca histórica. Contudo, é lamentável, é triste, é revoltante ver ainda pessoas nessa situação. Mas pelo menos, se formos otimistas, são 14 milhões a menos. E se todos colaborarem, serão menos ainda daqui mais tempo. Isso mostra, sim, que o Brasil andou. Tomará que ande mais. E se não andar, pode apostar, serei o primeiro a me revoltar contra o poder.

  127. Robert Blake

    Você está enganada, Marfiza.

    Não foi com a entrada de Ana de Hollanda que se falou em criar um órgão que fiscalize o ECAD.

    A proposta de modernização da lei de direitos autorais que foi discutida em consulta pública durante três anos na gestão do Juca previa este órgão. Proposta esta que a Ana de Hollanda resolveu jogar no lixo para dar para a panela dela formatar, de acordo com a visão arcaica de mercado que esses dinossauros têm.

    Não se sinta impotente, se informe (não acredite em opinião de segunda mão, averigue, leia, pesquise) mobilize a sua classe, COMPAREÇA AOS DEBATES e vá à luta.

  128. AHam

    Quem é que vai babar com um video de uma mulher feia recitando uma poesia rapaz? Vira homem!! Que homem nesse mundo que fala "sublime"?

    Vá para as cataratas do Iguaçu que você vai babar! Muito melhor do que um video de 3 minutos que custou para os cofres publicos 1,3 milhão.

  129. AHam

    Meu filho a Betania é podre de rica! Ela nao precisa mais trabalhar pra viver! Pra mim que cobrar 600 mil pra levar a poesia para as pessoas não passa de mais uma ferramenta para enriquecer!

    Querer mascarar isso como prática beneficente é muita pilantragem.

    Pra mim o Bill Gates que é o cara. Torra metade da fortuna com doações.

  130. AHam

    Isso porque o Brasil ja foi pra frente.

  131. AHam

    2 mil reais para ler um texto durante 3 minutos é pouco? Em que mundo você vive?

    Não é por ser famosa que uma ação besta como ler um texto ganha proporções cósmicas.

  132. Samuel Vaz

    KKKKKKKKKKKK… Ri muito!

  133. Samuel Vaz

    Admiro muito a Bethânia e com certeza acho os valores absurdos. Mas considerando que corresponde a um teto que não pode ser atingido… que as empresas que apoiarem tal projeto investiriam a mesma quantia em qualquer outro só pra ter o abatimento fiscal enquanto se beneficiam de um bom merchandising… que não era de se esperar que políticos agissem com razoabilidade na seleção de projetos artísticos para aprovação… que poderia ser pior (poderia ser a Xuxa, pensa?)… que provavelmente não vamos sentir a falta do dinheiro que deixa de ser revertido para os cofres públicos na forma de impostos… que efetivamente ela vai fazer algo para fazer jus a essa grana toda, diferentemente de muitos políticos por aí que conseguem sem mover um dedo… bem, até que não tá tão ruim assim, hehe

  134. Lucas Paio

    "Pra mim o Bill Gates que é o cara. Torra metade da fortuna com doações."

    Mas a outra metade ainda são bilhões. Passando fome é que ele não tá.

  135. Paulo Rená da Silva Santarém

    Peraê, "natureza destrutiva" das pessoas, né?! ô.0 A Internet não inventou o desrespeito e a agressão gratuita.

  136. Pedro

    Diogo, por favor defina "solução".

  137. SHOW NO MERCY! FREEDOM & STRENGTH

    Lendo os comentários deste espaço, e observando bem a reação do Furtado, com certeza grande parte dos que agora estão no poder se questionam do por que não implantar a censura imediatamente, e acabar com a inclusão digital que só os deixa aborrecidos e expostos ao ridículo. "Maldita inclusão digital" devem pensar os Franklins Martins e Paulos Henriques Amorins da vida.
    E ninguém parou para pensar que essas poesias em video são para evitar a azia do Lula? Ele não lê porque faz mal para o seu estômago cerebral.
    E claro, para os abonados Andrucha (pseudônimo ridículo) e a "Maria Betoneira" faturarem às custas do erário.
    Dilmão deve considerar a possibilidade de implantar o regime cubano e venezuelano por aqui urgentemente!
    Deixemos a quadrilha sugar todo o dinheiro dos nossos impostos para sua luxúria e devassidão.
    Cadê o tal controle orçamentário?

  138. Pedro

    Pablo, muito, muito bom esse post. Reflexão madura.

    Acho que o debate poderia ser um pouco sobre o incentivo às artes. Não que eu entenda do assunto, mas me aventuro a ter uma opinião. Na lógica de o Brasil andou: eu sempre fico procurando, nos filmes brasileiros, as logos das empresas que patrocinaram a obra. Não é um estudo científico, mas minha impressão é que, ao longo do tempo, as logos das estatais foram ganhando a companhia das empresas privadas. mas sempre aparece a logo da lei rouanet (ou seja, mesmo com empresas privadas, ao menos parte do dinheiro é pública, dos incentivos fiscais).

    Assim, parece que um outro benefício da Lei Rouanet, mesmo com suas deformidades (mas cuja melhoria está sempre em debate) pode ser o próprio hábito das empresas em patrocinar obras culturais. Mesmo com o incentivo fiscal, nem sempre as empresas se davam ao trabalho.

    Talvez o modelo de patrocínio a fundo perdido, ou investimento envolvendo risco e viabilidade econômica, sem contrapartida fiscal, venha a se firmar como próximo passo desse amadurecimento.

    No modelo de hollywood, os estúdios investem $ privado em produtos que serão vendidos, esperando o retorno. É notório que isso significa que os filmes são pasteurizados para aumentar o potencial mercadológico. O que é perfeitamente legítimo hoje. Talvez entristecedor, mas legítimo.

    Assim, o dinheiro público garante uma obra artística mais livre das amarras do consumismo, que tende a nivelar por baixo. Convenhamos, Bethânia lendo poesia não parece ter um enorme atrativo mercadológico. Mas é uma iniciativa interessante: vale tentar. É um uso legítimo do dinheiro público pagar isso, bancar o risco da ousadia de um experimento que pode não dar certo. O projeto é um pilotão de um ano. Se vingar, pode se firmar com suas próprias pernas. Se não vingar, acabou. O problema é o montante final, ainda alto. O projeto poderia ser menor, 6, 8 ou 10 meses. Mas, a despeito de um assessor de imprensa, não existe, no projeto, uma rubrica de um plano de divulgação (vai ver contavam com uma celeuma para dar mídia espontânea, gratis), o que é estranho. Afinal, o nome Bethânia atrairia 6 mil visitantes por dia só na inércia?

    Mas enfim, tudo para concordar contigo: no mérito, é válido (apesar do projeto não parecer ser a versão final). mas precisava custar tanto?

  139. Diego

    O melhor texto sobre o tema que li até agora. Esclarecedor! Quanto ao texto do Furtado, acho que fizeste a mesma análise que fiz quando li. Além de maniqueísta, corporativista demais, já que ele mesmo já embolsou boladas públicas para suas produções.

  140. Igor

    Amigos, cuidado com o ufanismo desmedido. Mesmo com nosso crescimento econômico e com a América do Norte em Crise, a economia (pib) dos EUA é ainda CATORZE VEZES E MEIA MAIOR DO QUE A NOSSA. Ou seja, com pouca coisa mais de gente, aquele país produz praticamente quinze vezes mais riqueza, POR ANO, mais do que o Brasil. Sobra muito mais para todo mundo, e ainda estamos longe de bater no peito, apesar da propaganda ufanissta e do reconheciment/interesse de outros governos por nosso país e sua riqueza em minério, agronegócio, petróleo e gás. Aliás, para falar que o Brasil já foi para a frente, achoj que antes temos que verificar nossa capacidade educacional, nossa capacidade científica, nosso número de patentes por ano, nossa contribuição efetiva às tecnologias de ponta, etc. Não nos iludamos, por que parte do nosso crescimento é apenas devido à alta mundial dos preços agrícolas, minerais, de petróleo e gás… Ainda não estamos com toda essa bola, a despeito das óbvias melhoras…

  141. Guilherme

    ué, vc não pagaria, mas outras pessoas pagariam. É vc que decide o que e o que não é válido? É cada uma…

    Se 10 mil pessoas no Brasil inteiro acharem que cada vídeo vale 50 centavos, o projeto já é válido. Sinceramente, acho que esse número existe.

  142. Thiago Padoan

    Esta é uma questão complexa com muitos pontos dignos de discussão. Como produtor de vídeo eu posso dizer que a produção de 365 vídeos, mesmo que sejam curtos, dão muito mais trabalho do que se imagina. A edição e finalização de um vídeo de 3 minutos, dependendo do roteiro, pode demorar meses. Portanto, para discutirmos se está caro ou barato, seria preciso uma analise técnica dos roteiros para estimar o custo de produção.
    Quanto ao valor pago pra Bethania, é pouco mesmo. Pelo que entendi ela recebe por mais de um trabalho na produção dos vídeos. R$ 2000,00 é o que recebem os atores desconhecidos de comerciais. Alguém tão bem sucedido quanto a Bethania receberia ao menos uns R$20.000,00 por vídeo.
    Acho que as reações pela web sobre este assunto são muito simplórias, eu não estou defendendo a aceitação do projeto ou condenando sua existência, quero mostrar que trabalhar com vídeo não tão simples quanto as pessoas imaginam e que para uma discussão válida é preciso antes de tudo informação.
    Comentários como "Quem é que vai babar com um video de uma mulher feia recitando uma poesia rapaz? Vira homem!! Que homem nesse mundo que fala "sublime"?

    Vá para as cataratas do Iguaçu que você vai babar! Muito melhor do que um video de 3 minutos que custou para os cofres publicos 1,3 milhão." me lembram uma sala de aula onde o cara que faz piada é popular e o cara que estuda é um idiota.

    Só pra constar, eu não conheço a obra da Bethania, minha praia fica no lado escuro da lua.

  143. Casimiro

    Me desculpem, mas para mim a comparação com longa-metragem é fatal.

    365 vídeos de 1 minuto somam 6 horas de produção audiovisual. Qualquer longa-metragem de 1 milhão de reais é considerado de baixo orçamento. Mesmo desconsiderando o custo com cópias, uma equipe reduzida, uma produção enxuta, acho que 1,3 milhão não é um valor escandaloso.

    Muito mais ostensivo é um curta-metragem que vai ser assistido por mil pessoas custar R$ 500 mil, o que já aconteceu recentemente.

    Isso sem falar no impacto sócio-cultural de disponibilizar todos esses vídeo para toda sociedade, muito maior do que qualquer um dos 50 filmes que se lança no Brasil por ano (realmente acho que o vlog poderá ter mais do que 10 milhões de visualizações em um ano, ainda mais depois da polêmica)

    Sobre o valor que a "Bethânia" irá receber não posso dizer nada só conhecendo esse orçamento resumido. R$ 600 mil de fato é muito, mas não sei se isso iria ser concentrado para ela.

  144. Pablo

    Opa, opa, mais devagar: agora eu tenho que defender o Furtado. Ele não "embolsou boladas públicas para suas produções". Os orçamentos dos excelentes filmes do Jorge não tinham absolutamente nada de excessivos ou absurdos. Ao contrário: custaram bem menos do que poderiam custar nas mãos de outros realizadores.

  145. AHam

    Mas cara pensa bem, com diz o documento ali, sair da miséria significa ganhar mais de 125 reais por mês. Isso não é merito nenhum. Isso na verdade mascara totalmente a realidade. Uma pessoa que ganham 128 reais por mês é menos pobre que uma que ganha 120? É a mesma coisa. É como o Tiago ai disse. O IBGE diz que 14 milhões sairam da probreza porque 1 real a mais faz diferença na definição de pobreza. Mas na realidade todas essas pessoas continuam miseráveis.

    E é um engano pensar que um país rico é um país sem pobreza. Porque quando todos os 190 milhões de brasileiros ganharem acima de, sei lá, 300 reais, vão considerar que o país não é mais pobre. Errado.

    Um país rico é onde as pessoas tem saúde de qualidade, políticos decentes, segurança publica eficaz, educação de primeirissimo nível e acesso à tecnolia de ponta por parte de todos.

    A mesma coisa acontece com o emprego. Criaram 11 milhões de empregos? Sim, mas a grande parte são sub empregos de telemarketing, pedreiros e outros que pagam super mau. Merito seriam empregos de valor agregado que permitissem as pessoas viverem por conta própria.

  146. AHam

    Edição e finalização de um video de 3 minutos, linear, com uma pessoa apenas lendo demora meses??? Qualquer estagiário edita e adiciona legendas em um video assim no After Effects em 2 horas. E com certeza eles vão fazer isso, pagar um estagiário com salário de R$500 pra editar tudo.

    Veja o caso do Pablo, ele faz os videos dele com ótima qualidade, uma câmera nem tão cara para os padrões e tenho certeza que sem muita dificuldade. E ele nem é do ramo de edição de vídeo. Deve ter sido auto didata.

    Não venha valorizar uma mão de obra que graças à internet hoje é simples de fazer.

  147. AHam

    E a Betania, ja cheia dos milhões, quer aumentar mais ainda sua fortuna, mascarando seus projetos como de cunho social.

    E doar 20 bilhões dói mais no bolso do que deixar de ganhar 600 mil por um trabalho fácil.

  148. Rodrigo Colpo

    Os vídeos não terão [b]"de 3-5 minutos"[/b]. No projeto está "nenhum vídeo terá mais que 3 minutos de duração". Na Folha está "veiculação de vídeos diários de 1 minuto".

    Por isso, acredito que [b]o correto seria "de 1-3 minutos"[/b]

  149. Ivan Amaral

    Bom, eu gosto de ver Bethânia declamar poemas, há vários filmados de shows que se encontram no YouTube. Mas estes vídeos do vlog serão dirigidos por Andrucha Waddington, o que já implica (imagino eu) em algo a mais na produção e na proposta estética, ou seja, tem aí também um valor autoral pela criação dos vídeos, serão algo além do que os vídeos do YouTube.

    A questão que coloco, e também como estudante de cinema é em relação a quantidade mesmo. Acho que 365 vídeos é muita coisa para se fazer algo diferenciado, manter uma proposta, trabalhar com os poemas. Porque se a proposta não fosse essa nem necessitariam da Lei Rouanet.O objetivo da Lei Rouanet não é contemplar "o artista" e sim "o projeto". É isso que entendo que está em questão, e por isso que também critico o exagero, como nos fez entender a visão de Jorge Furtado, de que devemos algo à Maria Bethânia… De fato, o que não dá pra compreender é o projeto.

  150. flavia rosa borges

    o teto para captação não seria um percentual do valor do projeto?

  151. Eu!

    Eu não li essa merda!
    Para achar qualquer coisa que venha da cabelo de vassoura ‘sublime’ é alguém digno de dó, pois ou se trata de um completo imbecil ou alguém que não tem o mínimo de noção de senso de valor cultural, coisa que Maria Bethânia não tem nem de longe.
    Ela vai ler poesias provavelmente escritas por maconheiros ou escritores medíocres, coisas sem sentido algum, onde pessoas dirão depois de assitir: oh que profundo! – mas sem entenderem porra nenhuma.
    Enquanto isso músicos de nossas filarmônicas e professores de todas as áreas são pessimamente remunerados, nossa ‘sublime’ (e isso é que é ser sublime) natureza é devastada diante dos olhos do governo, obras como a Usina do Belo Monte, onde o impacto ambiental seria desastroso tem o aval do governo, entre outras coisas mais que merecem muito mais investimento que uma horrorosa super valorizada para ‘falar baboseiras nonsense’ em que NADA irá acrescentar em cultura ao povo.
    Inclusive que, com a educação do jeito que está e o Brasil ‘emburrencendo’ cada dia mais, quem vai entender do que se trata uma poesia? Quem vai saber distinguir o que é uma verdadeira e bela poesia e o que são palavras soltas ao vento de uma elite artística drogada e decadente como a do Brasil? Que ela cite até Guimarães Rosa ao vez de poetas medíocres, o povo não absorverá e mesmo que absorvesse, os professores fariam muito melhor esse trabalho em sala de aula, onde o dinheiro público deveria estar sendo aplicado em PRIMEIRO LUGAR!
    E só pra fechar, vc passou a impressão de ser nada mais nada a menos que um ‘joquei de jibóia um tantao quanto imbecil’!

  152. haroldo oliveira

    Extremamente elucidativas as colocações aqui enumeradas. Parabéns Pablo pela aula de produção, ética e matemática.
    Abraços.

  153. AHam

    Agora vem aquela pergunta. A pessoa que não gosta de poesia vai gostar de Maria Betania?

    Como querem atrair pessoas para o mundo da poesia usando uma figura totalmente contraria ao perfil dos leigos?

    A pessoa que é aversa à poesia pouco ta se fudeno pra maria betania, e nem sabem quem ela é. Mais um motivo pra não justificar a figura dela como força principal do projeto.

  154. William

    Gosto de poesia, mas não creio que Bethânia venha a fazer um bom trabalho. Pelo que conheço de sua obra, não consigo imaginar como poderia nos oferecer um projeto competente e de validade literária. Posso estar errado, mas é o mais plausível. Hoje em dia, "poesia" é apenas um nome, e basta incluir a palavra "cultura" para certificar que algo venha a ser bom. Minha opinião é que se trata de uma grande enfermidade de espectativas, que se entrega plenamente a presunções e renega tudo que há de inteligente por trás de tais palavras. Ora, não há a menor dúvida de que a "poesia" é um grande disparate, quando depreendida de tal forma. Não passa de um nome, e os nomes que disso não passam estão fadados a recair sobre a mesma crise da razão que nos obstrui a óptica do pensamento. Em um universo onde tudo tende a ser a mesma coisa, de que vale a literatura?

  155. William

    enfermidade de perspectivas*

  156. Alvaro Nascimento

    Parabéns Pablo! Disseste tudo que gostaria de dizer e não tive tempo, paciência e competência para escrever. Assim como tu, continuo fã do Furtado (e da Bethânia também) mas a admiração incondicional também se quebrou.

  157. Grilo D

    Olá, AHam,
    Sim, isto é mérito. Antes, esses milhões todos não tinham acesso nem aos tais R$125/mês, e pouquíssimas chances de tê-lo. Se eles não ganhavam R$125, não quer dizer que ganhavam R$120. Podia ser R$100, ou R$10, sei lá. É muito simplista achar que a saída da miséria se deu por um real, ou cinco…
    O sentido de "um país rico é um país sem pobreza" é uma mudança importante no conceito de governo. Antes, o Brasil lutava só para aumentar o PIB e controlar alguns indicadores. Hoje, se dá valor ao crescimento que chega nas pessoas que realmente precisam. Se todos ganharem acima de R$300 reais, o Brasil não será rico, mas deixará de ser miserável, o que é um avanço. Por outro lado, se o PIB per capita fosse de R$3000/mês, mas metade da população não chegasse aos R$300, o Brasil seria uma tragédia.
    Saúde, segurança, educação, etc., são realmente os ingredientes de um país rico. Mas saímos de uma condição em que uma boa parcela dos brasileiros nem comia, o que impedia que ao menos sonhássemos com todo o resto. Agora podemos começar a investir.
    14 milhões de empregos de baixa renda tiraram 14 milhões de famílias de uma situação de penúria, abriram portas para estas famílias (que, alimentadas, podem estudar e trabalhar) e, certamente, movimentam a economia pra quem já tem um bom emprego. Claro que também precisamos de empregos de alta qualificação, mas a prioridade é quem tem fome.
    Claro que o governo Lula não foi perfeito, e nenhum foi, e nenhum será. Mas é importante notar os avanços reais que aconteceram. Estamos longe, mas estamos indo.
    Abraços,
    Grilo D

  158. Grilo D

    Olá, Igor,
    Sim, o PIB dos EUA é muito maior que o nosso. Mas as dívidas deles estão caminhando para 100% do PIB, com previsão de praticamente duplicar isso na próxima década, enquanto as nossas caíram para menos de 50%, e provavelmente continuarão caindo. Isso pesa.
    Concordo sobre o atraso científico e tecnológico, e acho mais importante ainda o atraso social, incluindo educação, outros serviços públicos essenciais e distribuição de renda. Apenas acho que estamos melhorando.
    Todos sabemos que os problemas brasileiros levarão décadas para serem resolvidos, se forem. Então, se tivemos avanços em 8 anos, reconheçamos. E cobremos por mais avanços.
    Abraços,
    Grilo D

  159. André Gommes

    Pablo,
    parabéns! Apenas uma correção:o Jorge Furtado já falou muita besteira, e uma em especial que mostrou estar comprometido (no mau sentido) com certos partidarismos. Na coluna "Dez falsos motivos para não votar na Dilma" – e obviamente sem retomar a discussão das eleições de 2010 – ele escreveu o seguinte absurdo: "Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara." Não sei se isto é apenas um dogmatismo, mas me cheira, no mínimo, a distorção dos fatos a qualquer custo.
    abraço
    André

  160. Grilo D

    Olá, Rob,
    A Folha é umbilicamente ligada aos interesses tucanos. Houve sim a denúncia do esquema do Paulo Preto, mas poupou a turma de Serra de vários outros vexames (gestão das águas, educação, perseguição a jornalistas…). Já contra Dilma e Lula, publicava até boatos como verdadeiros (ficha policial, menino do MEP e outros). Isso é parcialidade explícita. E ocultar fatos, enquanto publica informações de fontes duvidosas sem questionamento, é mau caratismo mesmo.
    Abraços,
    Grilo D

  161. Dino Cantelli

    Ótimo post. Não compactuo da sua visão política de esquerda, mas o post é excelente. A "farra artística" tem de acabar.

  162. Raul

    Clara,
    o fato do blog ser na internet (distribuição digital, a grosso termo) não inviabiliza a distribuição física.

    Forte abs,
    Raul

  163. ana

    Gostei do texto, agora estou por dentro do assunto Bethânia…amo poesia, mas não acredito q seja necessário um projeto tão caro para fazer com q a população passe a gostar/conhecer dessa arte. Tb não acredito q a maioria da população vá ter acesso a esses vídeos. Concordo "A ‘farra artística’ tem de acabar. "

  164. Guilherme

    Eu vivo em um mundo onde pessoas mais e menos conhecidas recebem muito mais do que isso por minuto de vídeo.

    E o projeto só existe pq ela é a Maria Bethânia. Além disso, a o Minc autorização a captação dessa grana. Se as empresas acharem que não vale, não irão pagar.

    Essa celeuma toda é pq tem muita gente que achou que o Minc daria 1.300.000 pra Bethânia escrever meia dúzia de palavras, ficaram revoltados e, antes de analisar a questão, saíram xingando. Agora, ao invés de pedirem desculpas pela reação desproporcional, se agarram a esse texto do Pablo como ÚNICO argumento.

    O texto do Pablo é um dos pouquíssimos que criticam a cantora de forma mais racional. Mas mesmo assim, eu discordo, pois como disse acima, acho o valor justo.

  165. Guilherme

    haahahah

    esse é só o teu gosto, amigo

    tem muita, mas muita gente, que gosta de poesia e da Bethânia. Pq outras tb não podem gostar…

    e pra quem tá reclamando, só uma lembrança. Com certeza, vcs foram em muitos shows públicos, bancados pelo governo, e acharam ótimo. E mesmo eu não gostando dos artistas, posso ter contribuído com meus impostos e não reclamei…

  166. hugo

    Diogo, por favor, se defina !

  167. ds

    Pode ser o projeto que for, mais de 1 milhão pra um projeto só já demais… O brazil está cheio de artistas bons e ainda assim cheios de merda.

  168. Paula Izabela

    Pablo, gostei do texto e achei os comentários válidos p não deixarmos o tema cair no esquecimento – como é típico no Brasil.
    Irei utilizar o link da sua postagem na minha sobre o mesmo tema:
    http://paulaizabela.blogspot.com/2011/03/e-o-palhaco-quem-e.html
    Se não permitir, me avise q retiro.
    Abraços!

  169. Rose

    Muito boa analise mesmo, dá clareza ao produto cultural "blog", mas o MinC falha feio quando não considera o alcance popular de tais obras … qdo se fala em em internet, aposto que os numeros de alcance mostrados no projeto foram enormes, o que na verdade se limita bastante qdo se fala de um vlog de poesia, somente amantes de poesia (nicho) irao se beneficiar dos 365 videos, o que daí nao justifica os 1,3mi. Tbm nao justifica 600mil de "cache publico" para tal job da dona bethania!

  170. Arnaldo

    Conversa chata da porra

  171. Pedro

    na primeira linha da 3a página aparece: "Direção artística, pesquisa e seleção de textos e atuação em vídeos: Maria Bethânia".

    na planilha, na página 6, na rubrica 19, aparece: "Direção Artística … 600.000"

    mais os 100 mil de captação, fica 700 mil reais de remuneração em um projeto de 1.8 milhão.

    só espero que o corte que o MinC aplicou (de 500 mil, descendo de 1.8 para 1.3 mi) tenha sido nessas rubricas. aí fica bom.

  172. Radiocaos

    Querida Maria Bethânia,
    Estamos escrevendo para oferecer ajuda em seu projeto
    "O mundo precisa de Poesia" recentemente aprovado pelo MINC,
    para captar 1.3 Milhões e fazer um Blog com uma declamação de poesia por dia durante um ano.
    Sinceramente gostamos de todas as iniciativas que façam da poesia algo mais presente na vida das pessoas, achamos inclusive que a internet é uma excelente ferramenta para isso, tanto que fazemos isso a mais de 12 anos, gerando material e tornando disponível gratuitamente via rádio e internet.
    Dividindo os 1.3 Milhões pelos 365 dias do ano descobrimos que cada um dos poemas vai custar pouco mais de 3.500 reais.
    Então aí vai a boa notícia:
    Dá para fazer muito mais barato!!
    Veja a senhora, nós fizemos 222( duzentos e vinte e dois) vídeos com declamações de poemas (alguns são de música) com ZERO de recursos incentivados e gastando uma ínfima parte deste montante que a senhora conseguiu via renúncia fiscal, 80 vezes menos!!
    A senhora pode ver neste endereço http://WWW.youtube.com/bigradiocaos .
    Se a senhora quiser podemos, despretensiosamente, dar umas dicas de como fazer, ….é fácil fácil, até a senhora vai conseguir.
    Assim a senhora poderia deixar este milhão e trezentos em incentivos para quem realmente precisa para produzir arte e cultura no Brasil.
    Afinal, “O mundo precisa de poesia”, mas também precisa de vergonha na cara, né?
    Muito cordialmente
    Programa Radiocaos
    http://WWW.radiocaos.com.br

  173. Augusto

    quando eu li o projeto também fiquei surpreso com isso.

  174. Erik

    Triste é pensar que por ter dito algo que nunca ficou provado o grande Simonal teve sua brilhante carreira interrompida. Eram tempos de censura e coisas por baixo dos panos. Hoje em dia em que as coisas são as claras e pode-se provar por A+B aquilo que pode ser considerado um real "desvio de conduta", nada acontece e tudo provavelmente será esquecido em algumas semanas e ano que vem essas mesmas pessoas cometerão as mesmas coisas. Triste também é sentir o "tapa na cara" que é o silêncio de Bethânia nesse caso. O silêncio tem gosto amargo para nós pois só prova que a pessoa tem algo a esconder porque quando sabemos que estamos certos sobre alguma coisa nós procuramos argumentar, gritar e tentar provar nosso ponto de vista. O silêncio de Bethânia me lembra do depoimento mudo daquele publicitário (Duda Mendonça?) na CPI há anos. Todo o povo brasileiro ficou com aquele gosto amargo na boca de descaso e impunidade.

  175. Thiago Padoan

    Cortar é uma coisa, editar é outra totalmente diferente. O que internet fez foi trazer popularizar o softwares de edição. O que se faz hoje em dia é cortar, ninguém edita. Editar envolve planejamento e capacidade, envolve roteiro, perceção, rítmo entre outras coisas. Esse é um grande problema no Brasil, ninguém valoriza o bom editor. Não sei se você leu meu comentário todo, eu disse claramente que não estava defendendo, estava apenas colocando meu ponto de vista como profissional da área.

    P.S. After Effects não é software de edição, serve para animação e finalização de vídeo.

  176. Thiago Padoan

    Só pra constar, o trabalho de edição é tão complexo que o roteiro do filme "Tropa de Elite" foi alterado porque o editor constatou que a história não funcionaria do jeito que estava. Então gravaram o Nascimento narrando o filme e o filme funcionou. Isso é editar e dá muito mais trabalho do que se imagina.

  177. Edilson Ferreira

    INdependente do comentario da folha de SP, eh uma palhaçada esse gasto seja do artista A, B ou C com dinheiro publico tem muitos produtores que consegue fazer tudo isso por muito menos, basta savber usar tecnologia. E como so tem a Bethânia recitando poemas basta filmar em tela verde e depois sobrepor a imagem qualquer software de producao de video faz isso. Gastar toda esta verba com um artista somente, para mim, eh roubo, apropriacao indébita do dinheiro público. A cantora simplesmente caiu no meu conceito que jah nao era muito grande. Deixemos ela vir a mida explicar tudo isso se é que ela tem como explicar tanto dinheiro para um simples recitar de poemas. Algo que nao vai ter tantos ouvintes assim. Afinal de contas depois do 5 poema vai encher o saco.

  178. alexandre Toro

    Metemos o pau o tempo todo, no universo politico administrativo no Brasil, mas somos
    constituidos da mesma materia, temos o mesmo DNA, a corrupção, a falta de ética,
    de integridade,o embotamento junto ao viceral desejo de se dar bem, permeia a população brasileira como um todo (claro que existe uma infima parcela que se pode considerar exceção), porem a norma, a regra, é a validação, a cada momento, da lei de Gerson. Vemos aqui a franca decadencia de alguem que ja teve um espaço importante na cultura brasileira, MAIS UM MOTIVO DE VERGONHA NACIONAL!
    Vamos la, PRA FRENTE BRASIL! Continuemos despencando abismo abaixo!
    Meu caro, muito obrigado pelo texto consciente e esclarecedor!
    Grande abraço

  179. glauber guimarães

    o caso bethania é mais um entre muitos. mas foquemos nele. pra mim, a coisa é simples:

    se bethania pra fazer um tipo de blog com videos, recitando [diga-se anacarolinizando] poesias, precisa de 600.000 [diretor artistico, no projeto], ela não nos serve. que continue a fazer shows e discos e passar bem. ou arranje o dinheiro através da iniciativa privada com o mesmo prestígio que faz com que ela tenha esse projeto aprovado pelo governo.

    agora imagine: é bethania, daniel filho, flora gil e outros…vai somando. é 1 milhao e meio pra cá, 2 milhoes pra lá, 5 milhoes pra cá e assim por diante. se soma tudo isso, olha quanto incentivo [dinheiro público] está sendo destinado para quem já tem fama, grana, história etc. e nosotros…

    ainda por cima, qual a grande ideia por tras desse blog? nenhuma. é exatamente o que bethania faz desde os 70s e já fez em um de seus dvds. quer dizer, mais 365 videos de bethania fazendo aquela mesma coisa.

    outra: precisamos de 365 videos com ela recitando, que nos custarão mais de 1 milhao? não! passamos muito bem sem isso. façamos filmes, peças de teatro, discos, livros…a sociedade tem o direito de dizer: bethania, isto não nos interessa. nao a esse preço. volta pra sua carreira convencional. dispensamos seu “altruístico apoio” à poesia mundial.

    e outra: dá 5% desse dinheiro + um laptop e uma webcam pro ferreira gullar. custaria muito menos e faria muito mais pela poesia mundial.

    é um disparate que artistas em início de carreira, poetas em dificuldade para editar suas obras, excluídos digitais [só exemplos] ajudem a pagar a conta de projetos como este. beira o cinismo. nada disso aqui precisaria ser dito se o projeto fosse mais justo, mais realista, menos anacrônico e estapafúrdio.

    precisamos discutir não apenas as leis de incentivo, mas a cultura como um todo. chega de saudade.

  180. Rogerio

    "Amigos, cuidado com o ufanismo desmedido. Mesmo com nosso crescimento econômico e com a América do Norte em Crise, a economia (pib) dos EUA é ainda CATORZE VEZES E MEIA MAIOR DO QUE A NOSSA. Ou seja, com pouca coisa mais de gente, aquele país produz praticamente quinze vezes mais riqueza, POR ANO, mais do que o Brasil."

    Vc acha que esse pais (USA) produz quinze vezes mais do que o Brasil? Produz?!! PRODUZ?! O que esse pais faz e ROUBA 15 vezes mais do que o Brasil por ano. Invade, mata, viola, estupra, saquéia, extorsiona, para poder roubar o que precissa. Nossa! Ainda assim so eeuu tem 60 milhões de pobres, POBRES que ganham menos do que o salario minimo (9 dolares por hora). Depois tem uma classe meia baixa que trabalha duro e vive com o dinheiro justo. Vai num McDonalds ou qualquer outro lugar de comida lixo e fale com quem trabalha lá, aí vc vai ver pobres, não tem asistencia medica, não tem carro, vc devería se ligar um pouquinho na realidade, se liga na radio npr (National Public Radio) e ouve como os pobres vivem nos eeuu, sumidos em comunidades carentes, com droga, criminalidade, falta de cultura e cheios de ignorancia premeditada. Um mínimo da populacao americana vive bem. A grande maioría não tem asistencia médica. Comparar o Brasil com os eeuu e uma vergonha, é denigrante e perverso para o Brasil. Brasil tem suas enormes falhas ainda, mais va por um caminho MUITO bom para a MAIORÍA da populacao. Vamo lá, Brasil. Continua assim.

  181. draupadi

    Pablo, para além de discutir os absurdos que povoam a aprovação deste projeto (discussão importante e oportuna), é imprescindível ampliar a abordagem e fazê-la chegar à discussão do Procultura, texto de lei que propõe a reforma da caduca Rouanet. O texto já foi aprovado pela câmara e aguarda votação no plenário.
    Devemos aproveitar este momento polêmico para subirmos um degrau na discussão sobre as políticas públicas para a cultura no Brasil…
    segue o texto: http://migre.me/44GVO

    p.s.: não vi o projeto todo, mas me lembro q qdo fui inscrever um projeto na Rouanet, tive de enviar um documento escrito a próprio punho declarando o seguinte:
    Art. 16. O proponente será remunerado com recursos decorrentes de renúncia fiscal, desde que preste serviços ao projeto, discriminados no orçamento analítico previsto no art. 8º desta Instrução Normativa, com custo limitado a 10% do total aprovado, até o teto de R$ 100.000,00 (cem mil reais).

    A Bethania era a proponente?

    abraços!

  182. sandro

    Muito interessante sua análise! O problema não é financiar a Bethânia, mas não financiar os artisas fora do circuito. Por que ela não cobra pelas visitas ao conteúdo e tira seus milhões daí? acho que ela iria ganhar mais e se queimaria menos. o estado é uma teta suculenta para uns e um osso para outros!

  183. brunofmpl

    É, você tem razão, nossa educação está em péssimo estado. E seu comentário, que tem a profundidade de um pires, é um ótimo exemplo.

    Me diga, quando você lê (só) a capa de um jornalão qualquer (provavelmente a Folha e se for mineiro é com certeza o Estado de Minas), antes de ir para o caderno de Esportes ou, porque trata-se de um erudito que sabe o que é uma Filarmônica, caderno de cultura, você se sente orgulhoso?

  184. Silvio

    A análise é muito boa, mas incorre no mesmo erro, que todos estão cometendo, de apontar somente Maria Bethania. Há uma produtora por trás do projeto, que muito possivelmente usou o prestígio da cantora aprovar o projeto junto ao Minc. Além do mais, dificilmente o projeto conseguiria captar 1,3 milhão. Agora principalmente, depois dessa polêmica toda.

  185. Ronaldo Faria Lima

    Excelente artigo. Bem articulado, bem fundamentado.

  186. Samuel Velasco

    Pablo, excelente post! O projeto se propõe como a fina flor da internet e na própria internet encontra cobranças por accountability, nada mais justo, mais poético!! Será que este projeto sobreviverá à crítica dura da internet? Duvido muito.
    Recomendei seu post no http://www.viomundo.com.br. Grande abraço!

  187. Gustavo

    Pior que eu vi que era mesmo, pior que hoje eu fui entrar pra gerar um pdf do whois pra se assegurar dos dados e os dados foram apagados, ou omitidos. Espero que alguem tenha salvo a consulta no whois.

  188. Refrator de Curvelo

    Nota;

    Não é Bethânia que está em questão. É o fato de que, por ser Bethânia ela poder ser recebida como algo além de uma cidadã ordinária. O projeto, quanto sua redação, é uma piada, assim como a discriminação e a justificação dos gastos – até porquê, não há. O primeiro quesito técnico de avaliação é a redação que permite que se entenda como o projeto deve ser segundo seus próprios termos. No caso, a única coisa possível de abstrair é que o projeto é demasiado caro sem nenhuma justificativa que não seja "Bethânia", que para fins de benefício da lei é só mais uma cidadã que, após avaliação, voltaria a ser "Bethânia". Ao valer do projeto, "Bethânia" precisa fazer um curso de redação e produção cultural, até mesmo pra não terminar de jogar a Bethânia, sem aspas no lixo.

    (mas penso já ser um tanto tarde para tal.)

    Gosto de ler, contudo quem pensa que pessoas lindas (sic) e famosas devem ter privilégios devido à contribuição, já dada para a arte. É do tipo de gente que confunde "Oscar pelo conjunto da obra" com cidadania e que, por isso é irremediavelmente daninha a qualquer esforço de ampliação de uma república democrática. Até porque, a vida pública vive muito mais do próximo ato que da história de Atenas – que teve lá suas mulheres, só para citar outro suspeito nessa nebulosa ministerial.

    (e se não entendeu sobre o quê estou falando, vá lá ler seu suplemento cultural, onde você pensa que vive a "cultura")

  189. Refrator de Curvelo

    Ah, um abraço pro Hermano Vianna que violou todos os princípios que ele mesmou divulgou serem próprios da "cultura digital": barata e radiculada.

  190. Marfiza

    Caro Robert,
    Já que eu mesma fugi do tema do post e citei o CNDA, vamos lá!
    Não estou enganada, estive envolvida nos esforços do Juca. Até tirei uma foto pra meu álbum de recordações, rsrs. Não desmerecendo os ‘esforços’ anteriormente feitos, convenhamos que já faz tempo demais que Collor foi presidente. O problema é que no Brasil se leva tempo demais pra dar solução a problemas sérios e no final das contas, prevalece o que for aprovado de acordo com interesses do grupo que estiver no poder.
    Eu leio, pesquiso e averiguo, obrigada! Não sou tão informada quanto gostaria porquê minha sobrevivência demanda muito tempo de trabalho diário e o esquema do mercado fonográfico não foi criado pra ser claro, como tudo o mais no sistema. Lido com mercado fonográfico por isso não estendo a discussão pra além dessa fronteira. Maioria dos artistas/autores envolvidos não sabe como funciona o direto autoral no país, não faz idéia de como funciona e o quê regula o ECAD, as Sociedades arrecadadoras, as editoras, as gravadoras, as rádios e TVs. O sistema foi criado para nos manter de fora. Pra quantificar de acordo com minha experiência, diria que 80% ou mais, dos compositores/autores do Brasil nem desconfia o que seja CNDA, ISRC, OMB, ECAD, ABMI e correlatos. Todo mundo sabe o que é Jabá e propina. Descrença e impotência! Minha energia para o debate sendo sugada dia a dia pelo sistema. C’est la vie!

  191. Cris

    o próprio Jorge Furtado já reviu sua posição. Mas ao contrário do que ele diz aí acima (é só ler o texto dele), sugere sim que o dinheiro que será/seria utilizado não é do governo. Depois ele tentou dizer que não foi bem assim, mas está lá.
    O texto do Pablo foi o melhor de vários que li até agora. Gosto de poesia, acho que a Bethania tem um bom trabalho nessa área, mas o projeto do blog está cheio de "estranhezas" – incluindo alguns sobrenomes indiretamente envolvidos.
    E ao final, alguns nomes – dos poucos que eu ainda respeitava – foram para a lama.

  192. Cesar

    João, para qual empresa de captação você trabalha? Quer apoiar um projeto de um livro meu?

  193. Cesar

    João, eu tenho uns trinta artigos publicados no exterior, tenho livro publicado na Inglaterra, mas não consigo apoio para um mísero livro de 15.000 reais aqui no Brasil.

    Quer me ajudar com isso?

  194. Maurício Ribeiro

    João Papa, acho que vc não entendeu bem o espírito da coisa.
    Os 100 mil não são pra empresa proponente, são pra empresa captadora. É a empresa ou pessoa física que fará a intermediação entre o proponente do projeto e os potenciais patrocinadores. Para este "lobby", esta empresa/pessoa pode receber até 10% do valor total do projeto, limitados a 100 mil reais por projeto.

  195. Maurício Ribeiro

    Perdoe-me tb, eu postei meu comentário e na continuidade do texto vi sua retratação.
    :-)

  196. Gigopepo

    Me desculpa, eu tenho só 10 anos.

  197. Felipe Dias de Miranda

    Não me arvorei em nenhum momento dessa pretensão de "decidir o que é válido ou não".

  198. oswaldo oleari

    Pessoas que formatam projetos aqui em Vitória, Espírito Santo, cobram 5%, mas pessoalmente, eu, que estou trabalhando com duas pessoas da área, acho pouco se o projeto é de menor investimento, como são os casos de alguns segmentos para editais da secretaria etadual de cultura do ES e de algumas prefeituras.

    Oswaldo Oleari

  199. Rob

    Esse vídeo é o melhor sobre esse tema:

    http://www.youtube.com/watch?v=r40bv-4sINA

  200. AHam

    Olha pro seu comentário rapaz!! Um cara como você não merece respeito.

  201. AHam

    Não estou dizendo que o trabalho de edição não tem valor.

    Mas sejamos francos, estagiários de comunicação no Brasil inteiro fazem o trabalho que profissionais deveriam fazer. Não importa se usam After, Premiere ou outro qualquer.

    Além dos profissionais de audio e vídeo serem mau pagos, ainda são substituidos por estagiários que vao usar o After para recortar as trilhas do vídeo e separa-los em 365.

  202. Andre

    Cabe lembrar que João Brasil trabalha no limite da legalidade, pois nenhuma das músicas utilizadas em suas colagens, ou mash-ups traz menção aos reais autores.

  203. maycon mazzo

    alguém visita o blog? ¬¬

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