Os malefícios da dublagem

(Por alguma razão misteriosa, o post original parou de funcionar. Então aqui vai o texto novamente.)

(Update: Quando estou errado, estou errado. Não há como discutir. Depois de algumas horas desde a publicação deste post, percebi que a principal objeção feita a ele pelos poucos que discordam diz respeito não aos argumentos que apresentei, mas ao tom que empreguei. Classificar como “medíocres”, “ignorantes”, etc, aqueles que gostam de dublagem acabou afastando pessoas que, de outra maneira, poderiam avaliar os argumentos pelo que são, não pela raiva pontual com que os defendi. E querem saber? Estas pessoas estão corretas. Meu tom agressivo em nada ajuda os pontos que estou tentando estabelecer, além de ser desnecessário e, em última análise, infantil. Assim sendo, desculpo-me pela adjetivação excessiva e pelas hipérboles atiradas aqui e ali e peço que se concentrem nos argumentos, não na intolerância e radicalismo que exibi em determinados pontos.)

 

Na última sexta-feira, O Planeta dos Macacos: A Origem chegou aos cinemas brasileiros com um anúncio preocupante feito pela Fox: o filme seria lançado com mais cópias dubladas do que legendadas em nossas salas. Reparem que estamos falando de um longa com classificação indicativa “12 anos” e que, portanto, esta decisão nada tem a ver com o conceito de torná-lo “acessível” aos espectadores mais jovens. Não, a ideia era atender a um público adulto que rechaça legendas – não por problemas físicos (falarei disto adiante), mas por simples preguiça de ler. Sim, os defensores da dublagem usam argumentos dos mais diversos (que contestarei abaixo), mas, no fundo, a questão é uma só: preferem a comodidade de assistir a um filme que não os obrigue a praticar o que aprenderam na alfabetização. Afinal, se já fugiram das bibliotecas, por que deveriam ser encurralados por letras nas salas de cinema?

Obviamente que os dublófilos não assumem isto, mas, pessoalmente, jamais encontrei alguém que tivesse o hábito da leitura e reclamasse de legendas. Assim, perceber que são estes espectadores medíocres e preguiçosos que estão sendo levados em consideração pelas distribuidoras, passando a moldar a experiência cinematográfica de todos aqueles que de fato amam esta Arte, é algo que me revolta absurdamente. Especialmente quando observo que, em sua defesa, apresentam os mais estapafúrdios argumentos – e antes de explicar por que a dublagem é nociva aos filmes, irei me deter nas “defesas” apresentadas por este contingente pró-mutilação.

1) E quem não sabe ler? Não tem direito de ir ao cinema? 

Além de estúpido, este é  um argumento repleto de cinismo, usando a população analfabeta do país como desculpa para defender sua própria preguiça de ler. Aqui a questão é simples: seja por questões culturais, sociais ou simplesmente econômicas (quem não sabe ler geralmente não tem o melhor dos salários), arrisco-me a dizer que menos de 0,01% daqueles que vão às salas de cinema são analfabetos. Justificar a necessidade de dublagem em filmes exibidos nas telonas através do argumento da “acessibilidade” é uma besteira – e mesmo que um grupo significativo de iletrados tivesse o hábito de conferir os lançamentos da semana, isto não justificaria a desproporcionalidade crescente entre cópias dubladas e legendadas.

O fato é que pessoas sem educação formal têm acesso aos filmes normalmente pela TV aberta – onde 100% das produções são dubladas. Assim, é justo dizer que esta parcela da população já está sendo mais do que atendida – especialmente considerando que praticamente todos os lançamentos em DVD já vêm com a opção da dublagem (e a palavra-chave aqui é “opção”). Considerando que estas são as formas economicamente mais acessíveis de se assistir a filmes de todas as épocas, gêneros e países, é incontestável que a população analfabeta (seja este analfabetismo real ou funcional) não está sendo excluída do acesso à Sétima Arte – e eu, como amante do Cinema, jamais defenderia que isto ocorresse.

2) E os deficientes visuais? Não podem ir ao cinema?

Claro que podem. Mas, novamente, não creio ser justo que uma minoria absoluta seja responsável por moldar a maneira com que a maioria irá experimentar os filmes. Além disso, há duas questões complexas relacionadas ao tema: em primeiro lugar, há o fato óbvio de que Cinema é uma mídia visual. Há ótimos projetos de áudio-descrição em vigor, mas estes envolvem salas específicas em sessões específicas – exatamente como deveriam ser. Sim, ainda têm pouco alcance, apoio e divulgação, mas a saída não é a  dublagem - ao contrário, já que esta não resolve a questão fundamental de explicar ao espectador cego o que está ocorrendo na tela. Neste sentido, aliás, a simples dublagem é um obstáculo para os deficientes visuais, já que as distribuidoras podem alegar que já atendem a esta comunidade através do áudio em português, deixando de investir na produção de trilhas de áudio-descrição. 

Há, também, o fato de que a experiência de ir ao Cinema é única justamente em função do mergulho sensorial oferecido pela sala – e, neste, o mais importante reside justamente no tamanho da tela e da imagem. Ora, para o deficiente visual, este é um fator nulo por definição, o que torna curiosa a insistência daqueles que os usam como desculpa para a  dublagem. Por outro lado, os mesmos que defendem ferrenhamente o acesso dos deficientes visuais acabam ignorando sem dó alguma uma outra parcela importante da população: os deficientes auditivos. Na última semana, não por coincidência, recebemos email de uma leitora surda que reclamava justamente da oferta cada vez menor de cópias legendadas que permitiam sua ida às salas de exibição – sendo que, pela própria natureza do Cinema, faz infinitamente mais sentido facilitar o acesso dos deficientes auditivos aos filmes em tela grande do que o dos deficientes visuais. Sim, seria ótimo se todos pudessem ser atendidos – mas, repito, a solução para os deficientes visuais reside não na  dublagem , mas na audio-descrição.

3) Pobrezinhos dos dubladores! Você quer tomar o ganha-pão da categoria? Além disso, temos os melhores dubladores do mundo!

Jamais questionei a competência de nossos dubladores – ao contrário: em várias ocasiões, afirmei que temos, sim, alguns dos melhores profissionais do ramo. Além disso, em vários textos elogiei os trabalhos de figuras como Guilherme Briggs e Garcia Junior, chegando até mesmo a publicar um texto defendendo a reserva de mercado para os profissionais do ramo, que vêm perdendo papéis para “celebridades” de maneira vergonhosa. Porém, por mais que reconheça o talento destes profissionais, há algo que, por melhor que sejam, eles jamais conseguirão contornar: o fato de que a  dublagempor natureza, distorce, deforma e prejudica a obra de arte original – especialmente tratando-se de longas envolvendo atores de carne-e-osso (explicarei as razões a seguir).

Além disso, não se preocupem com os dubladores: o que não falta a eles é trabalho. Séries de tevê, animações (para cinema e televisão) e praticamente todas as produções lançadas em home video contam com suas versões dubladas – e jamais me coloquei contra a opção de que estas trilhas em português façam parte dos discos. Aliás, o que ocorre é justamente o contrário: como um número cada vez maior de projetos vem recebendo versões dubladas, o que ocorre é uma verdadeira enxurrada de trabalhos, obrigando os estúdios de dublagem a se desdobrarem para atender a demanda – o que resulta em uma qualidade cada vez mais duvidosa das trilhas em português.

Aliás, aproveito para reafirmar o cinismo daqueles que defendem a  dublagem  usando a desculpa do “mercado de trabalho dos dubladores”: por que não se manifestam com relação aos salários dos professores? Ou dos médicos da rede pública? Ou dos garis? Vocês realmente acham que convencem alguém com este falso altruísmo? Menos hipocrisia, por favor.

4) As legendas “atrapalham” o filme.

Deixei este “argumento” por último por considerá-lo o mais estúpido de todos. Em primeiro lugar, o óbvio: então as legendas atrapalham a apreciação do filme, mas ouvir uma voz completamente diferente da original e em absoluta falta de sincronia com os movimentos labiais é algo que não incomoda? Mesmo? Há quemrealmente seja capaz de alegar que a legenda seja uma distração maior do que a  dublagem, do que ouvir, sei lá, o Bruce Willis falando com sotaque paulista e dizendo “Pombas!”? 

Sinceramente, eu poderia encerrar por aqui, mas irei além: só se atrapalha com a legenda quem não tem o hábito da leitura. (Antes que alguém cite os deficientes visuais: ler item 2.) Meu filho Luca, que tem apenas oito anos de idade, já vem assistindo a filmes legendados há pelo menos um ano – e com cada vez mais naturalidade e facilidade. Assistiu a Harry Potter 7.2 nada menos do que quatro vezes nos cinemas e, em todas as ocasiões, em sua versão legendada - por opção. Também conferiu desta maneira O Planeta dos Macacos e uma infinidade de outros títulos em DVD e blu-ray – de Quanto Mais Quente Melhor Banzé no Oeste, passando porAssassinato por MorteStar Trek e a série Alien. E riu, sentiu medo e aproveitou cada filme ao máximo, sem se importar com as legendas.

Aos oito anos de idade.

Ora, sou um pai coruja como qualquer outro, mas jamais me atreveria a dizer que Luca tem superpoderes que o tornam mais apto a ler legendas do que espectadores com 15, 20, 30 ou 40 anos de idade. 

O mesmo vale para mim: não apenas leio as legendas como faço anotações durante os filmes – e qualquer um que leia meus textos será obrigado a reconhecer que, concordando ou não com o que escrevi, sou suficientemente capaz de absorver o que está na tela a ponto de citar exemplos específicos de movimentos de câmera, cortes, detalhes de fotografia, gestos de atores e assim por diante. E, sim, leio as legendas mesmo quando domino a língua original (se estiver assistindo a um filme brasileiro com legendas em português, não consigo evitar acompanhá-las).

Assim, quando ouço/leio alguém dizer que as legendas “atrapalham” a compreensão do filme ou a plena “apreciação das imagens”, imediatamente faço uma anotação mental e coloco a pessoa na prateleira daquelas que simplesmente não têm o hábito da leitura e que, por preguiça intelectual, querem obrigar todo o resto da população a abandonar as letras. Quer defender a  dublagem? Ao menos use uma desculpa que não denuncie algo triste sobre seus hábitos culturais.

Repito: oito anos de idade.

No entanto, não sou simplesmente contra dublagem; sou também entusiasmadamente a favor da manutenção da língua original nas produções de cada país. E por algumas razões fundamentais:

1) A qualidade técnica:

Faça um teste: ao assistir a um filme dublado que traga parte do áudio original (numa canção ou através de personagens que conversam numa língua diferente daquela usada pelo protagonista), feche os olhos e preste atenção no som. Percebeu a diferença? Claro que sim. Aliás, você teria percebido mesmo ao manter os olhos abertos, já que a disparidade é gigante. 

Isto se deve a uma questão técnica tão importante para o Cinema que a Academia criou uma categoria especial para premiá-la no Oscar: a da mixagem de som (ou Melhor Som).

Cada filme envolve, em sua pós-produção, um trabalho árduo e extremamente detalhista de combinação das diversas trilhas que trazem os vários elementos sonoros da produção: os diálogos, os ruídos, as trilhas incidentais e instrumentais e até mesmo o som ambiente, do silêncio, de cada set. Esta mixagem requer um estudo delicadissimo do nível preciso de cada faixa em cada segundo de projeção – um trabalho que, nas versões dubladas, tem seu equilíbrio arruinado quando os estúdios brasileiros atiram uma destas faixas fora para substituí-la pela versão em português. 

Não acredita? Então coloque um DVD no seu player e repasse cenas inteiras em suas versões originais e brasileiras; se não perceber a diferença gritante da mixagem em cada uma delas, consulte urgentemente um otorrino.

2) A suspensão da descrença:

Já é suficientemente difícil, para o espectador, aceitar Ryan Reynolds como um patrulheiro espacial que, graças a um anel presenteado por um alienígena moribundo, torna-se capaz de viajar pelo universo e de criar objetos a partir de energia verde enquanto veste um collant digital. No entanto, somos capazes de comprar estes absurdos na maior parte do tempo graças a um contrato psicológico que firmamos com cada filme: o da suspensão da descrença. Basicamente, nos dispomos a aceitar os absurdos atirados em nossa direção a fim de que sejamos capazes de mergulhar na história – mas pedimos, em troca, que as produções mantenham seus artifícios intactos para que nada nos traga de volta à realidade durante a experiência.

E é por isso, por exemplo, que somos imediatamente atirados para fora da narrativa quando vemos oboom (microfone) no alto da tela, já que este é o equivalente de receber um tapa no rosto e ouvir um grito de “Isto é só um filme, idiota!”. (A propósito: em 99% das vezes que isto acontece, o erro é do projecionista; reclame com o gerente da sala para que a janela de projeção seja ajustada corretamente e o boom fique fora de quadro.)

Agora imaginem ouvir Bill Murray abrindo a boca apenas para ouvirmos a voz de Wesley Snipes. Que é a mesma de Will Smith. Que é idêntica à de Kevin Spacey. Que também sai da garganta de Samuel L. Jackson. Que a divide com Danny Glover, Alfred Molina, Ed Harris e Denzel Washington. (No caso, todos dublados por Márcio Simões.) Ou o que dizer da experiência de ouvir Bruce Willis se comunicando com a mesma voz durante anos apenas para, subitamente, descobri-lo com um som completamente diferente a partir de 2006, quando seu dublador oficial (Newton da Matta) faleceu?

Mais: confesso ter mais facilidade em aceitar Schwarzenegger matando 270 pessoas com um único tiro do que ouvi-lo soltando um “Seu filho da mãe!”, um “Ora, bolas!” ou mesmo um “Mermão” carioquíssimo enquanto pratica seu genocídio particular. Isto para não mencionar o fato óbvio de que as palavras que saem de sua boca são completamente destoantes de seus movimentos labiais, ressaltando de maneira inegável a irrealidade do que está ocorrendo na tela. Aliás, este é um “detalhe” (e coloco entre aspas por ser tudo, menos um “detalhe”) tão importante que os animadores dedicam centenas de horas de trabalho cuidadoso à ilustração de cada fonema empregado pelos dubladores de seus personagens – justamente para que, mesmo acompanhando as aventuras de um panda ninja, não questionemos por que seus lábios não seguem os sons emitidos por sua boca.

E a  dublagem em outra língua diferente da original simplesmente mata este esforço e dificulta exponencialmente a tão importante suspensão da descrença.

3) O trabalho do ator:

Atuar é criar um personagem. Isto envolve um profundo trabalho de composição e estudo envolvendo meses de pesquisas, ensaios, laboratórios e tentativas para que o intérprete descubra não só a psicologia de seu personagem, mas também a maneira com que este se move, gesticula e… fala. Ouçam, por exemplo, o registro rígido, duro, da voz de Meryl Streep em Dúvida e comparem-no à leveza de sua expressão vocal em Mamma Mia! ou ao pedantismo escutado em O Diabo Veste Prada. Tentem dissociar o professor Snape da dicção venenosa, estudada, calculada, empregada por Alan Rickman na série Harry Potter. Percebam como Sean Penn, em Milk, exibe uma afetação milimetricamente estudada em seus diálogos, ocultando-a quando seu personagem quer passar uma imagem mais séria para a mídia e o eleitorado. Assista ao clímax de Coração Satânico e tente ignorar a rouquidão desesperada de Mickey Rourke.

Agora ouça as versões dubladas e perceba a disparidade provocada pela diferença entre os meses dedicados pelos atores originais aos seus personagens e as poucas horas (se muito!) que os dubladores brasileiros tiveram para gravar seus diálogos.  

Se ainda assim você mantiver que a  dublagem não deturpa a obra, então não precisa de um otorrino, mas de um psiquiatra.

Aceitar a  dublagem é aceitar pegar todo o trabalho de composição de um ator, selecionar uma parte fundamental deste e atirá-la fora, substituindo-a por um elemento criado sem estudo, sem cuidado e com pressa. É dizer que não há problema em se alterar as cores de Lição de Anatomia, de Rembrandt, ou de O Grito, de Munch, desde que os “desenhos” sejam mantidos na íntegra. Ora, nenhuma forma de arte seria submetida a uma deturpação destas – e perceber que algo assim é visto com naturalidade no Cinema é uma prova inconteste da persistente falta de prestígio e respeito que a Sétima Arte enfrenta desde seus primórdios.

É por esta razão, também, que considero as dublagens de animações como algo um pouco mais fácil de aceitar: afinal, ali estamos substituindo todo o trabalho de um ator pelo de outro. Sim, na maior parte das vezes o cuidado na composição não é o mesmo (Luciano Huck gravou todo o seu péssimo trabalho em Enrolados em apenas 4 ou 5 horas), mas ao menos não temos um resultado digno do monstro de Frankenstein. (Sim, ainda há a questão dos movimentos labiais, mas considerando toda a artificialidade da própria técnica, que foge do realismo, é um problema menor.) Já aceitar a  dublagem em produções com atores de carne-e-osso (live action) é, por todas as razões descritas acima, algo que considero inadmissível em alguém que realmente amaCinema.

E aí mantenho o que já escrevi neste blog e no twitter tantas vezes: você pode até gostar de ver filmes, mas se defende a  dublagem - sinto muito -, não pode afirmar que ama a Sétima Arte. Uma coisa é precisar do áudio alternativo (como no caso de crianças pequenas ou de indivíduos com problemas visuais); outra é dizer que o prefere. Se prefere, má notícia: você não apenas não ama o Cinema como ainda o prejudica.

Ir ao cinema para ver um filme em tela grande é um gesto de amor ao Cinema. E perceber que as distribuidoras brasileiras querem afastar este público das salas é algo deprimente – e pior: contando, em seu crime contra a Sétima Arte, com a complacência do público. A ideia é simples: “lancemos muitas cópias dubladas; eles podem até não gostar, mas pagarão o ingresso assim mesmo”. A saída? Quando a cópia for dublada, boicote o filme. Busque a versão legendada ou espere pelo DVD/Blu-ray. Acredite: conferir a cópia dublada é o mesmo que comer carne estragada apenas para dizer que foi a um churrasco.

Diga “não” à  dublagem nos cinemas. A Sétima Arte merece seu apoio.

postado em by Pablo Villaça em Cinema, Discussões

179 Respostas para Os malefícios da dublagem

  1. Ana

    Eis algo que me entristece um tanto…

    Não enxergo dum olho e, por isso, não vejo filmes em 3D. A questão da dublagem entra porque aqui na minha cidade, todas as cópias no outro formato são dubladas. Sempre. Já perguntei à empresa responsável porque fazem isso e disseram que é porque "recebem poucas cópias de cada filme". Acho inconcebível. Deixei de ver muitos filmes no cinema por me recusar a ver dublado (e também a pagar mais caro pra ver em 3D sendo que não enxergo o efeito, simples assim)… outros, assisti mesmo assim por querer viver a experiência. E saí extremamente chateada.

    Um deles foi Harry Potter 7.2, aliás. Quando tive a chance de assisti-lo em DVD, foi como se nunca tivesse visto. Não sei como há quem consiga dizer que o áudio é só um detalhe.

    Na verdade, o que eu nunca entendi em dublagem e que me incomoda desde a infância são as vozes tão caricatas. Nem quando eu era criança me convenciam, não dá pra entender como tem gente que não se incomoda com aquilo.

  2. Fabricio Martins Da Silva

    E eu que achava que este conflito nefasto, DUBLADO VS. LEGENDADO, havia morrido junto com o VHS e com o DVD se firmando, há dez anos atrás.

  3. Beatriz Alencar

    A um bom tempo eu prefiro assistir filmes legendados do quer dublados…Desde que me tornei cinéfila na verdade. Minha irmã caçula reta quando gravo a maioria dos filmes legendados… Ela tem 12 anos, e eu vivo dizendo a ela para ”deixar de preguiça” que ah várias vantagens em se ver filmes legendados.

    Então, eu resolvi mostrar para ela: O clássico do cinema, Mary Poppins de 1964. Eu peguei o filme e botei na parte em que Mary, Bert e as crianças do Sr. Banks, vão para o carrossel e os cavalos ”saltam” e eles saem pelo bosque montados nos cavalos de carrossel. Nesta parte, a trilha sonora está bem alta, e como o filme é um musical, ela teve que ser modifica para o português, com isso, o ”som” dos cascos do cavalo no chão tinha sumido, e de certa forma, acabou dando uma certa ”incredulidade” a cena: Hora, os cavalos não fazem zoada? . Aí, eu colocei em inglês e voilá! Lá estava o som dos cavalos em perfeita sincronia com som da trilha sonora, e ouvir o som dos cavalos batendo no chão deu muito mais realidade aquela cena fantástica.
    Minha irmã ficou bege é claro, e de vez em quando, ela ver filmes legendados comigo, mais ainda sim, a maldita preguiça impede dela ver filmes legendados e de ler também! Meu pai comprou 2 livros que ela disse que queria ler, e ela ainda não terminou nenhum dos dois. Com certeza, concordo com voce Pablo. É o costume da população de não ler.

  4. Germer

    Considero esse um dos poucos assuntos do universo em que existe claramente uma parte certa e uma errada.

    Nunca que alguém que prefere dublado vai gostar mesmo de cinema, é óbvio. Esse tipo é apenas um consumidor, não um apreciador… Normal, alguns ligam pra cinema e outros não.

  5. Miguel

    O triste fato é que uma boa parte, possivelmente a maioria, dos frequentadores de cinema encara a sétima arte como uma mera distração. Não há respeito pelo que está sendo exibido na tela. A relação doentia entre pessoas e seus celulares é exacerbada em qualquer sessão, tanto no cinema "de shopping" quanto em salas "de arte". Como prestariam atenção em legendas se estão mais preocupadas em conferir mensagens de texto ou, em muitos casos, até atender chamadas?

  6. Jonathan Rodrigues (Toon Link)

    Pablo, pessoalmente acho que você falou besteira ao dizer que é a demanda cada vez maior de dublagem que originou a queda na qualidade das dublagens atuais, sendo que é simplismente os estudios cortando custos e comprando dublagens de estudios menores com profissionais menos empenhados na qualidade da tradução e sincronia dos dialogos. Basta ver que os dois maiores estudios de dublagem, o Herbert Richers e o Álamo, fecharam as portas.

    Duvido que algum dublador que no início da década reclamava que não dava pra viver de dublagem(como o Briggs numa entrevista que deu pro extinto A ARCA) agora está vivendo muito bem por causa do aumento da demanda.

  7. Amanda Clarck

    Realmente Pablo, além de modificar o filme e perder o sentido de toda uma cena e porque não do filme inteiro, a dublagem estraga o filme. Nunca gostei de filmes dublados por justamente apreciar o som original, a voz, a emoção que o/a ator/atriz nos traz e fico deprimida quando alguém fala que a legenda atrapalha o filme. Entre assistir dublado ou não assistir, prefiro a segunda.

  8. Germer

    "A relação doentia entre pessoas e seus celulares é exacerbada"

    Fato.

  9. Fabricio Martins Da Silva

    Apareceu esses dias na Net uma pesquisa sobre público de cinema,feita em dezembro de 2007.Pela pesquisa, 5% dos entrevistados assistiam pelo menos um filme por semana, outros 7% assistem um à cada 15 dias. Fiz uma conta, tomando como cenário a cidade de São Paulo, e concluir que só estes dois grupos são responsáveis por cerca de 70% dos ingressos vendidos. Ainda existe um terceiro grupo, de 14%,que assistem, em média, um filme por mês. Este três grupos juntos, representam cerca de 90% dos ingressos vendidos. Talvez dê pra concluir que estes três grupos representam os cinéfilos. O problema é que de acordo com esta pesquisa, quase METADE desses três grupos preferem assistir DUBLADO. Na internet,praticamente todos os cinéfilos dizem preferir legendado, mas a pesquisa diz que só a metade preferem o som original!

  10. Marco Antônio dos Santos

    Foi dessa maneira que o Nazismo e o Totalitarismo se impuseram na Europa no século XX. Hitler conseguiu vender a idéia da raça "pura".
    Acho que cada pessoa tem a liberdade de escolher como deve assistir: legendado ou dublado.
    Ainda não mataram a Democracia….

  11. Carol Pereira

    Exatamente cada um assiste o que quer. Dublado ou legendado. Se vocês acham ruim filmes dublados no cinema então tentem assistir um filme na Italia ou França. Lá é lei. Tudo dublado. Você consegue achar poucas salas com o som original. Com um pequeno detalhe. Lá quando você assiste em inglês é "sem legenda", ok!? É pra quem fala inglês. Pra quem entende o que está sendo dito sem a necessidade de sujar a tela com as legendas. É claro que os anti dublagem não vão dar o braço a torcer nunca. Querem ver no original … vejam … sem a legenda! Vejo muita gente falando que quem quer ver o dublado é analfabeto ou tem preguiça de ler. Muito bem, então de certa forma querer assistir um filme na versão original não seria preguiça de estudar inglês? Ou isso não poderia ser encarado como um tipo de analfabetismo cultural? Então no final fica tudo no zero a zero. Ninguém está certo. Ninguém está errado. Cada um assiste a versão que quiser. E digo mais. Entendam bem uma coisa. De uns anos pra cá, vários canais a cabo passaram a exibir a versão dublada. Megapix, Telecine Pipoca e não satisfeito com isso depois lançaram o Telecine Touch. Essa coisa de filme dublado em cinema tb é novidade. Isso não existia a uns 10 anos. O que importa é lucro. É a audiência. E por tudo que vem acontecendo acho muito pouco provável que essa campanha para destruir a dublagem tenha sucesso. Podem entupir o twitter com o que quiser contra a dublagem. No final é isso que vai contar $$$.

  12. Eric

    Caraca!! Interessante exercício!! Em dezoito linhas consegui identificar uso de "falácia" em inacreditáveis quinze linhas!! ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia )

  13. Sílvia Andreotti

    Olá. Sinto muito discordar, mas… eu sou dubladora e estou no terceiro ano de faculdade de cinema… Sou escritora e professora particular de português. Vou a todas as estréias (sim, com acento. Sou professora de português, mas não concordo com a reforma ortográfica) que valem a pena ser assistidas. Não consigo entender como você diz que, quem prefere dublado, não gosta de cinema… Assisto a filmes legendados, mesmo com dor no coração, pois eu acho mais a, como disse Villaça, "obrigação legendada" do que a "opção dublada". O que você disse não tem fundamento, pois o fato de preferir dublado não influencia em nada um cinéfilo de um simples telespectador!
    Quando escrevo um roteiro para filme, pendo em tudo. Inclusive nos dubladores!
    Gostar de dublagem é simplesmente gostar de dublagem!

  14. Felipe Zilse

    Oi, sou dublador, e na boa campeão, se vc não gosta de dublagem, o problema é seu! Por isso se tem a opção de assistir legendado! Vai do gosto de cada um. Vai no cinema, compra ingresso pro legendado, pega uma pipoquinha e come, assim de boca cheia, vc evita falar tanta besteira. Tem mais, no fundo vc deve gostar muito de dublagem, pois entende bastante do assunto, né? Ou será que tentou ser dublador e sem ter competência para tal, hoje fala mal da dublagem?
    Aliás, aqui entre a gente…. Que falta do que fazer, heim?

    Abrassss

    • Jonatas Cabral

      Puta que pariu, de onde sai tantos analfabetos?

      Aprenda a interpretar textos, meu caro. As críticas do Pablo às dublagens faz total sentido, se vai chilicar, rebata os argumentos com argumentos, agredir o propositor não anula suas proposições.

  15. Pablo

    Parabéns pela argumentação irretocável, Felipe. Grande nível. Fez até com que eu mudasse de ideia completamente acerca da dublagem.

  16. Pablo

    Você não rebateu um único argumento técnico do meu post, Silvia. Limitou-se ao polêmico "quem gosta de dublagem nao gosta de cinema", que já discuti no update.

  17. Vanderlei Oliveira

    Cada um assiste da forma que achar melhor. O Sr. se manifesta como qualquer crítico gastronômico que, por não gostar de manteiga ou ter algum tipo de trauma em relação à ela, desqualifica qualquer receita, por melhor que seja, que leve manteiga. Seja mais inteligente ao se referir à uma profissão que tem mais de 70 anos. E na dublagem não existe somente Garcia Jr.e Guilherme Briggs. Não gostar é um direito seu, exigir respeito é um direito de todos, em qualquer profissão. Isso chama-se ética, coisa que não vejo em seu texto.

  18. Pablo

    Da Wikipedia:

    "Godwin’s law (also known as Godwin’s Rule of Nazi Analogies or Godwin’s Law of Nazi Analogies[1][2]) is a humorous observation made by Mike Godwin in 1990[2] that has become an Internet adage. It states: "As an online discussion grows longer, the probability of a comparison involving Nazis or Hitler approaches 1."[2][3] In other words, Godwin observed that, given enough time, in any online discussion—regardless of topic or scope—someone inevitably criticizes some point made in the discussion by comparing it to beliefs held by Hitler and the Nazis."

    • Angela

      Boa Pablo!!! Já observei a questão do ataque “isso é nazi” em outras polêmicas.
      Odeio filme dublado pois me incomoda demais as
      Traduções equivocadas que, qualquer pessoa que entenda um pouco da língua, logo percebe.
      Amo cinema e series de TV mas quero vê-las com o som original e as vezes prefiro baixar na internet pois posso assistir como eu prefiro.

  19. Pablo

    Não sabia que oferecer argumentos técnicos era "anti ético". Ou acha isso porque eles DEMOLEM a dublagem?

  20. Sílvia Andreotti

    Oferecer argumentos técnicos seria dizer que PREFERE o legendado por isso ou aquilo…. e não esculhambar com um trabalho que é MUITO bem-feito há mais de 70 anos, e dizer que é um, repare no título, malefício.

  21. Sílvia Andreotti

    Será que é porque foi exatamente esse o seu argumento??

  22. Sílvia Andreotti

    Então vai assistir a um filme e fica na sua… Eu faço uma pipoca divina, se quiser ter com o que manter a boca e as mãos ocupadas. ^~

  23. Dionisio Salomão

    O texto utiliza muito o termo "estupidez" para os argumentos…
    Pois então…
    Estupidez é defender a legenda como opção definitiva !
    Estupídez é generalizar !
    Estupidez é ser radical !
    A dublagem brasileira, apesar do talento indiscutível, não é •HOJE!!!• uma opção correta, insubstituivel, única e até realmente atrapalha (como a legenda) em alguns casos de péssima produção descuidada e com total falta de respeito ao consumo, MAS NUNCA deverá ser julgada como a pior opção !
    A legenda sim !
    Se o argumento é defender "originalidade" artística, então que se assista ao filme SEM LEGENDA ! Com seu devido conhecimento da lingua ! Sem nenhum conflito de tradução !
    É CIENTÍFICO E NADA ESTÚPIDO afirmar que a legenda atrapalha a contemplação EM TEMPO TOTAL ( e não de alguns trechos ) !
    E necessariamente não tem a ver SEMPRE com a questão de habito de leitura !

  24. Pablo

    "Esculhambar" é uma coisa; DEMONSTRAR porque a dublagem mutila a obra original é outra. Mas pela grosseria e falta de educação que demonstrou logo acima, não vou perder tempo mais com você.

    Dublagem é, sim, um malefício à obra original. Você ganhar dinheiro com isso não altera o fato.

  25. Pablo

    Dionísio, repito para você o que escrevi em outra lugar: se quiser defender a dublagem, faça-o. Mas não tente dizer que é "cinéfilo", pois não é. No máximo, "curte um cineminha".

  26. Alan Bastos

    Bem irônico tendo em mente que, nos regimes nazistas/fascistas, a dublagem era obrigatória!

    A turma do complexo de vira-lata lembrando aqui que a dublagem domina os cinemas da Europa (principalmente na Itália) certamente não sabe a que isso se deve.

  27. Dionisio

    Cinéfilo ? Nem sei se existem os que defenderiam a dublagem…
    Defendo a dublagem como a única opção justamente para milhões que curtem o cineminha e não tem conhecimento suficiente da lingua "original" da obra.
    Você destaca o(s) malefício(s) da dublagem… eu destaco o malefício da legenda !
    "VER" filmes com legendas, só se for programa de estudo, treino cultural, etc.,mas nunca como curtição da obra !
    No caso do Inglês ( maioria de obras cinéfilas ), não estou muito a vontade para ver os filmes "limpos" sem tropeçar em algumas expressões e não tive vontade,ainda de me reciclar. Uso o conhecimento do inglês só para algumas leituras e audições de comparação, confiando em alguns trabalhos mais esforçados que felizmente são oferecidos por bons profissionais (filantrópicos) da dublagem brasileira, especialmente poucos tradutores. Quanto a performance atual no geral, acho sofrível, SIMPLESMENTE PORQUE A EXIGÊNCIA E CONHECIMENTO DO CONSUMIDOR NESSE MERCADO, DESSE PRODUTO, TAMBÉM É SOFRIVEL !!!

  28. Wagner Follare

    Em primeiro lugar, obrigado por elogiar o trabalho dos dubladores. Mas sinto dizer que descordo sobre seu argumento tecnico. Preguiça de ler é de longe um motivo para ver dublado, pelomenos pra mim, eu gostou muito de ver os dois, dublado e legendado. Acho sim valido o argumento de que se perde cenas muitas veses lendo legenda. E se vc nao perde é porque no minimo sabe ingles pra caramba. Se a escolha é perder qualidade de som ou perder cenas de grande efeito no cinema, eu digo com muita segurança: Sim prefiro perder a qualidade do som, isso se for levar em conta esse seu argumento de que a qualidade é mesmo ruim como vc diz, e confesso que muitas veses pode ser. A dublagem hoje em dia mudou muito, a ME ( musicas e efeitos) já vem de fora pronta, pronta pra receber as vozes em portugues, ou seja, nem uma alteraçao é feita em toda a qualidade de audio exeto nas vozes, que muitas veses tambem sao dubladas, afinal nao é de hoje que muitas produçoes de cinema sao dubladas pelos proprios atores para garantir uma melhor qualidade de audio na ediçao final.
    Enfim, cuidado na hora de julgar todos como preguiçosos, apesar de ser o direito deles. Eu acho vc um cara muito inteligente, meu companheiro sempre le suas criticas, mas ate ele mesmo precebe quando vc é muito parcial apesar de ser inteligente. Admiro muito as pessoas inteligente, mas tambem nao gosto que me coloquem no patamar dos burros!

    • José Pereira

      Wagner,

      O senhor pede para não ser colocado no patamar dos burros. Pela quantidade enorme de erros de português que o senhor cometeu, aconselho que o senhor mesmo seja o primeiro a não se colocar em tal patamar.

      Uma coisa é certa: se o senhor tem estudo (acredito piamente que tenha), não tem hábito de leitura (leitura decente, não blogs de analfabetos funcionais na internet). Se tivesse, não cometeria tantos erros de escrita.

  29. Andrei

    Muito bom texto, também acho detestavel assistir filmes dublados, frequentemente vejo pessoas dando opiniões que considero equivocadas sobre algum filme, para depois perguntar se viu dublado e descobrir que sim, ou seja, a pessoa não viu o filme.

    Uma pena não ter como compartilhar este artigo no facebook, seu blog deveria ter alguma forma de compartilhar os textos, seria legal, e expressaria minha ideia sem eu ter que digitar tudo de novo hehe.

  30. Eric

    Andrei, basta copiar e colar o endereço lá em cima no "O que você está pensando" do Facebook, não?

  31. Wesley

    Olha pessoal, eu sempre assisti filmes legendados e dublados, algumas produções são tão mal dubladas, como o Van Helsing de 2004, que só consigo assistir legendado msm, os do Bruce willis assistia dublado pq gostava da voz do dublador antigo. É inegável que perdemos muito ignorando sons originais das produções, e concordo que msm para a televisão, as empresas de dublagem não poderiam fazer o sacrilégio de convidar um Luciano huck ou a turma do panico para dublar um filme. Acho que nunca vi nada tão ruim quanto a Sabrina Sato dublando com akele sotaque paulista carregado. Só sei que costumo assistir filmes B dublados, e as grandes produções assisto legendado e dublado!

    • Miguel

      Concordo com você. Dublagens de Luciano Huck e da Sabrina são inaceitáveis e é até um desrespeito com o público. Não vou falar que a dublagem de todos do Pânico na TV foi ruim porque a dublagem do Ceará foi muito boa, na verdade.
      De qualquer forma algumas dublagens me agradam e assisto sem problemas a alguns filmes dublados (como você disse, normalmente filmes B). Consigo assistir a grandes produções em suas versões dubladas, mas prefiro muito mais as legendadas, claro.

  32. Thiaho

    O pior é que, hoje em dia, até as legendas me incomodam. Percebo que, muitas vezes, o trabalho de quem faz as legendas é muito ruim. Vários erros. Sorte que entendo inglês o suficiente para usar as legendas apenas como um guia.

    Mas, para quem não entende, uma legenda mal feita pode até prejudicar o entendimento de certas partes do filme, embora dificilmente prejudiquem o todo.

  33. Julio Chuman

    Concordo com tudo o que o Pablo disse, mas infelizmente a questão é ainda mais grave. Afinal, não criar nas pessoas o hábito de ler é resultado mais de uma política educacional medíocre (sou professor público e entendo bem as políticas públicas de educação) do que de opção pessoal. Se uma criança é criada num sistema em que ler não é importante, porque isso ia ser importante num cinema? Isso é resultado da triste realidade brasileira.

  34. Rodrigo

    Essa ladainha de "valorizar nosso idioma" é a desculpa mais cara-de-pau que já escutei. Se tem preguiça de ler, mal conseguem escrever certo e falar o próprio idioma e querem bancar de patriota? Opa… vamos primeiro analisar como anda nosso país antes de vir querer "valorizar" ele. Porque será que nossa política anda um lixo? Ah sim… tinha me esquecido, é a preguiça de votar ou de tomar atitude.
    Já vi pessoal bancar de galo apontando o dedo para a cara de muitos estrangeiros por sempre ter complexo de inferioridade, mas esquecem que lá fora eles vão as ruas e mostram que querem mudanças. Ah sim… esqueci de novo, somos um povo sofrido onde a lei não funciona. Hum… mas temos opção certo? Que tal pararmos e irmos as ruas e manifestar? Invadir o Planalto e tirar a força aqueles sem vergonhas. Esqueci outra vez… é a preguiça.
    Parece que o pessoal não entende que é uma questão de cultura assistir filmes nos idiomas originais. Além de preguiçosos sempre andam com aquele complexo de inferioridade (o que é irritante).

  35. GiovanaRT

    Own adoro quando o Pablo é fofinho. rsrsrs

  36. Cristina

    Sou surda oralizada. Até os telecines estão dispensando as legendas. Triste para nós!!!

  37. Gustavo Martins dos Santos

    É até engraçado ler o texto, fazer uma reflexão e depois ler um comentário desse.
    "O que você disse não tem fundamento, pois o fato de preferir dublado não influencia em nada um cinéfilo de um simples telespectador! " Isso prova que você não leu o texto.

  38. Gustavo Martins dos Santos

    "Anti-dublagem" você fala como se fossem times. Não tem porque dar piti. O texto só mostra o quanto a dublagem interfere na parte tecnica do filme, é tão dificil entender isso?
    Releia o texto com calma, pensando se realmente precisa ser tão convicta a ponto de usar argumentos absurdos pra defender o seu gosto pela dublagem.
    E seu argumento sobre "aprender a falar ingles" beira a imbecilidade. Gosto de Oldboy, dublado é extremamente péssimo, quer que eu aprenda a falar chinês também???????????????

  39. Gustavo Martins dos Santos

    Desculpa a empolgação, falei sobre chines, na verdade Oldboy é da Coreia do Sul HAHAA.

  40. Zoê

    Eu acho que todos nós gostaríamos de ter a opção de assistir um filme dublado ou legendado – Eu prefiro a última opção porque acho que muitas vezes há muitos erros na tradução e muita coisa se perde (as gírias e expressões idiomáticas que muitos tradutores desconhecem). Adoro ver filme no original, sem legenda e sem dublagem. Prefiro ter a opção.

  41. Dauro Veras

    Seus argumentos não me convencem porque são construídos de acordo com a lógica excludente: “OU uma coisa, OU outra”. Prefiro a lógica “uma coisa MAIS outra”. Há público tanto para filmes dublados quanto para legendados. Desqualificar quem prefere outra forma de transcriação não faz sentido. Sim, a legenda também é uma transcriação. Ou você acha que ela representa fielmente as sutilezas da língua original? Abs, D/

    • José Pereira

      Dauro,

      Você não leu o texto todo ou não soube interpretá-lo. Se for a primeira opção, é preguiça de leitura. Se for a segunda, é deficiência.

      O autor não usou lógica excludente, tanto que ele defende a existência de cópias dubladas. O que ele não quer é que as cópias dubladas sejam a maioria da programação dos cinemas e canais de TV. O autor defende o direito de escolha, apesar de se mostrar contrário às dublagens.

      • Dauro Veras

        Dizer que a dublagem “deturpa” a obra e ignorar o fato de que a legendagem também “deturpa” (toda tradução, de certa forma, trai o original) é raciocinar com a lógica excludente. Ambas são transcriações, é bobagem se apegar a uma suposta pureza das legendas. Pessoalmente, prefiro ver filmes legendados, mas sou a favor da existência de todas as opções de escolha pro espectador. Inclusive a de assistir ao filme na língua original SEM legendas.

  42. Amanda

    Eu concordo com o texto. É triste quando você quer ver um filme no cinema e sua única opção é o dublado.
    Eu acredito que perdemos sim um pouco quando a dublagem é feita, mas acredito que ela deve ser necessária para um pequeno grupo, mas o que me deixa revoltada é que isso se tornou moda e muitas vezes tenho mais opções dubladas á legendadas.

    O que mais me irrita nos dublados são as gírias ridículas em português, são as vozes baixas e sons de tiros e músicas altas (tenho perda auditiva e tenho que colocar o som super alto para entender tudo e as vezes tomo um susto na mudança de áudio) e a falta de opção em legenda.

    Eu acredito que mesmo o dublado deveria ter legenda, pois mesmo sendo nossa língua muitas vezes não entendemos algo falado, o que em minha opinião é normal. A legenda não deveria sumir em nenhuma língua.

    Adorei o texto.

  43. Pingback: A polêmica da dublagem continua | Cinem(ação)

  44. Izabele

    Nossa, acabo de ler tudo que nunca consigo explicar e toda a minha insatisfação quando alguém tenta me convencer a filme dublado.
    E normalmente é exatamente isso, reúna aos amigos p ver filme e eles falam coisas como “coloca dublado para não dar trabalho”;
    Esses dias estava assistindo a um filme no telecine pipoca, bem tarde após chegarmos do trabalho, com minha mãe e passado uns 3 mim troquei áudio e pus legenda, numa hora que ela se distraiu, mais 3 mim depois ela reclamou de “vc trocou o áudio, ne?!” ri e pus dublado de novo.. ameeeei q a reação rápida foi,”aí, não, ficou muito ruim, deixa como vc tinha colocado mesmo…”
    Resumindo se vc comparar, 1 minuto q seja, vc não vai deixar dublado.

  45. Pedro Alves

    Eu gosto apenas de filmes com legendas, não gosto de filmes dublados, mas este texto é um pouco irracional, e deturpador da realidade. Existem muitas pessoas que tem dificuldade de prestar atenção em duas coisas ao mesmo tempo, ou lê ou presta atenção nas imagens, muitas não são rápidas com a leitura o suficiente para prestar atenção nas 2 coisas, já ouvi muitos falando que tentam mas não conseguem porque logo que acaba uma entra outra legenda. Essas pessoas querem escutar o som original sim, mas não conseguem prestar atenção nas duas coisas, sim elas existem e são muitas pessoas, e mais, os cinemas estão fazendo isso pois a minoria gosta com legendas e a maioria hoje prefere dublado, essa é a desculpa e eu não duvido que seja verdade, pois o cinema não vai querer perder dinheiro. Quanto mais interior mais dublados, a população quer, não estou falando que deve ser apenas dublado, deveriam existir os 2 como sempre existiram, mas como tem caído tanto o número de pessoas que querem legendado, eles colocam dublado para economizar nas salas e passar uma maior quantidade de filmes. Existem várias questões para se ter o dublado, mas dizer que é a minoria não, e quem quer assistir um filme muitas vezes não é nenhum amante da sétima arte e esses sim são a minoria. A maioria das pessoas querem ver apenas para se divertir e esse é o ponto. Se dublado vai ajuda-las então deve existir, só sou contra exclusivismo. Deveriam ter os 2 tipos em todos os cinemas, dublados e legendados.

  46. Marina

    Apesar de ter adorado o texto, de ter concordado com tudo o que você falou, existe um ponto aqui… se algumas pessoas preferem ver um filme dublado por preguiça de ler… elas não vão ler o seu texto. Isso me dá um desânimo também, incrível. Os argumentos que são utilizados para não ver um filme legendado são os mesmos que serão utilizados para não ler o texto e não sair do lugar confortável de quem vê televisão o dia todo, não tem opinião própria e nunca pegou num livro. É triste. Talvez você deveria colocar esse texto na imagem do Bruce Wills com a voz de outra pessoa para que possam ouvir e tentar fazer alguma coisa para mudar a vida.

    • Patricia

      Disse tudo o que eu queria ter dito, Marina. Me ajudou muito, porque não tenho preguiça de ler, mas de escrever…. rs

  47. Pingback: Cinema: A dublagem venceu a legenda? « words of leisure

  48. Tiago

    Olá, desde criança fui criado vendo filmes legendados e leio todos os textos da faculdade de cinema que curso. Nem todos fazem o mesmo e acho que ninguém lá concorda comigo.
    Porém eu sou a favor da dublagem pelos motivos 3 e 4 que você apresentou (esquecendo as hipérboles pelas quais você já se desculpou).
    Acho que seu argumento começa errado porque você acredita que quem gosta de ler é a favor da legenda, eu fui assim por muito tempo. Só que eu sou mais a favor dos filmes. Quanto a qualidade técnica creio que deve ser trabalhada a questão da faixa de trilha sonora ser diferente da de voz o que poderia melhorar as dublagens. Quanto ao trabalho do ator eu acredito que o sistema de filmes na verdade nos empurra os atores Hollywodianos e nós somos nada menos do que obrigados a vê-los nas nossas telas e como se já não bastassem os atores vêm no pacote todas as gírias norte americanas. Eu prefiro as brasileiras. Agora minha hora de ter raiva: sabe o que você sente quando você vê um filme dublado? você diz: que língua feia, eu acho a língua inglesa mais bonita! Mas a língua feia que você está falando é a sua língua brasileira. A mesma que você defende quando algum ignorante escreve incorretamente.

  49. Ivan

    O mais interessante é ver nego chegar aqui nos comentários e bostejar pelo teclado. Muita gente aí faltou a aulas de interpretação de texto.
    O que o autor defende é a distribuição 50%/50% entre filmes dublados e legendados…

  50. Pingback: A Dublagem

  51. Guilherme Melo

    Não há muito o que acrescentar, pois o Pablo argumentou de forma completíssima. A grande questão aqui, pessoal, é que em muitos lugares não há opção de escolha: Alguns cinemas só têm cópias dubladas, e o cinema da minha cidade é assim. Resultado? Faz meses que não vou ao cinema.

    No texto, o Pablo defende o DIREITO DE OPÇÃO como algo essencial. Também acho que gostar de dublagem demonstra falta de cultura e preguiça intelectual, mas no fim, cada um faz o que acha melhor pra si, e ninguém pode ser proibido de ver filme dublado assim como não se pode proibir alguém de ouvir funk, por mais pobre que seja.

    Então, a questão é essa: Os cinemas deveriam, em sua totalidade, garantir salas para ambos os públicos. Porém, quando isso não for possível, a preferência deveria ser pelo filme com AUDIO ORIGINAL, em respeito aos realizadores do filme e a integridade obra em questão.

  52. Sta Walker

    É, vocês se esquecem de que antigamente, não tinha salas dubladas nos cinemas, eram somente legendadas, só agora que o publico, que tem preferência a dublagem, tem o seu direito de consumidor, esses pseudo-intelectuais, que acham que entendem alguma coisa de cinema, reclamam. Eu assisto dublado e legendado, sem problema algum, agora o que não dá para engolir, é esses pseudo-intelectuais, chamarem a nossa dublagem de lixo, sendo que na verdade, é ótima, uma pessoa que fala que a nossa dublagem é péssima, não sabe diferenciar, o que é pedra e madeira. As pessoas que assistem filmes dublados, não são analfabetas e de classe “c’’ como dizem, a dublagem se tornou questão de preferência, seja pobre, rico, com cultura, ou sem cultura. Outra coisa a dublagem não existe só aqui no Brasil, ela existe no mundo inteiro, na Itália, França, Espanha, Alemanha, entre outros e em cada um desses países a preferência também é a ‘’dublagem’’, e então os europeus agora também são burros por preferirem a dublagem ? dã. É melhor analisarem certo, sobre estes assuntos, antes de chamarem a todos de analfabetos, sem leitura, classe c, burros e ignorantes, as pessoas que preferem ver filmes dublados. Os Estados Unidos podem até ter preferência de ver filmes legendados, porque quase todos os filmes são de lá, agora eu queria ver, se a maioria dos filmes fossem estrangeiros para eles, eu duvido se eles não optariam pela dublagem. A nossa dublagem não muda nada praticamente, do texto original, ela só muda certos aspectos que saem no mesmo significado, para que os profissionais da dublagem possam dar a sincronia exata e com tamanha perfeição. Eu nunca deixei, de entender menos um filme, do que aquela pessoa que viu legendado, quando eu assisto dublado.
    Essa conversa de que tem que ter leitura para ver filme legendado é papo furado, eu conheço várias pessoas que leem bastante e de cargos elevados, que não tem essa frescura, elas veem filmes dublados e legendados sem problema algum, outra coisa vocês também não devem dizer isso porque o povo brasileiro de todas as ‘’classes ‘’ nas décadas passadas, só viam filmes legendados nos cinemas. Lembre-se, se a dublagem fosse ruim de verdade ninguém mesmo aguentaria ouvir, eu digo isso porque eu já vi dublagem ruim e ela não era feita aqui no Brasil e sim feita em Miami com dubladores medíocres que não são do Brasil.
    Parabéns pelo seu texto, desta vez você ofendeu menos.

  53. Tiago

    Queria acrescentar algo pra confundir ainda mais vossas cabeças.
    Na minha opinião a onda de dublagens que assola as salas de sinema no Brasil é a vingança dos grandões para atingir vocês pseudo-anons que baixam filmes na internet. Sim, porque o mesmo público que baixa na internet, o que acha que tá escolhendo o que não chega, é o que se sente ofendido com filmes dublados.
    Se vocês acham que um post vai mudar isso, então estão muito enganados.

  54. Alessandra

    Não concordo com todos os argumentos apresentados, mas particularmente prefiro os filmes legendados. Na minha opinião, o problema realmente começou quando as opções de filmes legendados começaram a ficar escassas. Ultimamente, ao pesquisar algum filme que eu queira ver, está cada vez mais difícil encontrar horários viáveis e próximos à minha área. Seria perfeito se para atender um grupo (independente de qual) não fosse necessário “sacrificar” o outro grupo.

  55. juca

    A dublagem é respeitadíssima lá fora, no Japão dubladores são verdadeiras estrelas. Aqui no Brasil, apesar de falarem tanto que os estúdios estão dublando tudo, não se discute a (falta de)qualidade dela. A dublagem do Chaves é muito legal, a Manchete fez um trabalho lindo com animes e tokosatsus. Mas essa dublagem “Rede Globo” que invadiu o mercado é terrível, tirando o trabalho dos dubladores de verdade. Me desculpe, Bussunda, descanse em paz, velho, mas sua dublagem do Schrek é uma m…

  56. João Pera

    A dublagem mutila a obra acabada. A auto descrição pelo menos não danifica a obra. Assim os dubladores não ficam sem emprego e atendem os deficientes.

  57. Fábio Nazaré

    Gosto dos textos do Pablo, geralmente são coerentes. Infelizmente, neste texto, seus argumentos ao atacar a dublagem são tão fracos quanto os argumentos daqueles que supostamente defendem a dublagem. Como assim quem quer ver um filme dublado tem preguiça de ler? Que achismo sem nexo é esse? A discussão deveria estar centrada na qualidade dos trabalhos de dublagem e mixagem (que pode ser ruim ou boa, como qualquer serviço que é prestado ou oferecido) e se o espectador está tendo o direito a escolher a forma que quer assistir a obra. Uma pena que as pessoas que critiquem cinema no país não parem para pensar antes de colocar suas palavras num texto tão fraco e sem posições fundamentadas (fundamento, neste caso, significa citar fontes que não estejam baseadas em experiências subjetivas e altamente pessoais) contra a indústria da dublagem brasileira.

    • Pablo Villaça

      Fábio, só posso supor que você não leu os argumentos, os sete itens nos quais discuto questões técnicas, de linguagem e de interpretação, preferindo se concentrar na questão pela qual, inclusive, me desculpo no início do texto. Pena. E desonesto.

  58. Bruna

    Cinéfilo. Acho que essa palavra se tornou banal em nosso meio. Se ama mesmo cinema como tanto fala, seria contra as legendas (que interferem sim nas cenas pois tem letras horrorosas tampando imagens preciosas). A arte do cinema está no visual e ela contempla a todos os que podem ver (portanto desfavorecem os cegos, óbvio). Elementos nas expressões e cenários falam mais que o próprio roteiro (exceto os musicais, claro) e é isto que os verdadeiros cinéfilos apreciam. Se gosta mesmo de cinema seria capaz de assistir um filme todo sem áudio e ainda se sentir satisfeito apenas da linguagem visual.

  59. Valdemir

    Amigos Adoradores da Legenda !

    Não sei se contaram a vocês mas….existe uma coisa chamada DVD e para os que gostam de imagem em alta definição chamada Blu Ray, lá vocês podem escolher vários idiomas e várias legendas, olha dá para brincar bastante viu!
    Além disto acho que vocês moram em outro planeta, pois existem muito mais salas com audio original do que com audio dublado, mas mesmo se tivessem mais salas dubladas, qual o problema???
    Pelo que me consta este pais se chama Brasil e se não me falha a memória nosso idioma é o Português e não o Inglês !
    Eu não tenho o menor problema em ler, não tenho problema nas vistas, não tenho preguiça , já assisti e assisto muito filme legendado, séries mas….prefiro muito mais filmes dublados pelo seguinte, dou muito mais valor a todo o contexto visual do filme do que ao audio e ai???? Isto é um direito meu e de todo mundo que curte filme dublado, nem todo mundo liga para o audio original, e dai é crime??? As pessoas que curtem filme dublado tem toda vez que ser taxada como burras, preguiçosas,povão e mais um absurdo de preconceitos.
    Vocês todos são uns hipócritas que olham apenas para seus umbigos, bando de egoistas baba ovo de gringo, duvido que na familia de vocês não tenham crianças e idosos que não conseguem acompanhar a legenda.
    Espero que cada vez se duble mais, que cada vez tenha mesmo mais cinema com salas dubladas, para vocês engolirem guela abaixo as legendas e a arrogância !

  60. Luiz

    Só com áudio original se consegue captar a verdadeira essência de uma obra, imagine assistir um filme com Groucho Marx, Marilyn Monroe, Cary Grant e tantos outros astros que marcaram o cinema, sem suas vozes inesquecíveis, principalmente pra quem os admira de verdade é incabível, a maioria que esta aqui defendendo a dublagem, é porque assistem filmes só por entretenimento e diversão, e não como forma de arte, que abrange imagem, roteiro, historia, e principalmente uma boa atuação, infelizmente a maioria que prefere assistir tudo dubladinho, é porque pegou esse costume feio desde criança, e não consegue mais largar.

    • Valdemir

      KKKK Faça-me o favor, tem ator e atriz com uma voz tão ruim mas tão ruim e uma interpretação tão viva como uma porta que muitas vezes a dublagem nacional, salva o filme isto sim! Em alguns casos se você mudar o audio da dublagem para o original leva até um susto em ver como a voz do ator é de verdade! Além disto uma interpretação não se mede apenas pela voz e idioma, mas sim pela expressão facial, presença em cena e tantas outras coisas que um ator tem de mostrar, exemplo são os filmes mudos do Chaplin, nem uma palavra nem uma legenda e todos eram espetaculares, fora isto um filme não esta resumido apenas a audio e legenda, mas sim a fotografia, efeitos especiais, luz , sombra, figurino, coisas que perde-se muito quando se tenta ler e acompanhar o filme ao mesmo tempo, viu assim como você tem suas justificativas quem gosta de Dublagem também tem, portanto respeitem quem gosta de filmes dublados, não existe melhor nem pior apenas o gosto de cada um, se um filme tiver de ser bom ou ruim seja legendado ou dublado ele será do mesmo jeito!

  61. Janaina

    Honestamente, eu odeio filmes dublados( com exceção talvez de poucas animações) e também acho muito ruim essa enxurrada de cópias dubladas que invadiram as poucas salas de exibição da cidade do Rio. Entretanto, minha mãe , que diga-se de passagem é uma pessoa com hábitos de leituras melhores que os meus, não consegue acompanhar as legendas na mesma velocidade em que elas aparecem. Confesso que até eu mesmo tenho dificuldade algumas vezes de acompanhar certas legenda, mas ,diferente da minha mãe, eu conheço a língua inglesa e não fico tão perdida quando a legenda passa rápido demais. Aliás, por conhecer a língua inglesa eu até pego muitos erros na legenda e, devo dizer, alguns desses erros são extremamente grosseiros! Então, devo dizer que as pessoas que preferem a dublagem tem motivos muito bons para querer ver seus filmes dublados ( até porque a maior parte desse público não vai ao cinema assistir grandes obras-primas da sétima arte. Esse público quer assistir seu cinema pipoca com conforto e comodidade em seu tempo de lazer). Não sei se o problema está de fato na enxurrada de cópias dubladas ou se está nas qualidades da legendas ( o que é uma coisa incrível ser de qualidade tão ruim, uma vez que é mais barato legendar um filme que dublar)ou se simplesmente o problema está exatamente na quantidade de salas existentes na cidade que não comportam a demanda por filmes.

  62. Bruno César Passos Guimarães

    A verdade é uma só:
    A grande maioria da nossa população simplesmente NÃO domina o inglês suficientemente e o que é pior, não assume e acabam por criar inúmeras desculpas por preferir a dublagem ao som original e basta ler alguma das respostas acima para ficar claro isso.
    Qualquer pessoa que entende o inglês obviamente vai querer assistir o filme com o som original, pois sabe-se que se perde MUITO quando o mesmo é dublado. E isso sem entrar no mérito da voz especifica do ator ou sincronia dos lábios… Tem gírias e falas em inglês que são impossíveis de serem traduzidas nas dublagens e até inclusive nas legendas, falo isso porque foi alfabetizado nos EUA e sei perfeitamente o que estou falando. O problema não esta no analfabeto, esta na pessoa alfabetizada com o português e que não sabe se virar com o inglês e que é infelizmente grande parte da nossa população. É engraçado notar como hoje tem muita gente que se apresenta como critico de cinema mas que sequer parou algum dia para ouvir os antológicos comentários em áudio do critico Roger Ebert para CASABLANCA e CIDADÃO KANE simplesmente porque os mesmos estão sem legendas em português. No mais é isso… Não é preguiça, analfabetismo, deficiência visual, problema com dubladores etc O PROBLEMA RESIDE NA PURA E SIMPLES FALTA DE CONHECIMENTO DA LÍNGUA INGLESA.

    • Valdemir

      Ué??? E dai que a grande maioria das pessoas não dominam o Inglês??? Me fala quantos americanos dominam o Portugês ???? Porque Diabos eu tenho que dominar uma lingua que não é a minha ??? Quem gosta de filme dublado amigo não fica arrumando desculpa não e nem é preguiçoso, ou seja lá o que você e muitos metidos a intelectuides gostam de rotular, as pessoas gostam porque é muito mais comodo, as pessoas gostam porque é mais fácil de acompanhar o filme a história, os efeitos visuais, as cenas as expressões dos atores, ou você acha que um filme se resume só no idioma, nas legendas no timbre de voz de sei lá quem??? A mudem o discurso de vocês,para com isto ! Coloca um filme nacional lá nos States ou em qualquer outro lugar do mundo qu não fale a lingua portuguesa para você ver se eles não dublam, agora nós aqui né macaquinhos de circo temos que endeusar a lingua mãe INGLESA, nóa não eu to fora, você e os outros, curto filme dublado por escolha, opção minha, e poruqe acho os dubladores brasileiros ótimos e passar bem com suas legendas! Tchau!

  63. Alexandre Rocha dos Santos

    Inacreditável de ver como tem gente defendendo que a dublagem não mutila o filme o original.Ver um filme dublado é ter uma experiência incompleta, fato. Se os cinemas precisam colocar cópias dubladas para atrair o público que seja mas isso deve ser exceção e não a regra. Assisto filmes legendados desde os 8 anos, não sou superdotado. Se os Estados Unidos dublam filmes que não estão em inglês, azar o deles. Perderam a voz de Fernanda Montenegro em Central do Brasil e de outros grandes trabalhos do Cinema Nacional.

    “Roads? Where We’re Going We Don’t Need Roads” – não seria a mesma coisa dita em português.

  64. Bruna

    Tá bom pessoal, acontece que não só existe obra prima em inglês… existem belos filmes russos, franceses, italianos, croatas e japoneses. Que tal dominar todos esses idiomas para aí sim poder assistir um filme? Acredito que não se deve avaliar uma atuação somente pela voz, senão não seriam atores e sim cantores (na música não há dublagem, pois a arte está na voz). A arte do cinema está no olhar, no movimento, nas cores, no cenário, ou seja no visual, e assistir filme com legenda é perder grandes momentos e somente “acompanhar” a história. Se gosta de legenda é melhor ler o livro (que aliás pode ser uma melhor experiência que assistir o filme), mas se estás afim de apreciar uma boa atuação então devemos dar atenção aos elementos visuais (que o livro não pode oferecer). Dominar o idioma do filme não vai fazer diferença, pois o cinema possui uma língua universal: a imagem. Acho que toda essa justificativa para depreciar a dublagem é pura mesquinhez de quem sempre arruma motivos para se achar superior às outras pessoas.

  65. willian montano ramos

    FILME DUBLADO = LIXO.

  66. willian montano ramos

    PREFIRO LEGENDADO NOSSOS DUBLADORES TEM TANTA ANIMAÇÃO QUE CARPINTEIROS DE VELÓRIO PROFISSIONAL.

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